Cultura hispânica

O povoado de Yucay, em Cusco

2019.11.28 01:41 Viajeiro_no_Peru O povoado de Yucay, em Cusco

Yucay é uma cidade na província de Urubamba, a nordeste da cidade de Cusco. Você pode visitar ele no passeio Vale Sagrado Peru. Quando você estiver em Yucay, perceberá que é um dos melhores lugares do Vale Sagrado dos Incas; Mas não apenas por seus edifícios antigos ou por todo o legado inca que pode ser encontrado no local, mas também por suas terras férteis e seu clima maravilhoso. Uma das características mais interessantes desta cidade é que ela foi modificada em muitos pontos de sua história. E diz que no início, essa cidade era originalmente a capital do império inca.
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O que significa Yucay?
Yucay é uma palavra quíchua que significa decepção ou charme em espanhol, mas, aparentemente, isso não tem nada a ver com a origem do nome da cidade. O cronista Pedro Cieza de León descreve o seguinte: "Yucay é muito bonito, escondido entre as alturas das montanhas, para que, com o casaco que vestem, ele seja saudável e alegre, porque não é muito frio nem muito quente".
Onde fica Yucay?
O bairro histórico e colonial de Yucay fica a 48 km da cidade de Cusco e a 71 km se você pegar a estrada ao lado de Pisac. Yucay está localizado a 500 m abaixo da cidade de Cusco; essa altitude oferece um dos melhores climas em todo o Vale Sagrado dos Incas. Mesmo que a altura seja menor do que a altura de Cusco, é importante se preparar contra o mal de montanha. A maioria dos destinos mais populares de Cusco são altos, como por exemplo a Vinicunca Rainbow Mountain e a Laguna Humantay Cusco, que pode ser visto no Salkantay Trek.
Como chegar a Yucay?
Para chegar lá, primeiro você deve pegar um ônibus para Urubamba, da Rua Puputi, em Cusco, e depois pegar outro para a cidade de Yucay; No entanto, a maneira mais fácil de conhecer Yucay é em um passeio organizado pelo Vale Sagrado dos Incas.
O povoado de Yucay
A atual cidade de Yucay é construída na antiga propriedade de Huayna Capac. Ele ordenou a construção de palácios, plataformas e um sistema de irrigação que ainda existe. As pedras com as quais os terraços foram construídos foram trazidas de áreas distantes para melhorar a produção de milho e outras culturas na área. Dizem que esse território também era o favorito dos incas Pachacútec e Wiracocha.
Yucay foi o principal local da resistência inca durante a conquista, comandada por Inca Manco; O rebelde inca reuniu um exército para enfrentar a invasão espanhola, mas foi derrotado pelos Canaris (indígenas ao serviço de Francisco Pizarro) liderados por Apu Chillche. Quando Sayri Tupac (filho de Manco Inca) assumiu o comando do império, ele imediatamente cedeu aos conquistadores e parou a guerra civil. Em troca disso, eles lhe deram as terras de Yucay e viveram lá até que ele morreu envenenado pelo carrasco de seu pai, Apu Chillche. Em 1823, Simón Bolívar permaneceu por algum tempo neste local, exatamente na casa da fazenda Orihuela.
O que ver em Yucay?
Toda a cidade está cheia de belos edifícios construídos ao longo de sua história. Uma das características mais marcantes da cidade de Yucay são suas duas principais praças que abrigam árvores gigantes de Pisonay. Estes são divididos por uma igreja colonial chamada Santiago Apóstolo. Nesse local, sangrentas batalhas foram realizadas durante a resistência contra os invasores espanhóis. Na praça Manco II, você pode ver o palácio ñusta e os restos do que era o palácio de Sayri Túpac.
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Não seja apenas o típico turista que vai e volta para casa sem viver a cultura do pais visitado! Conheça um pouco mais sobre as danças típicas peruanas, aprenda sobre a origem do nome do pais Peru, e desfrute de um delicioso frango assado peruano!
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Plataformas Yucay
Neste local você encontra a maior rede de cultivos de todo o Vale Sagrado dos Incas. Essas plataformas ainda são usadas hoje. Para alcançá-los, você terá que subir por pequenos degraus pré-hispânicos anexados a cada plataforma. Aqui você pode ver a chamada Pedra Mitológica. Uma formação de pedra na qual os três níveis da cosmovisão andina podem ser distinguidos: o Hanan Pacha (mundo dos deuses) representado por um condor, o Kay Pacha (mundo do povo) cuja representação é um puma e o Uhu Pacha (O submundo ou mundo abaixo) representado com uma cobra.
Templo do Apóstolo de Santiago em Yucay
É um templo que data de 1650, construído pelo bispo Manuel de Molinhado e pelo padre Juan Arias de la Lira. Dentro, você pode ver valiosas peças de arte e imagens, incluindo o Apóstolo de Santiago, o altar principal é feito de folha de ouro e prateado.
O Cancha de Sayri Túpac Inca
É uma construção inca que deveria ter sido usada para fins agrícolas e religiosos. No complexo arqueológico, você pode encontrar um forno de cerâmica pré-hispânica em um surpreendente estado de conservação, bem como estruturas que parecem servir como uma espécie de calendário lunar.
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2019.08.24 18:15 DoubleBlackHeart Por que respeitar o diferente, estranho e bizarro?

Em primeiro lugar, o que é o bizarro? Bizarro, pra mim, é algo ou alguém que sai do normal ou escapa de regras padronizadas pela sociedade (independente de qual seja ou da visão que temos).
Na nossa sociedade, são estabelecidas várias normas que regem praticamente nossa vida pessoal e pública, como por exemplo, como nos vestir, o que comer, como andar, o que falar, para onde ir, e inúmeros exemplos. Para os brasileiros, o comum é falar português; para os mexicanos ou espanhóis, a língua hispânica; para os ingleses e americanos, a língua inglesa; e assim vai.
Então, por que estranhamos ou zombamos de alguém falar outra língua que não seja a de nossa origem? Por que nos espantamos ao observar pessoas com costumes, práticas e/ou hábitos diferentes dos nossos? Por que o bizarro nos assombra?
Essa é uma pergunta difícil, por isso decidi dar minhas opiniões sobre isso.
A meu ver, creio que o bizarro não é uma coisa que está distante de nós, o bizarro não é só algo surreal, é parte do nosso dia-a-dia. Darei vários exemplos.
· Nós temos a freqüência de nos espantarmos com notícias de guerras, mortes, tragédias, escândalos, essas coisas que passam no jornal. Por quê? Porque isso simplesmente foge do padrão social. Nós fomos ensinados a não matar, não desrespeitar o outro, não dizer falso testemunho contra os outros e a amar ao seu próximo. Quando vemos alguém quebrando esses paradigmas, agimos como se fôssemos juízes e condenássemos essas pessoas.
· Todos nós temos os nossos gostos musicais. Uns gostam de rock, outros, funk, alguns, sertanejo, e por aí vai. Agora imagine você, curtidor de rock, por exemplo. Se escutasse as letras e as músicas do gênero funk, talvez gerasse um pensamento do tipo: “Nossa, ele só fala de bunda e de ostentar! Nossa, ele é todo desarrumado e acha que é estiloso! Nossa, essas mulheres só sabem rebolar!” Mas se um curtidor de funk ouvisse rock, pensaria: “Nossa, ele se veste todo de preto! Nossa, ele adora o Satanás! Ui, ele é todo maquiadinho!”
· Ou então, mudemos a disputa musical. Imagine um cantocantora de sertanejo. Quem não está acostumado com isso, fala: “A música só fala de levar chifre, beber, se divertir!” Agora imagine um cantor de reggae. “Maconheiro! Todo da paz e amor! Vagabundo!”
· Isso também acontece em questões de cultura e raça. Um exemplo clássico é o dos portugueses se encontrando com os índios. Ninguém dos dois se conhecia, as culturas eram totalmente distintas uma da outra. Os dois se estranharam.
Enfim, o ponto em que eu quero chegar é: respeito e empatia. Não adianta julgar o outro e respeitá-lo ao mesmo tempo. Não cabe a nós determinar se o que o outro faz/fala está certo ou errado, o único que pode julgar é Deus, pois ele criou o rockeiro e o funkeiro, o brasileiro e o russo, o cientista e o crente. Ser egocêntrico e ignorante só mostra que somos iguais àqueles que criticamos ou julgamos.
O certo é ter empatia e respeito. E como diz Mateus 7:1-5: “Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus. Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros. Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: ‘Me deixe tirar esse cisco do seu olho’, quando você está com uma trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.”
E vocês? O que vocês acham?
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2018.08.12 02:27 joseantoniochilo O misterioso túnel descoberto por acidente sob pirâmides no México que nunca será aberto ao público

Aconteceu com o arqueólogo Sergio Gomez, que trabalhava na conservação do Templo de Quetzalcoatl ou Serpente Emplumada, em Teotihuacan, também conhecido como "As pirâmides de Teotihuacán", no centro do México.
Era a temporada de chuvas de 2003 e a tempestade que caiu em uma noite de outubro abriu um buraco no chão.
No dia seguinte, Gómez desceu por aquele buraco com a ajuda de uma corda e trabalhadores da zona arqueológica.
Ele conseguiu ver que, a 14 metros de profundidade, havia um túnel."Eu percebi que era algo muito importante, mas naquele momento eu não tinha muita ideia do alcance da descoberta. Foi com o passar do tempo que compreendemos melhor o uso que teve esse túnel construído pelos teotihuacans há cerca de 2.000 anos", disse ele para a BBC News Mundo.O túnel tinha sido fechado peloas teotihuacans. A exploração para descobri-lo e saber qual era o seu propósito levou anos.

Onde os homens se tornam deuses

A cultura teotihuacan remonta aproximadamente ao ano de 400 a.C., mas seu apogeu foi entre os anos 100 e 550 d.C.Teotihuacán, ou o lugar onde os homens se tornam deuses, chegou a ter uma área de 23 quilômetros quadrados e entre 150 mil e 200 mil habitantes. "Foi a cidade mais populosa que existiu em todo o continente americano na época pré-hispânica durante o período clássico", explica o especialista.Era uma cidade muito cosmopolita, onde viviam pessoas de muitas origens étnicas, atraídas pelo fato de o local oferecer muitas oportunidades.No início, eles se dedicavam à agricultura. Mas depois foram mudando para a produção artesanal e intercâmbio.Segundo os estudos, a região manteve uma relação comercial com praticamente todas as culturas do período clássico da Mesoamérica.

Tlalocan, o caminho sob a terra

A descoberta do túnel ajudou a entender mais sobre a história da cidade, que foi destruída e abandonada provavelmente pelos mesmos teotihuacans e séculos mais tarde foi habitada pelos astecas.O projeto de exploração do túnel foi chamado de Tlalocan, que significa "caminho sob a terra"."Ele se diferenciou pelo uso da tecnologia que não havia sido aplicada em outros projetos", explica o arqueólogo. Entre eles, o uso de scanner a laser e dois robôs.Foi a primeira vez que robôs foram usados ​​em uma exploração arqueológica no México. Antes disso, eles só tinham sido usados ​​no Egito.O túnel estava fechado há pelo menos 1.700 anos. Sua exploração começou em 2009.Com a ajuda dos robôs, descobriu-se que no final do canal havia um grande espaço aberto. Uma espécie de caverna, aberta pelos teotihuacans, que se abre em três câmaras.
Da entrada principal até o final, o túnel tem um comprimento de 103 metros. Começa a uma profundidade de 14 metros e termina a 18 metros.Suas paredes são impregnadas de pirita, um mineral metálico que reflete a luz. Com a ajuda de uma lâmpada, o arqueólogo ensina que esse brilho representava as estrelas.Os teotihuacans usaram o túnel por cerca de 250 anos, segundo o especialista. Depois, eles o fecharam, construindo muros de dentro para fora.Embora a razão não seja conhecida, sabe-se que eles voltaram algumas vezes e a fecharam novamente."Levamos quase 8 anos na exploração. Tudo foi feito com muito cuidado, retiramos cerca de mil toneladas de pedra e terra. Utilizando apenas escovas, agulhas, instrumentos odontológicos", explica Gómez.

Cultura cosmopolita

No túnel, foram descobertos mais de 100 mil objetos. "O importante não é apenas a quantidade, mas que esses objetos nos ajudam a entender melhor a visão de mundo e a religião dos antigos povos mesoamericanos".O arqueólogo reconhece que a fase de interpretação de tudo o que foi encontrado está em seu início, mas diz que já existem descobertas importantes.
"Há evidências de que os teotihuacans tinham laços muito fortes com toda a área maia desde os estágios iniciais. Nós recuperamos peças de jade, conchas e caramujos que vêm da Guatemala."
Além disso, diz ele, foi encontrada turquesa originalmente do sudoeste, onde hoje são os Estados Unidos, e objetos que podem ter vindo de Oaxaca e Puebla."Isso indica que há um elo comercial, provavelmente também político, entre as elites de Teotihuacán e muitos outros lugares".Pela primeira vez em Teotihuacán, pedaços de borracha foram recuperados, incluindo 14 bolas em um nível extraordinário de conservação."Algo muito surpreendente é que algumas dessas peças foram vulcanizadas, um processo que eles conheciam desde então", diz o arqueólogo. A borracha não é originalmente do centro do México, mas foi trazida de lugares como Veracruz, Chiapas ou Tabasco.Gomez conta emocionado que, à medida que avançaram na exploração do túnel, encontravam mais e mais objetos.
"Minha hipótese a princípio é de que encontraríamos um túmulo de alguém muito importante. Pelo significado que tinha o lugar ou uma oferenda espetacular".
Quando o fim do túnel foi alcançado, nenhum túmulo foi encontrado, mas eles não descartam que ele existiu e que os restos mortais foram removidos por uma das últimas explorações de teotihuacans.

Oferenda espetacular

O especialista garante que a maioria dos objetos encontrados não foram usados, mas feitos exclusivamente para serem oferecidos.No final do túnel, nas câmaras, eles encontraram "uma oferenda espetacular". Havia 4 esculturas, das quais três representavam mulheres e uma era homem.
As figuras femininas diferem das masculinas por serem maiores e vestidas, enquanto o homem está nu.
"É uma maneira de nos dizer que, em Teotihuacán, as mulheres desempenhavam um papel muito mais importante não apenas na estrutura do poder, mas talvez também na religião", diz Gómez.As primeiras divindades são femininas, conta. É uma homenagem às mulheres, que eram associadas à fertilidade e à terra."Por outro lado, o culto das divindades masculinas é o culto à guerra. É a mudança do modelo da economia da produção para a economia de apropriação", diz ele.As esculturas traziam bolsas com objetos feitos de jade e pirita, que provavelmente eram usados para magia e adivinhação.
"Eu acho que eles podem ser a representação dos fundadores de Teotihuacán. Os indivíduos que possuem o dom da geomancia e que determinaram onde a cidade deveria ser erguida."
Estavam cercados pelo que poderia ser a representação de montanhas entre as quais havia depressões de mercúrio, que provavelmente representava a água.

Representação do submundo

Na cosmologia da Mesoamérica, o cosmo foi dividido em três regiões: o céu, a terra e o submundo.O submundo é um mundo subterrâneo, escuro, frio e úmido.Mas para os mesoamericanos não era apenas o lugar da morte: era também o lugar da criação, onde tudo surge.Ali habitam uma série de divindades que são responsáveis ​​por manter a ordem do cosmos.Gómez explica que, possivelmente, quando os governantes morriam, seus restos mortais eram levados para a representação do submundo como um sinal de que entregavam o poder.
"Da mesma forma, o novo governante desceu às profundezas para adquirir a investidura. O poder não é adquirido dos homens, mas das divindades do submundo. Dali emergia como uma divindade".
Assim, este túnel era para rituais de iniciação, transmissão de poder. Ali, não entravam pessoas comuns.O Tlalocan é provavelmente um dos lugares mais importantes e sagrados que existiam em toda Teotihuacán, explica ele.

Nunca será aberto ao público

A entrada do túnel é coberta por uma tenda e protegida por uma cerca.Somente entram os trabalhadores do projeto arqueológico e, excepcionalmente, um convidado.Mas o túnel nunca será aberto ao público."É um lugar perigoso. Devemos tomar as medidas necessárias para conservá-lo. É muito estreito e pode ser danificado pela visita maciça de pessoas", explica o arqueólogo.Ele diz que, para que as pessoas possam entender o que é, eles trabalham em uma reprodução virtual.O estudo deste túnel também poderia ajudar a entender qual a função que tem outro túnel que existe abaixo da Pirâmide do Sol, a maior da zona arqueológica. Essa outra passagem foi descoberta em 1972."Mas não sabemos o que havia ali. Não havia um arqueólogo e grande parte da informação se perdeu. Por isso, estudar o túnel descoberto sob o Templo da Serpente Emplumada é muito importante para entender mais sobre Teotihuacán".
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