Ela não vai comprometer com uma data

Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 10 a 3ra fase do CACD

2020.07.23 10:36 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 10 a 3ra fase do CACD

Em primeiro lugar, lembro uma coisa muito simples: terceira fase não é segunda fase. Você não precisa se preocupar com propriedade vocabular, vírgulas antes de orações subordinadas reduzidas de infinitivo e coisas do tipo. É óbvio que não vale escrever completamente errado também, mas o que eu quero dizer é que a banca da terceira fase nem sabe das exigências da segunda fase direito, então não precisa se preocupar tanto com aspectos formais da escrita. Obviamente, a necessidade de ter uma tese central e alguns argumentos que a comprovem de maneira coerente permanece, mas isso não é novidade para ninguém. A importância do aspecto formal da terceira fase não está nas palavras e nos termos de uma oração, mas na sequência lógica de argumentos.
Algo bastante importante nas provas de terceira fase é destacar um argumento central, uma tese que responda à questão e que lhe permita apresentar exemplos/construções teóricas e desenvolver argumentos que a comprovem. Nessa situaç~o, vale a velha “fórmula” de dissertaç~o: introdução (com a tese central), argumentação (com uma ideia central por parágrafo, com argumentos que comprovem sua tese central) e conclusão (com retomada da tese e com articulação dos argumentos apresentados). Não há um número ideal de parágrafos, vale o bom senso (evitar parágrafos com apenas uma frase ou excessivamente grandes, mas não é necessário que tenham quase o mesmo tamanho, por exemplo, como ocorre na segunda fase).
Evite juízos de valor muito expressivos. Obviamente, tudo o que você escreve contém um pouco de subjetividade, mas evite adjetivações excessivas e algumas construções, como “é importante ressaltar que…”, “vale lembrar que...” ou “fato que merece destaque é…”.
Evite listagens longas e/ou imprecisas. Por exemplo: se você não se lembra de todos os países que fazem parte de determinado grupo, ou se eles são muitos, evite citações de todos os países (na verdade, não sei por qual motivo alguém iria querer citar os membros de um grupo assim, mas vai que precisa de algumas linhas de “enrolaç~o”, não é?). Ex.: “A UNASUL é composta por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela”.
Preferir: “A UNASUL é composta pelos doze países latino-americanos (à exceção da Guiana Francesa)” ou “A UNASUL é composta pelo agrupamento dos membros do MERCOSUL e da CAN, acrescidos do Chile, do Suriname e da Guiana”. Quanto a imprecisões, evitar, por exemplo: “A UNASUL é composta por Brasil, Argentina, Venezuela, entre outros”. Se você n~o se lembra de todos ou se o número de países é relativamente grande para citar todos, opte ou pelas alternativas anteriormente apresentadas ou, pelo menos, por algo como “Na UNASUL, destacam-se o Brasil – por sua dimensão territorial, por sua população e por seu peso político-econômico –, a Argentina – importante mercado emergente, com forte setor agrícola voltado à exportação e com indústria diversificada – e a Venezuela – detentora de recursos naturais estratégicos e grande exportadora de petróleo”.
Evite, também, citações e menções excessivas. Elas não devem constituir a base de sua resposta. Excesso de citação de eventos pode ser um problema. Obviamente, citar datas, conceitos e períodos é fundamental, mas o problema começa quando essas referências ocupam frases inteiras, sem argumentação e sem sequência lógica de relações. Veja os Guias de Estudos antigos, para ter uma noção do tipo de resposta preferido pela banca. O importante é não exagerar, para o texto não ficar carregado de informações que, ainda que úteis, não sustentam a tese que responde à questão de maneira consistente. Para conceitos menos conhecidos, convém citar a fonte (de todo modo, ainda que certos conceitos, como “Estado normal”, sejam consagrados na literatura sobre política externa brasileira, dizer que “o país entrou, assim, no período que Amado Cervo define como ‘Estado normal’” me parece boa estratégia – até porque o próprio Amado Cervo já foi da banca corretora vez ou outra; o José Flávio Sombra Saraiva é outro que tenho certeza de que irá adorar ver seu nome mencionado em uma resposta).
Algo bastante útil é evitar criar (e cair em) armadilhas. Se você sabe, por exemplo, que o Pacto Andino foi firmado em 1969, mas não tem certeza se a organização aí criada já se chamava Comunidade Andina de Nações, por exemplo, opte por uma formulação de resposta que evite comprometer-se quanto a isso. Uma sugest~o seria, por exemplo: “Firmado em 1969, o Pacto Andino consubstanciou importante passo para a criaç~o da Comunidade Andina de Nações (CAN)”. Desse modo, você evita incorrer no erro de atribuir ao Pacto a responsabilidade pela criação da CAN, sem deixar de destacar sua importância para que isso ocorresse posteriormente. Evite, também, conceitos “politicamente incorretos” ou em desuso, como “governo neoliberal” (preferir “governo associado aos princípios do Consenso de Washington”, por exemplo), “país subdesenvolvido” (preferir “país de menor desenvolvimento relativo”, por exemplo) etc.
Para boa parte dos argumentos a ser empregados na terceira fase, a leitura atenta e o fichamento das melhores respostas dos Guias de Estudos anteriores podem ajudar bastante. Eu tive um professor de cursinho, o Ricardo Macau, que gostava de dizer que o intuito de fichar os Guias de Estudos era, simplesmente, roubar argumentos. Ninguém precisa inventar novos argumentos, para tentar “chocar” a banca. Se a banca publica um Guia de Estudos anualmente, dizia ele, é para mostrar a todos os candidatos o que ela queria ler como resposta naquela questão e o que ela quer ler nas respostas dos concursos dos anos seguintes. Dessa maneira, não há nenhum constrangimento em fichar os principais argumentos das provas dos anos anteriores e em usá-los nas questões pertinentes da terceira fase. Alguns desses argumentos foram muito úteis para mim, especialmente nas provas de História do Brasil, de Política Internacional e de Direito.
Uma coisa que pouca gente fala é que os Guias de Estudos nem sempre são cópias fidedignas das respostas dos candidatos. A organização do concurso entra em contato com os autores das respostas selecionadas e solicita que os próprios autores digitem suas respostas. Os candidatos podem fazer eventuais alterações pontuais de algumas imprecisões, mas alguns poucos acabam exagerando. Para quem está se preparando para o concurso, não poderia haver nada pior, já que não podemos ter uma noção exata de qual tipo de resposta foi avaliado como suficiente pelos examinadores (por saber que era possível alterar, eu sempre ficava em dúvida: será que ele/ela ganhou essa nota escrevendo tudo isso mesmo?). J vi gente dizendo que “quem consegue fazer as melhores respostas deu sorte, porque fez mestrado ou doutorado no assunto, pelo menos”, e isso é completa mentira. O que ocorre é que essas pessoas souberam conjugar estudo eficiente e capacidade de desenvolvimento analítico diferenciada que sejam convertidos em uma argumentação clara e consistente. Para isso, não tem mestrado ou doutorado que adiante. Em algumas questões, você sente ser capaz de escrever o dobro ou ainda mais sobre aquele assunto (principalmente, nas questões de 60 linhas), mas o que mais conta, no fim das contas, é a forma, o modo como você organiza suas ideias, os argumentos de que você faz uso etc.
Na prova de História do Brasil, alguns temas são mais ou menos recorrentes. Definição das fronteiras nacionais, política externa do Império, política externa dos governos Quadros-Goulart (Política Externa Independente), política externa dos governos militares (especialmente, Geisel), relações do Brasil com a América do Sul (destaque para as relações Brasil-Argentina desde o século XIX), relações do Brasil com a África (do período da descolonização até a década de 1980). Obviamente, há inúmeros outros temas (bastante pontuais às vezes) que também são cobrados, mas eu acho que, se eu tivesse só uma semana, para estudar tudo de História do Brasil, eu escolheria esses temas. Ainda que eles não sejam cobrados diretamente, podem ser encaixados em muitas outras questões.
A prova de Inglês consiste de uma tradução do Inglês para o Português (valor: 20 pontos), de uma versão do Português para o Inglês (valor: 15 pontos), de um resumo de texto em Inglês (valor: 15 pontos) e de uma redação sobre tema geral (valor: 50 pontos). As notas de Inglês são, geralmente, bem mais baixas que as das demais provas, o que, considerando que boa parte dos candidatos que chega à terceira fase tem alguma experiência no domínio avançado da língua inglesa (acredito eu), é claro sinal de que a cobrança é bastante rigorosa, e apenas conhecimentos básicos da língua não são suficientes.
Quanto à tradução e à versão, não tenho muito a dizer. Há dedução de 1,00 ou de 0,50 pontos (dependendo do tipo de erro) do valor total do exercício para cada erro de tradução13. O vocabulário cobrado nem sempre é muito simples (um ou outro termo pode ser mais complicado), mas, em geral, não há muitos problemas. Normalmente, as notas da tradução são bem maiores que as notas da versão. Um pequeno “problema” nas traduções e nas versões é o seguinte: o examinador escolhe, tanto nas traduções para o Português quanto nas versões para o Inglês, algumas expressões que ele quer, obrigatoriamente, que o candidato use determinados termos que correspondam àquela palavra ou expressão na outra língua. Assim, por exemplo, se há o termo “vidente”, para ser traduzido para o Inglês, e se o examinador escolheu essa palavra, para testar os candidatos, você ser penalizado, se tentar dizer isso com uma express~o como “a person who foresees” ou coisa do tipo. Se o examinador, entretanto, não houver escolhido essa palavra como teste, você poderá não perder nenhum ponto por isso. O maior problema é que, obviamente, você não sabe quais são as expressões que serão escolhidas enquanto faz a prova. Pode ser que uma expressão para a qual você não conhece a tradução exata não seja uma das escolhidas pelo examinador, e dizer a mesma coisa de outra maneira (com uma frase ou com uma expressão mais longa que exprima o mesmo sentido) pode não implicar penalização. Enfim, não há como saber isso antecipadamente, então a melhor alternativa é, sempre, a tradução o mais fidedigna possível. De toda forma, se não souber, aí não tem jeito, invente alguma coisa, pode ser que seja aceita. Só nunca, nunca, deixe um espaço em branco, pois isso atrai os olhos do examinador, e ele saberá que já tem algo faltando ali. Mesmo que você não tenha nenhuma ideia do que alguma coisa signifique ou de como traduzir, invente palavras, crie sinônimos que não existem, faça qualquer malabarismo linguístico que estiver a seu alcance, só não deixe espaços em branco. Como os examinadores corrigem mais de duzentas provas (números de 2010 e de 2011), pode ser que alguns erros acabem passando despercebidos.
13 Segundo o Guia de Estudos: menos 1,00 pontos por falta de correspondência ao(s) texto(s)-fonte, erros gramaticais, escolhas errôneas de palavras e estilo inadequado; menos 0,50 pontos por erros de pontuação ou de ortografia. Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtraem 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
O resumo do texto em Inglês costuma surpreender alguns candidatos com baixas notas. A atribuição de pontos é feita de acordo com uma avaliação subjetiva que considera várias coisas: quantidade de erros, abrangência de todos os pontos selecionados pelo examinador como os mais importantes do texto etc. Não é necessário incluir exemplos no resumo, que deve, com suas palavras, abranger todos os principais temas discutidos no texto, seus argumentos e sua linha de raciocínio (os temas e os argumentos podem ser apresentados na ordem que você considerar mais interessante, não é necessário seguir a ordem do texto). No resumo, não se emite opinião sobre o texto, e n~o é necessrio dizer “o autor defende”, “segundo o autor” (em Inglês, obviamente). Como se trata do resumo de um texto, é evidente que tudo o que está ali resume as opiniões do autor. Não é necessário fazer uma introdução e uma conclusão, você perderá muito espaço, e não é esse o objetivo do resumo. Seja simples e direto, acho que é a melhor dica.
O comando indica um máximo de 200 palavras, mas eles não contam. Já vi professores dizendo para que os alunos fizessem, obrigatoriamente, entre 198 e 200 palavras, mas, se você buscar os Guias de Estudos anteriores, verá que há resumos que fogem a esse padrão (para baixo ou para cima) e que foram escolhidos como o melhor resumo daquele ano. É claro que você não vai escrever 220 palavras, mas acho que umas 205, mais ou menos, estão de bom tamanho (escrevi um pouco mais de 200, acho que 203, não sei). A professora do cursinho de terceira fase dizia que podíamos fazer até cerca de 210 (desde que a letra não fosse enorme, para não despertar a curiosidade do examinador) que não teria problema. É claro que o foco deve estar nos 200, esse valor superior é apenas para o caso de lhe faltarem algumas palavras, para encerrar o raciocínio.
Em 2011, os 15,00 pontos do resumo foram divididos em duas partes: 12,00 pontos para a síntese dos principais aspectos do texto e 3,00 pontos para linguagem e gramática. O examinador determinou que havia seis tópicos principais do texto que deveriam ser incluídos no resumo e atribuiu até dois pontos para a discussão de cada um desses tópicos. Obviamente, não há como saber quantos serão esses tópicos. O melhor a fazer é tentar tratar de todos os aspectos mais importantes do texto com o mínimo possível de palavras. Se sobrarem 10 ou 15 palavras, não desperdice, faça uma frase a mais, quem sabe isso pode lhe render alguns preciosos décimos a mais.
A redação em Inglês é de 45 a 60 linhas, com valor de 50 pontos. Esses 50 pontos são distribuídos em: planejamento e desenvolvimento (20 pontos), qualidade vocabular (10 pontos) e gramática (20 pontos), com penalização de 1,00 ou de 0,50 pontos por erro, de acordo com o tipo de erro14 (descontados da parte de gramática). Nota zero em gramática implica nota zero na redação (logo, cuidado para não zerar). Há penalização de 1,00 pontos para cada linha que faltar para o mínimo estabelecido.
Normalmente, a redação trata de temas internacionais de fácil articulação. Não há recomendações de número de parágrafos, de número de linhas por parágrafo ou coisa do tipo. As principais coisas a observar são: ter uma tese central, usar argumentos que a sustentem, e, sobretudo, fornecer exemplos. Ao ver espelhos de correção de concursos anteriores no cursinho, fica evidente que muitas notas de planejamento e desenvolvimento são mais baixas devido à ausência ou à insuficiência de exemplos, como indicam os comentários dos examinadores em provas anteriores (a prova de Inglês é a única da terceira fase que vem com comentários e com marcações). Eu diria, portanto, que é necessário prestar atenção na argumentação coerente que comprove a tese, é claro, e no fornecimento de vários exemplos que sustentem a argumentação apresentada. É claro que só listar dezenas de exemplos pode não adiantar nada, mas, se você souber usá-los de maneira coerente, como complemento à argumentação, acho que poderá ser bem recompensado por isso. Ao contrário do que já vi dizerem por aí, não há penalizaç~o por “ideologia” discrepante daquela da banca. Aproveitando a temática da prova de 2001, não interessa se você é contra ou a favor da globalização, o importante é elencar argumentos fortes e sustentá-los com exemplos pertinentes.
14 Segundo o Guia de Estudos, menos 1,00 pontos por erro (exceto para erros de pontuação ou de ortografia, para os quais há subtração de 0,50 pontos). Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtrai 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
Por fim, a parte de qualidade vocabular não se refere só ao uso de construções avançadas de Inglês (inversões, expressões idiomáticas etc.). De nada adianta usar dezenas de construções avançadas, se você tiver muitos erros de gramática. Os 10 pontos de qualidade vocabular levam em consideração tanto o número de construções avançadas que você usou quanto o número de erros de gramática que você teve. Ainda que você use poucas construções avançadas, se não errar nada de gramática (ou se errar muito pouco), sua nota nesse quesito deverá ser bem alta. Dessa forma, acho que o melhor a fazer é preocupar-se, primeiramente, com gramática. Uma pequena lista de expressões idiomáticas passíveis de se empregar, combinada com o uso de construções mais avançadas (como inversões, por exemplo), já pode significar boa nota de qualidade vocabular, se você não perder muitos pontos de gramática. Não vou dizer quais usei, senão todo mundo vai usar as mesmas e ninguém vai ganhar pontos. Usem a criatividade: vejam expressões diferentes, palavras conotativas apropriadas, verbos e palavras mais “elaborados” etc.
Em resumo, acho que o principal da redação é: errar pouco em gramática e fornecer exemplos. Com isso e com bons argumentos, sem fugir ao tema, eu diria que há boas chances de uma nota razoável.
A prova de Geografia é, a meu ver, uma das mais chatas e imprevisíveis. Cada ano, a prova é de um jeito, ora cobra Geografia física, ora cobra teoria da Geografia etc. No geral, acho que a banca não tem muita noção de que está avaliando conhecimentos importantes para o exercício da profissão de diplomata, não de geógrafo. Assim, frequentemente, aparecem algumas questões bem loucas. O bom das questões mais chatas de Geografia é que a banca costuma ser mais generosa na correção. Há alguns anos, uma questão sobre minérios na África, por exemplo, aterrorizou muitos candidatos, mas, na hora da correção, segundo um professor de cursinho, as notas não foram tão baixas. Por isso, não se preocupe tanto com essas questões mais espinhosas que, eventualmente, aparecem na terceira fase de Geografia.
Em 2011, uma das questões (sobre navegação de cabotagem no Brasil, na década 2001-2010) havia sido tema de uma reportagem do programa Globomar duas semanas antes da prova. Para falar a verdade, eu não sabia nem o que era Globomar, se era uma reportagem do Fantástico, um quadro do Faustão ou a nova novela das sete, mas, como um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, não custa nada informar para que você fique atento a algumas dessas questões mais recentes. Não precisa gravar e tomar notas de todo Globomar daqui para frente. Dar uma olhada nos temas desse tipo de programa, de vez em quando, já deve ser mais que suficiente. Vale dizer que o mais importante é, sempre, Geografia do Brasil. Não precisa assistir o National Geographic sobre monções no Sri Lanka, porque não vai cair. De todo modo, assuntos relativos à costa e ao litoral brasileiros são reincidentes no concurso.
Muitos falam sobre a necessidade de usar o “miltonsantês”, como s~o conhecidos os conceitos de Milton Santos, nas respostas de terceira fase. É algo meio batido, mas acho que todo mundo que faz, pelo menos, o cursinho preparatório para a terceira fase deverá ouvir alguma coisa a respeito, então não se preocupe com isso. Se der para usar alguns conceitos em determinadas questões, use sem exageros. Esses termos podem render bons olhos com a banca, mas ninguém tira total só porque escreveu dez conceitos miltonianos na resposta.
Algumas argumentações s~o “coringas” em Política Internacional. Alguns conceitos, como “multilateralismo normativo”, “postura proativa e participativa”, “articulaç~o de consensos”, “reforma da ordem”, “juridicismo”, “pacifismo”, “pragmatismo”, “autonomia pela participaç~o” etc., poderão ser encaixados em quase todas as respostas de terceira fase. Relações Sul-Sul, América do Sul, BRICS, IBAS, África também são temas que poderão ser empregados em diversos contextos (temáticas recorrentes nos últimos concursos). Desse modo, saiba usar esse conhecimento a seu favor. Se há uma questão que pede comentário sobre algum aspecto da política externa brasileira contemporânea, citar esses conceitos já pode ser bom começo.
Não custa nada lembrar que você está fazendo uma prova para o Ministério em que você pretende trabalhar pelo resto da vida. Criticar a atuação recente do MRE não é sinal de maturidade crítica ou coisa do tipo, pode ter certeza de que n~o ser bem visto pela banca corretora. N~o precisa “puxar o saco” do governo atual descaradamente, mas considero uma estratégia, no mínimo, inteligente procurar ressaltar que, apesar de eventuais desafios à inserção internacional do Brasil, o país vem conseguindo alçar importantes conquistas no contexto internacional contemporâneo, como reflexo de sua inserção internacional madura, proativa e propositiva. Na prova de 2011, a prova da importância de saber a posição oficial do MRE com relação a temáticas da política internacional contemporânea ficou evidente em uma questão que pedia que se discutisse a situação na Líbia, apresentando a posição oficial do governo brasileiro e os motivos para a abstenção do Brasil na votação da resolução 1.973 do Conselho de Segurança da ONU. Saber a posição oficial do governo sobre os principais temas da agenda internacional contemporânea é fundamental na terceira fase. Na primeira fase também: em 2011, um item dizia que o MRE usava a participação na MINUSTAH como “moeda de troca” para o assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Por mais que a mídia sensacionalista diga isso e por mais que você, porventura, acredite nisso, não é essa a posição oficial do Ministério, então isso não está correto e ponto. Seja pragmático e tenha, sempre, em mente que você está fazendo uma prova para o governo. Em dúvida, pense: o que o governo brasileiro defende nessa situação? Essa posição vale tanto para a primeira fase quanto para a terceira.
Com relação à prova de Direito, é uma avaliação, a meu ver, bastante tranquila e uma das mais bem formuladas. Não há grandes segredos, e a leitura (acompanhada do fichamento) dos Guias de Estudos antigos é fundamental. Muitos estilos de questões repetem de um ano para o outro, e alguns argumentos gerais sobre o fundamento de juridicidade do Direito Internacional Público, por exemplo, são úteis quase sempre. Ultimamente, a probabilidade de questões sobre Direito interno propriamente dito tem sido reduzida a temáticas que envolvam o Direito Internacional (como a questão sobre a competência para efetuar a denúncia a tratados, cobrada em 2010). Em Direito Internacional Privado, o que já foi cobrado do assunto, em concursos recentes, esteve relacionado à homologação de sentença estrangeira, assunto bastante básico e tranquilo de estudar. Em Direito Internacional Público (DIP), atenção especial à solução de controvérsias (meios pacíficos, meios coercitivos, meios jurídicos e meios bélicos), ao sistema ONU e ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio, além do supracitado fundamento de juridicidade do DIP (“afinal, por que o DIP é Direito?”). Uma dica que vale tanto para as questões de Direito quanto para as de Economia é tomar cuidado com o número de linhas. Como há questões de 60 e de 40 linhas, corre-se o risco de perder muito espaço com argumentos e ilustrações não necessários à questão. Nas provas dessas duas matérias, não acho que seja tão necessário preocupar-se tanto com a introdução e com a conclusão nas questões de 40 linhas (nas de 60, se houver, devem ser bem curtas), pois não há espaço suficiente para isso. Em minhas provas de terceira fase, apenas respondi a essas questões de 40 linhas diretamente.
A prova de Economia mudou muito, se você comparar as provas de 2008-2009 às de 2010-2011, por exemplo. Anteriormente, havia questões enormes de cálculos, equações de Microeconomia etc. Em 2010, a única questão que envolvia cálculo era ridiculamente fácil. Em 2011, para melhorar a situação daqueles que não gostam dos números, não havia um único cálculo nas questões, todas elas analíticas. Além disso, as cobranças anteriores de Economia Brasileira focavam, especialmente, no período da República Velha (isso se repetiu em 2010). Em 2011, até mesmo o balanço de pagamentos atual do Brasil e a economia dos BRIC na atualidade foram objetos de questões. Talvez seja uma tendência da prova de Economia dos próximos anos, de priorizar o raciocínio econômico, em detrimento dos cálculos matemáticos que aterrorizavam muitos no passado. Ainda que eu não tenha problemas com cálculo (e goste bastante, inclusive), devo admitir que me parece muito mais coerente cobrar economia dos países do BRIC do que insistir nos cálculos de preço de equilíbrio, quantidade de equilíbrio, peso-morto etc., se considerarmos que se trata de uma prova que visa a selecionar futuros diplomatas (aí está uma lição que a banca de Geografia precisava aprender).
Ainda que, à primeira vista, esse novo tipo de prova possa parecer mais fácil, pode não ser tão tranquilo quanto parece. Por mais contemporâneas que as questões sejam, acho que os candidatos correm o sério risco de confundir a prova de Economia com uma prova de Política Internacional (por envolver BRIC, por exemplo). Lembre-se, sempre, de que quem corrige as provas de Economia são economistas. Como economistas, eles valorizam o raciocínio econômico, com o uso de conceitos econômicos, e é isso o que deve ficar claro, em minha opinião, em questões como essa. Tenho maior facilidade com esse raciocínio econômico e com os conceitos da disciplina, por haver participado da monitoria de Introdução à Economia da UnB por quatro semestres. A quem não teve essa experiência, para acostumar-se a esse “economês”, nada melhor que bons noticirios de Economia:
- Brasil Econômico: http://www.brasileconomico.com.b
- Financial Times: http://www.ft.com/home/us
- IPEA: http://agencia.ipea.gov.b
- O Globo Economia: http://oglobo.globo.com/economia/
- The Economist: http://www.economist.com/
- Valor Econômico: http://www.valoronline.com.b, entre vários outros.
Obviamente, não precisa ficar lendo todas as notícias postadas em todos esses sites, todos os dias. Já tentei o esquema de ler uma notícia por dia de uns cinco sites de notícias e cansei facilmente. Não acho que seja possível dizer um número ideal de notícias econômicas lidas por semana, mas sei lá, umas duas ou três já são melhor que nada.
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2019.08.20 01:17 paralegalweb Abrir empresa EIRELI

Abrir uma empresa EIRELI

Vamos aprender como abrir uma empresa EIRELI. Devido ao Art. 980A do Código Civil — Lei 10406/02 de 10 de Janeiro de 2002 “A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País.”
Com base nesse paragrafo podemos constar que abrir uma empresa EIRELI é necessário, entretanto, ter alguns cuidados. Conforme foi descrito no artigo, somente um indivíduo pode abrir uma empresa EIRELI.
Uma Empresa Individual de Responsabilidade Limita, ou como chamamos, EIRELI, é um tipo empresarial que é estabelecido por apenas um sócio. Dessa forma, é proibido qualquer tipo de sociedade quando se pensa em abrir uma empresa EIRELI.

Abrir uma empresa EIRELI — Capital Social

Conforme foi explicado no código civil, é preciso a declaração do capital social de no mínimo 100 salários mínimos. Esse valor pode ser representado com uma quantia em dinheiro, ou em bens de espécie.
Atualmente tipo de empresa EIRELI é mais novo, por isso ainda existem algumas dúvidas referente a construção do contrato e do capital social.
Pensando nisso a ParaLegalWeb desenvolveu esse artigo para explicar melhor sobre abrir empresa EIRELI e como você vai conseguir definir um capital social de maneira certa. Assim, dessa forma, sem passar por nenhum problema depois com o governo.
Como vimos antes, o capital social precisa representar a quantia de 100 vezes o valor do salário mínimo.
No momento da construção desse artigo, o valor do salário mínimo no Brasil é de R$ 954,00. Sendo assim, o valor total do capital social deve ser de R$95.400,00.
Esse limite mínimo se dá pelo fato de que uma empresa EIRELI é uma empresa limitada, que em tese, no caso de falência, a responsabilidade do proprietário é limitada ao montante do capital social integralizado.
No momento de abrir uma empresa EIRELI, o valor referente ao capital social deve ser integralizado no registro e realizado pela Junta Comercial do seu estado. Dessa forma, o valor do capital social não pode ser parcelado, visto que o valor deve ser integralizado totalmente.
Isso ocorre diferentemente de uma empresa de sociedade limitada, em que o valor do capital social pode ser divido e integralizado parceladamente.
Uma forma de definir esse valor, visto que o futuro empresário não tenha essa quantia no momento do registro, é de descrever seus bens no ato constitutivo da empresa, registrado pela junta comercial.

Comprovação do capital social

Após o tramite de registro da empresa EIRELI, em um período de até 30 dias a aprovação do processo, será necessário realizar o depósito bancário do capital social integralizado.
Esse depósito deverá ser feito em uma conta aberta no nome da empresa e não poderá ser retirado em seguida. Isso acontece, pois servirá como uma espécie de garantia para futuros empregados, ou fornecedores, que forem trabalhar come essa empresa.
Caso o empresário não tenha o valor total em dinheiro, poderá utilizar da integralização de bens. Para isso, é necessário criar uma lista com descrição, data de aquisição, tipo, modelo e valor de mercado de bem descrito no capital social.
Para ter valor legal, esse documento necessita do registro juntamente com o ato constitutivo.
É muito importante se atentar a esse detalhe, pois a não confirmação do capital social acarretará em crime de falsificação de documentos e ficam sujeitos a pena de multa, ou até mesmo reclusão.
Por esse motivo é muito importante que você tenha total conhecimento sobre como abrir uma empresa EIRELI e suas particularidades.

Requisitos e impedimentos para abrir uma empresa EIRELI

Para abrir uma empresa EIRELI é necessário estar de acordo com alguns requisitos. Para abrir uma empresa EIRELI não exige muitos requisitos, o principal fator é ser maior de idade.

Capacidade para ser titular de uma empresa EIRELI

É exigido que, para abrir uma empresa EIRELI o proprietário seja maior de 18 anos, podendo ser brasileiro ou estrangeiro.
Para menores de 16 anos, é necessário a emancipação, podendo essa ser comprovado por meio de:

Impedimentos para abrir uma empresa EIRELI

Pessoas jurídicas estão impedidas de abrir uma empresa EIRELI, visto que, uma empresa EIRELI é uma empresa individual, de uma pessoa individual.
Assim também conta como impedimento para abrir uma empresa EIRELI pessoas impedidas por norma constitucional ou por lei especial.
É importante também considerar algumas situações em que uma pessoa não pode ser administradora de uma empresa EIRELI.

Impedimentos para administrador EIRELI

Existem vários impedimentos para uma pessoa ser administrar EIREILI, listamos alguns importantes. Não pode ser administrador de EIRELI uma pessoa:

Características de uma empresa EIRELI

É importante você conhecer todas as características dessa modalidade antes de abrir uma empresa EIRELI. Para isso separamos algumas características importantes, elas são:

Diferenças entre Eireli x EI x MEI x Sociedade Limitada

Nesse artigo, até o momento, passamos todas as características de uma EIRELI e quais os requerimentos e impedimentos para abrir uma empresa EIRELI.
Nesse momento vamos abordar todas as diferenças entre esse regime jurídico de outros que já são mais conhecidos por todos.

Eireli

É importante relembrar que a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada é formada por uma única pessoa e não é permitido ter um sócio.
Para abrir uma empresa EIRELI, você precisará investir um capital social no valor de 100x o salário mínimo. Essa quantia aparece no ato constitutivo, que representa o contrato social para esse tipo de negócio.
Esse valor precisa ser integralizado, isso significa que, deve se constituir o patrimônio da empresa na forma de dinheiro ou em bens.
Vamos agora entender um pouco sobre uma empresa de regime jurídico EI.

EI

O único paralelo com a Eireli é que os dois regimes são constituídos por uma única pessoa, não sendo possível ter um sócio. Essa é a única paridade entre uma Eireli e uma Ei.
Diferente do Eireli, uma empresa EI não exige capital social mínimo. Dessa forma um empresário individual não necessita integralizar o valor do capital social no ato do cadastro.
Da mesma forma que pode ser uma vantagem abrir uma empresa Ei sem aporte financeiro. Pois, dessa forma, todas as dívidas contraídas pela empresa serão cobradas da pessoa física.
Caso uma empresa Ei entre em processo de falência, você irá continuar respondendo por essas dividas, só que agora como pessoa física.
Claro que isso só irá acontecer se o empresário quebrar. Se ele for um bom gestor e estiver em dia com todos os impostos e obrigações do seu negócio, não irá sofrer desse mal.
Um empresário individual também poderá se enquadrar como micro ou pequena empresa, e também aderir ao Simples Nacional. Isso se a atividade desenvolvida não for impeditiva ao regime tributário.
Uma outra forma de se configurar com um empresário individual é por forma de um Microempreendedor Individual.

MEI

Microempreendedor Individual é o regime jurídico que está mais em alta no mercado atualmente. Hoje já são mais de 7 milhões de MEIs formalizados.
Existem algumas semelhanças entre um MEI para uma Eireli, ou um EI.
Da mesma forma como os outros regimes, um MEI é um empresário individual, ou seja, não pode haver sócios.
Um MEI também irá participar do Simples Nacional, no caso desse regime, a adesão é obrigatória e o regime é adaptado para esse tipo de regime, que é chamado de SIMEI.
O SIMEI tem como característica a isenção de impostos federais, dessa forma ele irá pagar menos impostos comparados aos outros regimes.
Por outro lado, o faturamento de uma empresa MEI não pode ultrapassar o valor de R$81 mil reais em receitas brutas no ano. Caso a empresa ultrapasse esse valor, ele será desenquadrado e se tornara uma Microempresa e deverá escolher entre tornar-se uma empresa EI ou uma empresa EIRELI.
Uma grande característica de empresários que estão cadastrados nesse regime não poderá participar de nenhum outro tipo de empresa. Mesmo não sendo o proprietário, é contra a lei entrar como um sócio, ou ter algum tipo de participação em qualquer outra empresa.
Diferente de uma Eireli, ele também se assemelha a uma Ei, que não exige capital social mínimo.

Sociedade Limitada

Uma grande diferença para quem busca abrir uma empresa EIRELI para uma sociedade limitada é a necessidade de um sócio.
Por meio do capital social, cada um dos sócios irá possuir um papel determinado e responde de maneira limitada ao capital social da empresa. Esse valor é estipulado pelo número de quotas que a pessoa possui na sociedade.
Exatamente da mesma forma que acontece em uma empresa EIRELI, os bens das pessoas físicas estão preservados. Dessa maneira, todas as dividias contraídas da empresa não podem ser cobradas diretamente aos sócios.
Entretanto, mesmo os sócios tendo participação limitada ao valor do capital, embora exista uma pequena particularidade para uma empresa EIRELI.
Durante o desenvolvimento do contrato e do capital social, uma empresa de sociedade limitada, poderá optar por integralizar o valor montante de forma parcelada.
Dessa forma, poderá ser escolhido datas para integralização desse valor do capital social.
Como vimos antes, para abrir uma empresa EIRELI é necessário todo o aporte financeiro no momento do ato de construção do contrato.
Agora que vimos os 4 tipos de empresas e suas diferenças, podemos conferir como fazer para abrir uma uma empresa EIRELI.

Passo a passo para abrir uma empresa EIRELI

Para qualquer abertura de empresa necessita de certos processos e documentos obrigatórios. Para abrir uma empresa EIRELI é importante ver com o seu município se exige algo a mais para sua atividade.
Esse passo a passo que você irá acompanhar é um processo geral, que é de costume ser utilizado. Caso você tenha alguma dúvida sobre abrir uma empresa, é importante verificar junto à prefeitura da sua cidade quanto a alguma necessidade de licença ou liberação do seu alvará de funcionamento.
Portanto, vamos conhecer os passos que serão necessários:
  1. Consulta de viabilidade na Junta Comercial do seu estado;
  2. Decidir qual enquadramento será escolhido, poderá optar por Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP);
  3. Documentos Pessoais necessários:
  4. RG;
  5. CPF;
  6. Título de Eleitor;
  7. Última declaração de imposto de renda; e
  8. Comprovante de Residência ou comprovante diferente da residência.
  9. Acerte com o contador o código CNAE (Código Nacional de Atividades Econômicas);
  10. Escolhe entre os tipos de regime tributários:
  11. Simples Nacional;
  12. Lucro Presumido; ou
  13. Lucro Real.
  14. Elaborar o ato constitutivo a ser registrado;
  15. Encaminhar o processo de registro na Junta Comercial do seu estado;
  16. Reunir a documentação para essa etapa:
  17. Formulário de inscrição com qualificação completa;
  18. Documentos de arrecadação com comprovantes de pagamento;
  19. Ato constitutivo;
  20. Consulta de viabilidade;
  21. Cópia de documentos pessoais do empresário; e
  22. Documento Básico de Entrada (DBE).
  23. Obter o NIRE (Número de Identificação de Registro de Empresa) e o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas);
  24. Na prefeitura, providenciar o alvará de localização e funcionamento;
  25. Fazer o cadastro na Previdência Social. É necessário esse processo mesmo que não haja empregados ainda na empresa;
  26. Realizar a Inscrição Municipal, se contribuinte do ISS (Imposto Sobre Serviços); e
  27. Realizar a Inscrição Estadual, se contribuinte do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Concluindo

Nesse artigo como resultado você encontrou todas as informações para abrir uma empresa EIRELI. Vimos suas particularidades, características e finalmente entendemos o passo a passo para abrir uma empresa EIRELI.
Caso você tenha ficado com algum tipo de dúvida, fique tranquilo que a ParaLegalWeb irá ajudar você, da mesma forma você pode entrar em contato com a gente acesse nossa página de contato.
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2019.08.05 03:58 altovaliriano Fandom antes de "A Dança dos Dragões"

Link: https://bit.ly/2YJSOhS
Autora: Laura Miller
Título original: Just Write It!

[...] Embora “A Game of Thrones” não tenha sido inicialmente um sucesso, ele ganhou a defesa apaixonada de certos livreiros independentes, que o recomendaram aos seus clientes, que, por sua vez, empurravam cópias em seus amigos. Nasceu um corpo de seguidores, ainda que irregular. Parris McBride, esposa de Martin, relembra: “Quando George fez a primeira turnê de assinaturas da série, o gerente da Joseph-Beth Booksellers, em Kentucky, tinha quatrocentas pessoas esperando por ele. Algumas semanas depois, ele estava em St. Louis e ninguém apareceu para a assinatura.
Os dias em que ninguém aparecia procurando uma assinatura de Martin desapareceram há muito tempo. Em janeiro [de 2011], em uma aparição agendada às pressas na livraria Vroman, em Pasadena, centenas de fãs esperavam em uma linha que serpenteava pela loja. Eles apresentaram a Martin volumes de “As Crônicas de Gelo e Fogo” e trabalhos de seus primeiros anos como escritor de ficção científica, bem como com calendários, pôsteres, e-readers, revistas pulp amareladas e réplicas de espadas. Três jovens usavam camisetas feitas à mão com os brasões de seus clãs favoritos da série. Martin estava incansavelmente atento a seus suplicantes, incluindo o casal que lhe pediu para posar para uma foto com sua filha pequena, chamada Daenerys, em homenagem a uma de suas heroínas.
Martin já vendeu mais de quinze milhões de livros em todo o mundo, e seus leitores provavelmente se multiplicarão exponencialmente após o lançamento, neste mês, de "Game of Thrones", uma série da HBO baseada em "A Song of Ice and Fire". Ele se compromete a fomentar seu público, não importa quão grande ele se torne. "Cabe a um escritor ser bom para seus fãs", diz ele. Ele escreve um blog animado e, apesar de ter um assistente, Ty Franck, que analisa a multiplicidade de comentários publicados nele, o próprio Martin tenta ler muitos deles. Um fã na Suécia, Elio M. García Jr., mantém uma presença oficial para Martin no Facebook e no Twitter, e também dirige o principal fórum “Ice and Fire” da internet, Westeros.org. (Westeros é o nome do continente fictício que abriga os Sete Reinos.)
Quando Martin está viajando, o que é frequente, ele participa das reuniões da Brotherhood Without Banners, um fã-clube não oficial com ramos informais ao redor do mundo, e ele inclui seus fundadores e outros membros de longa data entre seus grandes amigos. Em muitos aspectos, ele é um modelo para autores contemporâneos confrontados com uma indústria editorial instável e um mercado fraturado. Anne Groell, editora da Martin na Random House, diz a seus autores: “Entrar em contato e construir comunidades com os leitores é a coisa mais importante que você pode fazer pelo seu livro hoje em dia. Você precisa fazer com que eles se sintam envolvidos em sua carreira. ”
[...]
McBride gosta de morar em Santa Fé - a área tem um “forte grupo de fãs”. Ela chama a comunidade de ficção científica de “minha tribo perfeita”. Com Martin, ela tentou incutir os costumes de sua geração de fãs na Brotherhood Without Banner. . A Irmandade, cujas origens remontam a uma convenção há dez anos na Filadélfia, não cobra uma taxa de associação nem tem uma estrutura organizacional definida. Qualquer coisa muito oficial, na opinião de McBride, "não é o jeito de ser do fã".
Na Irmandade, os encontros locais são chamados de assembleias [“moots”]. Na noite da assinatura do livro de Pasadena, uma assembleia foi realizada no quintal de uma casa em estilo espanhol na cidade. Os membros da fraternidade de tempos atrás se misturavam com os recém-chegados. Martin encostou-se ao corrimão de um deque, tomando cerveja e trocando anedotas sobre convenções anteriores.
Não há dúvida de como se sentem os membros da Irmandade sobre a longa espera por “A Dança dos Dragões”. Um grupo na festa respondeu com tremores de cabeça e exclamações de nojo quando Martin os informou: “Eu ainda estou recebendo e-mail de idiotas que me chamam de preguiçoso por não terminar o livro logo. Eles dizem: ‘É melhor você não dar uma de Jordan". Robert Jordan, cujo verdadeiro nome era James Oliver Rigney Jr., morreu de amiloidose em 2007, antes de finalizar a série "Wheel of Time". (Outro escritor, Brandon Sanderson, vai terminá-la). Martin disse que achou tais observações particularmente insensíveis: “Eu conhecia Jim, que é como seus amigos o chamavam. Ele era meu amigo.”
[...]
Vários veteranos me informaram sobre as tradições do grupo. Na primeira festa da Irmandade, em 2001, um folião embriagado (essa é uma galera que gosta de levantamento de copo) pediu que Martin o armasse cavaleiro. Martin disse: "Eu não posso te armar. Você ainda não saiu em uma missão!”. Quando seu peticionário implorou a Martin que inventasse uma, ele mandou o fã e vários outros em busca de sanduíches de queijo da Filadélfia [Philly Cheesesteak]. Quando eles voltaram com o prêmio, Martin apelidou o grupo de Cavaleiros do Cheesesteak. Então começou o costume de Martin mandar os fãs para fora no meio da noite com ordens de trazer comida de rua local. As buscas da Irmandade são uma versão mais suave de um trote de fraternidade, proporcionando à pessoas que têm em comum apenas um gosto literário particular experiências compartilhadas que as transformam em amigos.
Foi uma noite rápida e, enquanto nos aglomerávamos junto a uma lareira de barro, um fã chamado Erik Kluth relembrou o debate em Kansas City, onde foi feito cavaleiro. Martin ordenara a ele e a alguns outros fãs que pegassem pontas do peito tostadas. Mas no momento em que Martin emitiu seu decreto, os restaurantes fecharam. Em desespero, os fãs correram com o lixo deixado de fora de um estabelecimento. Por fim, os fãs tentaram eles mesmos cozinhar o prato, no estacionamento de uma farmácia. Martin ficou impressionado o bastante com o esforço para chamá-los de os Cavaleiros da Lixeira.
Eu também conheci Kim Ohara, uma mulher de fala mansa que tem sido um membro da Irmandade desde a primeira assembleia. Ela me disse que, mesmo em fóruns da Internet dedicados ao trabalho de Martin, grande parte da discussão não é sobre "As crônicas de Gelo e Fogo". "Você consegue conversar sobre os livros apenas por um tempo", disse ela. Uma vez que os fãs passam a se conhecer, o foco tende a mudar para as histórias de suas próprias vidas. Vários membros da Irmandade se casaram. Em certo caso, Martin ajudou um fã assinando um dos livros de “Gelo e Fogo” com uma notável inscrição: uma proposta de casamento para outro fã.
Elio García estima que passe até 35 horas por mês supervisionando Westeros.org, o site de discussão de “As Crônicas de Gelo e Fogo”. García, um cubano-americano, mudou-se para a Suécia para ficar com a namorada em 1999, no mesmo ano em que os dois fundaram a Westeros.org. Ela o apresentou à série de Martin, e ele logo compartilhou sua obsessão por isso. O site agora tem cerca de dezessete mil membros cadastrados. Apesar de seu apego aos livros, García não chegou a conhecer Martin ou outros fãs antes de 2005. “Eu nunca fui dessa coisa toda de convenções”, ele me disse. “Eu considero muitas dessas pessoas como amigos. Mas eles não são amigos físicos, vizinhos. São pessoas que conheço na Internet. ”
García é um super-fã. Seu conhecimento do mundo inventado de Martin é tão enciclopédico que o autor o dá como referência aos pesquisadores da HBO quando eles têm perguntas sobre a produção de “Game of Thrones”. Embora a participação de García em Westeros.org seja voluntária, seu envolvimento com o trabalho de Martin se tornou semi-profissional. Ele está sendo pago dar consultoria aos licenciadores criando merchandise editorial e escrever textos para um videogame baseado na série.
Ele e Martin estão colaborando em um guia abrangente para os livros, "O Mundo do Gelo e do Fogo". O próprio Martin às vezes verifica algo com García quando ele não tem certeza se ele está certo quanto a um determinado detalhe. Martin disse: "Eu escrevo algo e envio um e-mail a ele para perguntar: 'Já mencionei isso antes?' E ele me escreve de volta: ‘Sim, na página 17 do Livro Quatro’.”
[...]
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2016.08.19 03:20 lvx-1 [Fuuuuuu] Hoje um criminoso está solto por um erro ortográfico e eu me fudi

Colegas assinantes do sub, raramente eu faço um desabafo e hoje me vejo na necessidade de expor a situação.
TL;DR: delegada manda estagiario escrever medida protetiva contra marido, ela sai da sala de operações apos cirurgia, ele tenta invadir o hospital, procura entrar pelo pronto socorro e tenta arrombar pelos fundos. A policia chega ao local e na delegacia ele é solto por causa de que no papel está escrito INDEFERIDO e o certo seria DEFERIDO.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Nas varias folhas de documentos em que se pedia a prisão dele , não só uma, mas todas as palavras foram trocadas por indeferido Lamentavelmente tenho receio de mostrar este documento para não comprometer a identidade da pessoa, só posso diser que eu tinha postado uma vez sobre isto aqui no sub e passo agora a contar o que aconteceu.
Faz um tempo já que eu e um grupo de amigos estamos tentando dar apoio a uma amiga que se hospedou em casa por um tempo, ja que ela estava em tratamento de uma doença e devia passar por uma cirurgia bastante complicada. Nesse meio termo o marido dela sai de casa e vai embora com outra levando todos os seus pertences de dentro de casa. O sujeito (que o diabo o leve o antes possivel) depois de um mês decide tentar obrigar a reatar o casamento, porque a outra deu um chute na bunda e não quis saber mais dele.
A melhor ideia que passou pela cabeça do sujeito foi querer obrigar a ex-mulher a voltar com ele. Vc pode estar pensando que não existe gente assim, mas como disse alguem alguma vez: quanto mais conheço as pessoas, mais gosto do meu cachorro
Pulando a historia de agressoes físicas e psicológicas que a mulher sofreu em 10 anos de casada porque ficaria longo demais, so tenho a dizer que fique longe de estar em mãos de um narcicista manipulador.
Apartir de provas que fomos recopilando conseguimos que apos 7 B.O.s (SETE!) algum juiz ou delegado conseguisse emitir um mandado para ele se apresentar e uma medida protetiva. Como não sei bem ao certo como funciona a questão legal e quem escreveu o documento não sei quem é o responsavel . Eu não estava presente dentro da delegacia quando foi emitido.
Este sujeito passou alguns meses tentando localizar a ex-mulher que esta morando em uma casa onde ninguem sabe está, más como o dito cujo sabia que ela ficou um tempo na minha casa decidiu fazer a vida impossivel de todos os amigos dela para saber onde ela morava. Eu teve a minha casa invadida e inclusive chegou a furar meus pneus uma manhã que fui no trabalho. Ele me seguiu de moto durante varios dias para ver o trajeto que fazia, chegando até bater boca com ele, mas ao parecer ainda não tem coragem de me enfrentar.
Assim que ele soube a data em que ela seria operada estavamos preparados para o pior, mas ela já dispunha do papel que dizia que ele não podia estar a menos de 200 metros. Os enfermeiros foram alertados de que ele poderia aparecer, e como tudo sempre pode dar errado ele apareceu.
Contando mais o final para não ficar muito comprido quando ele chegou estavamos preparados para chamar o 190. Ele apareceu e tentou se passar por visitante na entrada do hospital. Como foi avisado que ele não poderia entrar barraram a entrada dele. Apos isso ele tentou então entrar pelo pronto socorro e sem exito então decidiu entrar pela sala da pediatria tentando forçar uma porta. Alguém apareceu por ali notou que estavam tentando entrar. Ele rapidamente caiu fora e ficou no estacionamento. Enquanto eu saia da portaria avisar a um amigo que estava dentro ele me viu sair. Este amigo chamou a policia e chegou uma viatura com dois policiais. Chegamos na frente deles, apresentamos os papeis, e explicamos a situação. Fomos depor e ele foi levado dentro da viatura.
Ja no primeiro momento o policial notou o erro nos papeis e quase se recusou a leva-lo. Os documentos estavam com ela na verdade, não teve eu a oportunidade de ler antes o que continha. Mas como oficial suspeitou do erro, mesmo assim o animal foi levado a prestar depoimento. Apos disto ele foi liberado depois de nos, que fomos de carro novamente ao hospital esperando que ele retorna-se a buscar a moto. E foi na moto que eu teve a oportunidade de ver que havia uma garrafa 600ml a meio encher de gasolina e uma barra de ferro de mais ou menos 1 metro, com um cordão na ponta como se tratasse de um cacetete. A moto tinha um suporte para levar a barra de ferro. quando ele chegou de a pê buscar a moto, percebeu que eu tinha mexido na moto, e foi nesse instante que a policia chegou no hospital novamente. Talvez por causa de que poderia haver confusão e ver se ele tinha ido embora. Assim que eu apontei para barra de ferro e disse ao policial que ele estava armado, prendeu o animal e o levou novamente a delegacia. Ele ficou ate as 4 da madrugada em que foi solto novamente. TUDO por causa do bendito papel que estava mal escrito.
Amanhã somos obrigados a ir ao fórum com cópia do relatorio da apreensão e explicar a alguem não sei como, de que por causa de erro ortográfico (ou gramatical vai la saber a estas alturas) se consiga novamente emitir o documento corretamente e assim ser emitido um mandado de prisão.
Acabei o desabafo, eu só me pergunto porque as pessoas que são as vítimas as vezes tem que ser responsaveis pelo erro dos outros. Porque quem supostamente "redigiu" os documentos certamente estara amanhã sentado na sua cadeirinha tomando um cafe e brincando com o celular... e eu terei que ir no fórum arrumar a cagada dos outros.
Boa noite
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