Pan de citas

Os Feitos de Thomas Sankara

2020.10.16 00:36 DIOgenes_123 Os Feitos de Thomas Sankara

  1. Ele vacinou 2,5 milhões de crianças contra meningite, febre amarela e sarampo em questão de semanas
  2. Ele iniciou uma campanha nacional de alfabetização, aumentando a taxa de alfabetização de 13% em 1983 para 73% em 1987.
  3. Ele plantou mais de 10 milhões de árvores para prevenir a desertificação
  4. ⁠ Ele construiu estradas e uma ferrovia para unir a nação, sem ajuda estrangeira
  5. ⁠ Ele nomeou mulheres para altos cargos governamentais, encorajou-as a trabalhar, recrutou-as para o serviço militar e concedeu licença-gravidez durante os estudos
    1. ⁠ Ele proibiu a mutilação genital feminina, os casamentos forçados e a poligamia em apoio aos direitos das mulheres
    2. ⁠Ele vendeu a frota do governo de carros Mercedes e fez do Renault 5 (o carro mais barato vendido em Burkina Faso na época) o carro de serviço oficial dos ministros.
    3. ⁠Reduziu os salários de todos os servidores públicos, inclusive os seus, e proibiu o uso de motoristas do governo e passagens aéreas de 1ª classe.
    4. Ele redistribuiu as terras dos proprietários feudais e as deu diretamente aos camponeses. A produção de trigo aumentou em três anos de 1.700 kg por hectare para 3.800 kg por hectare, tornando o país autossuficiente em alimentos
    E de novo 10. Ele se opôs à ajuda externa, dizendo que “quem te alimenta, te controla”. 11. Ele falou em fóruns como a Organização da Unidade Africana contra a penetração neocolonialista contínua da África através do comércio e finanças ocidentais. 12. Ele apelou a uma frente única das nações africanas para repudiar a sua dívida externa. Ele argumentou que os pobres e explorados não tinham a obrigação de devolver dinheiro aos ricos e exploradores. Em Ouagadougou, Sankara converteu a loja de abastecimento do exército em um supermercado estatal aberto a todos (o primeiro supermercado do país). 13. Ele forçou os funcionários públicos a pagar o salário de um mês para projetos públicos.) 14. Ele se recusou a usar o ar condicionado em seu escritório, alegando que tal luxo só estava disponível para um punhado de burkinabes 15. Como presidente, ele reduziu seu salário para US $ 450 por mês e limitou seus bens a um carro, quatro bicicletas, três guitarras, uma geladeira e um freezer quebrado 16. Ele próprio um motociclista, ele formou uma guarda pessoal de motociclistas só para mulheres. 17. Ele exigia que os funcionários públicos vestissem uma túnica tradicional, tecida com algodão burkinabe e costurada por artesãos burquinenses. (A razão é se apoiar na indústria e identidade locais, em vez da indústria e identidade estrangeiras) 18. Quando questionado por que ele não queria que seu retrato fosse pendurado em lugares públicos, como era a norma para outros líderes africanos, Sankara respondeu: "Há sete milhões de Thomas Sankaras." 19. Um guitarrista talentoso, ele escreveu o novo hino nacional sozinho 20. Ele renomeou seu país do depreciativo "Alto volta" para "Burkina Faso, a terra de homens íntegros" 21. Sua política externa estava centrada no anti-imperialismo, com seu governo evitando toda ajuda externa, pressionando por uma redução da dívida, nacionalizando todas as terras e riquezas minerais e evitando o poder e a influência do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. 22. A administração de Sankara foi o primeiro governo africano a reconhecer publicamente a epidemia de AIDS como uma grande ameaça à África 23. Projetos de infraestrutura e habitação em grande escala também foram realizados. Fábricas de tijolos foram criadas para ajudar a construir casas em um esforço para acabar com as favelas urbanas 24. Em Ouagadougou, Sankara converteu a loja de abastecimento do exército em um supermercado estatal aberto a todos (o primeiro supermercado do país)
    Ele liderou um dos programas mais ambiciosos de reformas radicais já vistos na África. Ele procurou reverter fundamentalmente as desigualdades sociais estruturais herdadas da ordem colonial francesa.
    Essas desigualdades deixaram uma maioria de marginalizados, principalmente rurais, pobres e mulheres, na base da sociedade, muitas vezes sob a exploração de uma minoria de burocratas, empresários, militares e chefes tradicionais. Sankara concentrou os recursos limitados do estado na maioria marginalizada do campo. Quando a maioria dos países africanos dependia de alimentos importados e assistência externa para o desenvolvimento, Sankara defendeu a produção local e o consumo de produtos feitos localmente. Ele acreditava firmemente que era possível para os burquinenses, com muito trabalho e mobilização social coletiva, resolver seus problemas: principalmente a escassez de alimentos e água potável. No Burkina de Sankara, ninguém estava acima do trabalho agrícola ou das estradas de cascalho - nem mesmo o presidente, ministros do governo ou oficiais do exército. A educação intelectual e cívica foi sistematicamente integrada ao treinamento militar e os soldados foram obrigados a trabalhar em projetos de desenvolvimento da comunidade local.
    De acordo com Ernest Harsch, autor de uma biografia recente de Sankara, Burkinabe construiu pela primeira vez dezenas de escolas, centros de saúde, reservatórios de água e quase 100 km de ferrovia, com pouca ou nenhuma ajuda externa. A produção total de cereais aumentou 75% entre 1983 e 1986. Em 1984, seu governo, desafiando o ceticismo das agências doadoras, organizou a vacinação de 2 milhões de crianças em pouco mais de duas semanas. Ele também defendeu a preservação ambiental com campanhas de plantio de árvores e projetos de verde.
    Seu estilo informal de liderança estava em uma categoria própria. Harsch cita um ex-assessor que descreve Sankara como “um idealista, exigente, rigoroso, um organizador”. Essa disciplina e seriedade começaram com ele mesmo. Ele havia sido o primeiro entre os principais líderes a declarar voluntariamente seus modestos bens e entregar ao tesouro dinheiro e presentes recebidos durante as viagens. Harsch cita familiares que disseram que Sankara disse a eles para não esperar nenhum benefício dele porque ele é o presidente. Na verdade, na época de sua morte, seus filhos frequentavam a mesma escola pública, sua esposa estava subordinada ao mesmo emprego de funcionário público e seus pais moravam na mesma casa.
    Sankara desdenhou a pompa formal e baniu qualquer culto à sua personalidade. Ele podia ser visto casualmente andando pelas ruas, correndo ou deslizando visivelmente no meio da multidão em um evento público. Ele era um orador entusiasmado que falava com franqueza e clareza incomuns e não hesitava em admitir erros publicamente, castigar camaradas ou expressar objeções morais a chefes de nações poderosas, mesmo que isso o colocasse em perigo. Por exemplo, ele criticou o presidente francês François Mitterand durante um jantar oficial por receber o líder do Apartheid na África do Sul.
    Livros de Sankara:
    Somos os herdeiros da revolução mundial
    A libertação das mulheres e a luta pela liberdade africana
    Thomas Sankara fala
    Uma citação do livro - "Nosso país produz o suficiente para alimentar todos nós. Infelizmente, por falta de organização, somos forçados a implorar por ajuda alimentar. É essa ajuda que instila em nossos espíritos a atitude de mendigos." -Thomas Sankara
    “A revolução e a libertação das mulheres caminham juntas. Não falamos da emancipação das mulheres como um ato de caridade ou por causa de uma onda de compaixão humana. É uma necessidade básica para o triunfo da revolução. As mulheres sustentam a outra metade da céu. "- Thomas Sankara.
    Sankara é frequentemente referido como "Che Guevara da África". Sankara fez um discurso marcando e homenageando o 20º aniversário da execução de Che Guevara em 9 de outubro de 1967, uma semana antes de seu próprio assassinato em 15 de outubro de 1987
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2020.07.31 09:29 curiosaentodo ¿Soy la mala por negarme a pagar quinientos a una compañera?

Bien, no sé si esta publicación rompe con alguna regla, lo siento si es así. Sólo que esto me ha puesto muy pensativa desde que sucedió y necesito saber si soy la mala. Siéntanse en libertad de eliminarla si es así. También la publico aquí porque mi inglés es un asco. Comencemos (es una historia larga y es MI VERSIÓN entonces pónganse cómodos y tomen algo pues esto será MUY largo). Es mi primera publicación así que lamento si está revuelto o algo.
Todo comienza cuando conocí a esta chica, la cual nombraremos como Berta, habrán más personajes pero bueno, Berta es la principal aquí (a demás de mí) la conocí en la preparatoria, en las primeras semanas de clases, (yo realmente soy alguien que no hace amigos con facilidad, soy tímida, insegura y casi nada sociable, pero intento acercarme pues me gusta conocer gente y tener amigos aunque son muy poquitos los que tengo). Me costó acercarme, era muy cortante conmigo; con el tiempo pude conversar con ella más ya que en los proyectos nos juntábamos en el mismo equipo.
Me cambié de colegio para la prepa. No estaba para nada acostumbrada a trabajar en un equipo donde uno hace todo y los demás sólo te ven trabajar o hacen casi nada. En mi antigua escuela si no trabajas, te sacaban del equipo sin excepción. En este nuevo colegio todos eran más tranquilos, y yo no sabía cómo comportarme, era muy estricta en los trabajos en equipo y durante un semestre entero me peleaba mucho con el equipo que compartíamos Berta y yo. Al final decidí salirme y ella se fue también, ambas estábamos cansadas de pelear y gastar horas de sueño.
No, no estábamos haciéndonos mejores amigas ni nada pero coincidíamos en que no era bueno para ninguna quedarse. Terminamos en diferentes equipos. El siguiente semestre tuve realmente muchísimos problemas y me la viví llorando, apagada, y con mucho estrés (cosas que contaré en otra historia) y de vez en cuando ella me llegó a hablar y escuchar, lo cual me hizo pensar que era una niña muy linda y comprensiva, realmente la admiraba, es alguien que siempre tiene ideas, talento artístico, y sabe sacar mucha plática. Me hacía sentir bien cuando platicábamos.
Poco a poco me di cuenta de cosas que no me agradaban mucho como el hecho de que siempre tenía ideas pero no permitía que otros aportaran, es decir que siempre le gustaban las cosas a su modo. También que le gustaba destacar en trabajos y que sólo trabajaba en cosas que le interesaban. (Claro, en alguien muy creativo, es más fácil trabajar en cosas así y no en física o matemáticas si estas no son tu fuerte) pero era extraño que cuando eran trabajos como escribir una canción o grabar un comercial, estaba muy dispuesta. Si era para un trabajo de laboratorio o una tarea de investigación siempre estaba ocupada en la calle, se quedó dormida, etc. Había pretextos. De todos modos, como trabajaba bien en otras cosas, lo dejábamos pasar. También noté que le gustaba restar un poco a los demás y comencé a sentir que no trabajaba bien en equipo.
Todos en el salón sabíamos que estaba loca por un maestro en específico, aquí es un ejemplo de cómo quiso destacar en un trabajo y hacernos ver mal a nosotros (o bueno, se puso como la heroína y aunque lo fue, no fue del modo que cuenta). En este caso se tenía que escribir una canción, yo tenía una idea tranquila pero no sabía expresarla, al final ella dijo que se encargaría (esto es algo que también es común en ella, cuando no quiere trabajar, se ofrecía a hacerlo en su casa o a veces era porque sólo ella se entendía) pero resultó que le pidió ayuda a un amigo para que se la escribiera y ya sólo era cantarla, ella la pasó a su instrumento. Al momento de redactar el documento de cómo se escribió la canción, puso algo como "Nosotros realmente no estamos familiarizados con esto de escribir canciones, pero para Berta no fue así, gracias a sus poemas y ayuda de su instrumento, la canción fue posible" no recuerdo las palabras pero bueno, el punto es que fue evidente el porqué hizo esto: el maestro que se sabroseaba era quien lo calificaba. Bien, no es para tanto, al menos quiso ayudar al equipo. Y lo hizo.
Ok, no nos hizo ver mal tal cual, pero sí me sorprendió. Pasemos a otro trabajo, en este caso, era hacer una reseña donde grabábamos un vídeo para yt y hablábamos sobre un libro; ella, yo y otra persona nos tocó ser quienes salían en el vídeo. Inventamos un guion y nos pusimos a ensayar. Se le ocurrió decir que dijéramos que era su canal y que nos retaba a leer un libro, ok nada mal, pero luego propuso que me preguntara porqué me puse de grosera y enojona cuando me "recomendó" el libro. No lo vi necesario, ni para hacerlo más real, porqué esa necesidad de que me vea como la "mala" del cuento, pero bueno accedí a la mala.
Son cosas que puedes dejar pasar, al cabo sólo era un trabajo. Fuera de los estudios yo intentaba acercarme, como dije, me sentía cómoda con ella. Pero siempre quería estar cerca de su bff que llamaremos "Ruth". Cuando llegaba al colegio y me acercaba a saludar, me preguntaba si había visto a "Ruth bebé" (sí, así lo decía), y en varios momentos, sólo quería estar con ella. (supongo que es algo normal, todos queremos estar con un amigo más cercano) lo raro era que una vez hablamos y me dijo que se sentía mal porque Ruth la cambiaba por otras personas y se sentía más alejada y en nuestros retiros donde nos abríamos entre el salón, decía que le gustaría que más personas se le acercaran, entonces me preguntaba si no se daba cuenta de que yo me acercaba. Incluso en el último retiro, ELLA propuso que nos juntáramos Yo, ella, Paola y Esperanza (nombres cambiados, por supuesto) a ver películas en una casa. Yo estaba más que feliz, no hay nada mejor que convivir con tus amigas, creí que era una oportunidad para acercarnos más. Pero unos días después de que no hubiesen tocado el tema den nuevo les comenté a Paola y Esperanza que le preguntaría a Berta cuándo le parece juntarnos; a lo que ellas respondieron: oh no, nos canceló. Dijo que las vería con Ruth. Me decepcioné porque bueno, siempre era así. Al menos así podría acercarse a Ruth denuevo.
Finalmente entramos a un nuevo año de prepa, ergo: nuevo salón, nuevos compañeros. Las listas me informaron que Paola y Esperanza este año estarían en mi salón (el pasado no lo estuvieron) al igual que Berta. Yo estaba muy feliz, tenía la esperanza de que este fuera un gran año. Esta escuela AMA poner trabajos en equipo, yo no los disfruto del todo, se me da más trabajar sola pero no me gustaba la idea de dejar a Paola, Esperanza y Berta solas. Esto lo digo porque los equipos que se formaban eran de este modo:
Maestro: FORMEN EQUIPOS DE SEIS PERSONAS PARA TODO EL SEMESTRE
-Se forman equipos de ocho, cinco y siete- Por lo que sólo estábamos Paola, Esperanza, Berta y yo. Los equipos que les faltaban integrantes eran esos donde una trabaja todo el documento y otra trae el cutter y ambas consiguen la misma calificación (Historia real) por lo que no era viable eso, y los que les sobraban eran de personas "combo", todos juntos sí o sí. Bueno, Berta es muy lista, yo también soy muy buena estudiante al igual que Esperanza, Paola no era la mejor en cuanto investigar pero siempre aportaba algo. No tenía problema, pero qué sucede, resulta que mientras hacíamos la corta lista de cuatro integrantes para trabajos de seis personas, me dice Ruth "no, espera, estoy pensando en irme con el equipo que tiene ocho personas" me quedé muy sorprendida, me dolió, ( debo aceptar que, como eran trabajos de debate y el equipo de ocho estaba formado con dos integrantes del club de debate bastante buenos, entendería porqué no quería competir contra ellos o era más beneficioso trabajar con ellos) pero pues... viendo que de por sí somos un equipo pequeño, reducirlo a uno de tres, sí me dejó un mal sabor de boca, sin decir nada taché su nombre y entregué el papel. El profesor me miró sorprendido y me advirtió que sería un año pesado con un equipo tan corto.
(PD: En el primer debate ganamos, el profesor incluso me dijo que debería entrar al equipo de debate, esto me hizo ver que nadie puede decirnos que somos tontas ni nada a pesar de lo que aparentamos, esto lo escribo porque supe que Berta creyó que no sabíamos trabajar. Así que pudimos seguir adelante todo el año). El último semestre ella se cambió con nosotras, yo gustosa la acepté, olvidé todo. Oh no, gran error.
Semestre final = HARTOS TRABAJOS EN EQUIPOS
Me saltaré varios proyectos de aquí, pues casi todos terminaban con una pequeña pelea o Berta saliiéndose del trabajo porque no hizo su parte y prefería abandonar a desvelarse. Cabe resaltar que , Paola y Esperanza son dos amigas mías quienes no dañan a nadie, son bien tranquilas, un pan de dios. Así que sólo peleábamos Berta y yo.
Aquí es cuando Berta comenzó a actuar muy diferente.
Última presentación antes de la pandemia, hacer una investigación con conclusiones tipo PROPUESTAS. Como podrán suponer, era en equipos, y no era de un tema creativo. Decidimos hacerlo en línea, pero Berta nunca apareció, ella estaba ocupada, ya habíamos acabado con la parte informativa y aparece Berta preguntando en qué ayudaba. Yo le propuse que buscara info para agregar, pero dijo que ya habíamos puesto todo, entonces le propuse que escribiera las propuestas pero ella dijo "bueno, leyendo lo que pusieron, no encuentro propuestas así que pondré mi conclusión". Le comenté de nuevo que eran propuestas pero dijo que ella sabía qué poner y escribió algo tan personal que no aportó al trabajo, le pedí que escribiera lo que el profesor pedía pues era parte de la calificación pero se negó argumentando que "No había algo funcional para las propuestas" le pedí que incluso se inventara algo, al final sólo era un trabajo, y que incluso la ayudaremos a completar pero usó el pretexto más RIDÍCULO "No me engañaré a mí misma escribiendo algo que no creo" eso me dejó tan confundida, al final cada quién escribió una propuesta, ella no, dejó su opinión personalizada y así terminó esta conversación hasta que terminando de presentar chequé mi celular y vi un mensaje de ella diciendo que ya sabía qué poner. Aclaro que no vi el mensaje hasta después de presentar pero me reí un poco porque recordé lo que dijo la noche anterior.
Ahora sí, después de esta larga larga introducción de cómo fue trabajar con ella por dos años, puedo iniciar con lo que respecta a mi pregunta.
Desde que inició el último semestre se nos dejó un trabajo de ecología donde tendríamos que ayudar a una comunidad. Yo realmente en los proyectos, (y creo que todos) preferimos un trabajo donde no tengamos que poner mucho dinero. Vamos, es la prepa, ¿para qué gastar tanto en algo así? En fin, se me ocurría hacer algo con cosas reciclables, pero debo poner que los maestros que tenemos son bien dedicados a su trabajo, es decir, hacen el trabajo con pasión, lo aman realmente. La maestra de ecología era una total mujer verde, entonces cuando estábamos dando ideas para el trabajo, Berta propuso una granja de abejas (apiario) "estaría genial que tuviese cada una un apiario en su casa" bueno, realmente era un proyecto maravilloso, pero pues no ninguna tenía lugar dónde poner una caja así mas que Berta. "En tu cochera" dijo ella, "NO TE VAN A HACER NADA" (esto es más importante más adelante) la maestra finalmente se nos acercó para ver qué íbamos a hacer, le comenté mi propuesta y asintió, pero cuando Berta dijo "yo propongo un apiario" la maestra casi saltó de alegría, obviamente insistió en que ese fuera el proyecto, y bueno a regañadientes aceptamos. Lo hablamos y se ACORDÓ que como ninguna mamá de nosotras permitiría abejas en su casa y por la falta de espacio, sólo Berta tendría el apiario en su casa e iríamos con ella a ayudarla. (Lo hablé con mi mamá y divertida dijo que ni loca dejaría que abejas anduvieran en su casa, a demás de que tengo perros que no querría que destruyeran, atacaran o fueran atacados) El proyecto incluía hacer videos documentando el proceso.
No teníamos una caja de abejas (obviamente) y ella propuso que la HICIÉRAMOS NOSOTRAS MISMAS no hace falta decir que es un trabajo difícil si nunca has usado martillo, taladro, cierra, etc. A demás de lo costoso que sería conseguir los materiales, por lo que se descartó la idea al momento. Avance rápido y finalmente consigo (yo) una caja GRATIS por un contacto. Berta hizo lo que pudo para que nos dieran una pero nos iban a cobrar unos miles de pesos en la caja, la abeja reina, etc. (Hizo lo que pudo, pero ya verán porqué recalco algunas cosas) Estábamos satisfechas con que ya se reduciría el costo del proyecto; la caja estaba usada pero vacía, la llevamos a su casa y a petición de Berta, la dejamos en su cochera y llamé al contacto que me ayudó con la caja para que nos dieran tutoría pues ninguna sabe algo sobre cómo cuidar abejas. Compramos flores para que las abejas tuvieran de qué alimentarse, no fueron tan costosas. Nos fuimos todas tranquilas.
Cada parcial teníamos que entregar un avance del proyecto. (Yo trabajo con lo que tengo y me esfuerzo por conseguir lo mejor cuando puedo) Me ofrecí a editar el video con una app de celular, que era lo que tenía en ese entonces, todas aceptaron, ponía calco-manías de abejas, letreros... en fin, el video quedó "tierno" pero a Berta no le pareció, por lo que ella lo terminó editando a su gusto. La maestra podría decirse que yo era de sus favoritas, le gustaban mucho los trabajos que le entregaba, por lo que no veía el problema. En fin, menos trabajo para mí. Hubo dificultades para juntarnos, al ser forzosa la aparición de todos los integrantes en el video, teníamos que juntarnos al menos dos veces a la semana, oh pero Berta... Berta comentó que las tardes sólo podía ciertos días (al igual que nosotras por clases obligatorias de las tardes) sin embargo en los días libres Berta no podía faltar a sus clases de fuera de la escuela, citas con ciertas cosas que no mencionaré, trabajo, etc. (Puedo entender que sea una persona ocupada, pero entonces ¿porqué poner un proyecto tan difícil y hacerte responsable sabiendo que no puedes?
(Oh, y si se preguntan porqué no puse un alto, la maestra insistía que todo saldría de maravilla, no había vuelta atrás) Qué equivocada estaba la maestra.
Todo salió bien el primer parcial. Cuando inicia el encierro, es cuando las cosas salen mal, pues no podíamos juntarnos para continuar y sólo faltaba un vídeo.
Debo explicar algo:
El primer vídeo sólo era explicar el proyecto
El segundo era consiguiendo materiales e iniciando el proceso
El tercero eran los resultados, así que apenas en el tercero estarían entrando las abejas en la historia.

Un día cualquiera, recibimos en el grupo un mensaje de Berta totalmente asustada pues "¡Hay abejas en el apiario! (El tutor nos dijo que conseguir abejas sería rescatándolas, a un costo de 600-800 pesos no recuerdo. Milagrosamente, al tener la caja medio usada, las abejas aparecieron sin necesidad de gastar un solo peso, esto era lo mejor que nos pudo pasar, incluso con una abeja reina, Dios, Oddin, Buda, estaban de mi lado y en el de nuestras carteras) Me pidió que llamara inmediatamente al tutor que fuera a ayuarla, el apiario seguía en su cochera y tenía miedo de que LAS ABEJAS LE HICIERAN ALGO y yo estaba que me moría de risa por dentro porque ella misma dijo que LAS ABEJAS NO TE HACEN NADA, claro que no me puse a discutir y la tratamos de calmar mientras hablaba con él, lo mismo dijo, las abejas no te hacen nada. Pero no escuchó, después de un rato de alarme nos mandó un audio (o mensaje, no recuerdo) diciéndome que la había regado por completo. Se me heló la sangre, ¿qué había hecho?
Resulta que mientras yo hablaba con el tutor, ella llamó a otra persona y ellos eran los dueños oficiales de la caja que me habían prestado (la caja me la prestó un maestro, el tutor se la pidió) y pidieron que se las regresáramos. Le comenté al tutor esto, me dijo que si queríamos conservarla simplemente no le siguiésemos hablando, (sé que estaba mal, pero sólo eran unos meses, estaba desesperada y asustada) el señor pidió la dirección de Berta y ella se la pasó, también le comentó el señor que nos multarían por tener abejas sin permiso y blablablablabla, yo le insistía, suplicaba que no les dijera más pero ella dijo que sí se las entregaría y tendría que comprar otra de tres mil pesos masomenos. Estábamos muy molestas pero ya no había nada qué hacer. Ahora, ella dijo que alguna de nosotras tendría que ir a comprar la caja, yo no me muevo sola por la ciudad, tengo padres protectores, al igual que las otras dos (P Y E) por la pandemia mi familia ni loca quería salir, y bueno P Y E tendrían sus propias razones por las que no pudieron ir. Berta sí se puede mover sola, así que ella se el tutor fueron por la caja. Este ayudó a mover las abejas al nuevo apiario. Claro que los servicios del tutor no eran de a gratis y le cobró todo a Berta, acordamos pagarle cuando nos pudiésemos ver.
Como la pandemia se extendió la maestra CANCELÓ el proyecto y lo transforma en una forma de exentar. El proyecto nuevo era individual (Aleluya cñor Oddin, jebus o Buda) pero sólo quienes participen en la parte final del proyecto antiguo exentarían. Le preguntamos a Berta qué sucedería y dijo "pues yo lo voy a entregar" y mis ojos estaban como platos al leer ese mensaje, pero no soy alguien tranquila (creo que se dieron cuenta) y me puse a defender que nosotras igual deberíamos participar. (Estudiar online fue más complicado de lo que creíamos, exentar habría sido una bendición, así es HABRÍA SIDO) Creo que al final se dio cuenta de que ninguna pagaría si nos saca del proyecto. Ella ya había hecho supuesta mente 90% del vídeo, nos dio unas cuantas frases a narrar y se ofreció a editarlo.
Aquí termina la parte del proyecto por el momento, Berta nos comenta el total de todo y pone que son unos $430 cada una. Es el primer proyecto que pagaba más de doscientos y estaba algo molesta, pero aceptamos pagarle. Pero con la pandemia le pedimos tiempo pues nuestros padres no tenían el dinero por el momento. Ninguna tiene un nivel económico alto, así que entendíamos la situación de cada una. Hubo unos días que en el grupo pedía si ya se lo podíamos pagar, aquí fue cuando hubo algo que me llamó la atención. Berta comentaba que quería comprarse unas cosas de arte con el dinero que le pagaríamos, en mi caso y el de las demás igual el dinero mi familia lo estuvo usando para comida, nada de caprichos. Por lo que esperaba que mínimo diera tiempo para poder establecer el dinero.
Ahora pasemos a otro suceso de otra materia que tiene que ver con esto. Un proyecto algo largo de investigación y creación de infografías y carteles, éramos (como siempre) tres, era un proyecto de.... (adivinaron) seis personas. Mandé mensaje al profesor, quería saber si se podía con otros salones, dijo que sí. P y E insisten que invitemos a Berta al equipo, con tal de trabajar menos, estuvimos de acuerdo. Resumen de la conversación.
¿Tienes equipo?
No
¿Te nos unes?
No... esque como que no saben trabajar y tengo que corregirlas mucho y me canso... lo haré sola
Oh bueno, nice
Metimos a otra persona y empezamos a trabajar.
Unos 20 min después de empezar (Tardamos alrededor de unas 6 horas en el trabajo) Recibo un audio de Berta "Oye, siempre sí quiero trabajar, ya no me alcanza el tiempo para hacerlo sola" y pues me quedé como "pues..."
"Ah no, mejor sí lo hago sola" y dejó de contestar
Faltando DIEZ minutos para entregar el proyecto, Berta me manda un audio: Oye Unicornio, como ya las ayudé en entrar en el proyecto, ¿podrían meterme en el trabajo porfa?
Yo lo sentí un tipo amenaza en el momento, pues aún no se entregaba el proyecto, así que podía sacarnos aún, aunque ya no lo creo porque pues se arriesgaría a que no le pagáramos (cuánta guerra por un proyecto) en fin, lo pusimos.
Siguiente proyecto
¿Te nos unes?
Va, pero... nos faltan dos, ¿no?
Sí pero ya tienen todos equipos
¿Se puede con otros salones? (Me imagino que se quiso ir con Ruth)
Sí, también ya tienen equipo.
*Se desconecta*
Nosotras: ._____.
Trabajamos desde las cinco de la tarde hasta la una de la mañana y aún nos faltaba un poco para acabar. Sin ratros de Berta. Acordamos levantarnos temprano para acabarlo.
Faltando denuevo unos minutos para entregarlo, Berta aparece.
"Hola, supongo que ya me sacaron jajaja"
Ninguna respondió, estábamos molestas
"¿Ya acabaron o las ayudo en algo"
-Visto-
-¿Podría alguien responderme al menos?
POR PRIMERA VEZ PAOLA LA ENFRENTO, SE ME HIZO TAN TIERNO Y GLORIOSO
Sí, te sacamos, y ya lo acabamos.
Ok, perdón ¿Me entregan mi dinero?
Bien, aquí ha pasado un tiempo considerable, sin embargo como podrán suponer, las cosas no iban bien. Sólo yo respondí esta vez: Berta, te JURO pagarte, pero no es mi dinero, mis papás tienen que avisarme (cabe aclarar que igual estaban molestos por los sucesos que ocasionaron esto pero igual saben que pagar era lo correcto)
El día de entrega del vídeo Berta me manda mensaje diciéndome que la aplicación con la que editaba se estropeó, y bueno con lo que sucedió la vez pasada no creía que yo editando el video sería una gran opción. (A demás de que TODOS los demás vídeos de otras materias, yo los editaba por horas en un nuevo programa) pero ni P ni E sabían editar así que lo hice, lo edité como lo pidió y faltando una hora maso menos, mi computadora comenzó a fallar y se perdió el archivo y mi aplicación ya no quiso funcionar, me asusté tanto y les informé a mis compañeras, todas estaban asustadas mas ninguna me echó la culpa, hablamos con la maestra y nos dio tiempo de entregarlo. Cabe aclarar que ya todas habíamos entregado todo y este vídeo sólo era para asegurar un diez. Pero no hubo modo de que mi computadora funcionara a tiempo, así que el vídeo se perdió. Es decir, entregamos... nada. Me disculpe muchísimo con el equipo pero ninguna estaba molesta, sólo Berta porque el proyecto fue para nada.
En mi preparatoria si no tienes todo pagado, no te dejan ver tus calificaciones (sigo sin saber con qué promedio me gradué) no hemos podido pagar. Berta mandaba mensajes al grupo pidiendo su dinero en el grupo, yo le respondía que esperara, las demás nunca le respondieron. Hasta que me cansé y esperé a que me dijeran mis padres cuándo lo tendrían. (Son del tipo que si insistes se enojan mucho, dan miedo). Por lo que ya no respondía sus mensajes, siempre respondía lo mismo.Hasta que una vez me marcó, pidiéndome el dinero, la llamada fue la siguiente:
¿Hola?
ZOE ¿ya tienes el dinero?
Déjame ver -la pone en silencio-
Pa, que si ya tienes el dinero
Pues... sólo traigo este billete en mi cartera... pero bueno, dile que sí
-Suspiro- sí, ya lo tengo, puedes venir por él, trae cambio porfavor.
¿No me lo pueden traer?
-Miro a mi papá quien niega con la cabeza-
No, perdón, no podemos
Ok, a las cinco iré, ¿está bien?
Claro, aquí te espero
-No vino-
Insistió que se lo llevara a su casa, pero mi familia no estaba de acuerdo, por lo que me dio la opción de que se lo depositara. Le expliqué esto a mi papá y me dijo molesto que le dijera que no, que si lo necesitaba tanto, que viniera por él. Así lo hice. Ahí empieza el pleito pues Berta se molesta diciendo que no es justo, que no quería quedar mal conmigo, etc. "Te estoy dando opciones" no me estaba haciendo ningún favor realmente, pero pues como dije, mis padres no estaban contentos con esto. "No hubiese hecho el video y exentas que sí me pagas, y como no hiciste nada pues para qué" (borré todo, no recuerdo bien lo que decía) pero ese "No hiciste nada" me rompió, comencé a decirle todo, todo lo que pensaba, lo que sentía, lo que soportaba de ella, las frases que nos decía de lo mal que trabajamos. Fue una gran discusión, ella igual mencionó cosas de mí, no la representaré pues hay cosas que no pienso mencionar. al final de tantas palabras sólo dijo "Mañana voy por el dinero y ya" Estaba por decirle que trajera cambio exacto pero mi enojo y tristeza me hicieron decirle "Pues me la estoy pensando en si te pago o no" Aunque realmente quería decir "en ese momento" y eso la enojó más (por obvias razones) Finalmente le dije que igual molestara a las demás (investigando un poco, a las demás sólo les mandó uno o dos mensajes según me dijeron) Realmente sí quería pagar pero estaba muy molesta en ese momento, y le dije que ese dinero era de mi papá, lo único que había, pero terminó bloqueando mi celular.
No le entregué el dinero, a veces me siento mal por esto pero mis amigos insisten en que estuvo bien defenderme. ¿Uds qué opinan? Aclaro que sé que el dinero sin importar para qué lo quería, pues se lo tendría que pagar, pero sabiendo que es más para un capricho que para una emergencia, mínimo se pudo esperar.
Dudo que alguien lo lea completo pero si lo hacen, espero sus respuestas.
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2020.06.11 06:43 revact Bitácora de un Emigrante Por Lexter Savio

…a mi cita fui, pero el horizonte se había cansado de esperar. J. Sabina. …a todos los emigrantes, en especial a los cubanos. Miami, Florida, Junio 2019.
En las alturas de una barbacoa* en Centro Habana, una de las gavetas del viejo gabinete de mi bisabuela, alberga aún la boleta con la ubicación de trabajo asignada una vez graduado. Había abandonado aquel año, el puesto como profesor de Ecuaciones de la Física-Matemática en la Facultad de Ciencias y Tecnologías Nucleares de la Universidad de La Habana. Había tomado un avión destino a la Ciudad de México por séptima vez. Y había decidido no regresar, -al menos no desde México-… ¿Pero cómo marcharse y dejar todo lo que se ha amado, todo lo que se ha vivido, todo lo que uno verdaderamente es? Las calles que te vieron crecer, el árbol donde jugabas a las escondidas, los bancos de los parques sin luces, donde maduraron los primeros amores, los primeros besos, las primeras traiciones. Los amigos de la infancia más temprana, los que conocieron la versión más humana de tí mismo. ¿Cómo seguir sin mirar atrás, para no ver las lágrimas en los ojos de los seres queridos? ¿Cómo safarse de toda la historia almacena el alma de la noche a la mañana?… Había llegado a Tijuana… Me habían esposado por primera y única vez… Y el territorio americano me amparaba bajo la ley que ha aceptado a tantos y tantos cubanos, que en busca de esperanzas abandonamos nuestro país. “Bienvenido a la YAMA” decían por todos lados. “Este es el país del YES y el OK, donde haces lo que te manden” -solía decir un viejo conocido-… Me había quedado solo después de un encuentro prometido. No tenía dinero, no tenía trabajo, ni siquiera tenía identificación. En el país de las libertades me sentía menos libre que nunca. Un hombre necesita algo o alguien donde depositar su esperanza. Un hombre sin esperanzas es un hombre dispuesto a perderlo todo en cualquier momento. La esperanza lo mantiene atento, enfocado, le ofrece una meta, lo mantiene vivo… En tales condiciones había considerado varias veces la idea de regresar, como si nada hubiese pasado. Sería recibido como gusano o como héroe, en cualquiera de los dos casos -si es que son distintos-, me hubiese convertido en un tipo muy polémico, posiblemente famoso. “Profesor universitario cruza la frontera y luego de llegar a Miami compra un boleto de avión y regresa a La Habana” hubiesen sido los titulares… Pero cómo regresar teniendo bajo las pies, la tierra por la que tantos cubanos han muerto, cómo regresar teniendo un mundo abierto a las oportunidades… La posibilidad de ayudar a los tuyos que quedaron en la isla, la posibilidad de un mejor futuro, la posibilidad de volver a ser tu mismo en tierras ajenas; esas son las raíces de las cuales, un emigrante se sujeta en su nueva realidad. Había pasado por intervalos de tiempo donde trabajaba donde fuera necesario. Trabajos de esos donde los demás te miran como si te tuviesen lástima. Era un fenómeno muy raro, el pensar que meses anteriores exponía; como interactuaba la molécula de monóxido de nitrógeno (NO) con una matriz de gas noble en condiciones cercanas al cero absoluto. Y verte de momento, descargando un camión, fregando carros, armando pallets, o recogiendo las inmuebles que ya no consideraban necesario los habitantes de un condominio y los tiraban a la basura. No era solo yo, así íbamos un montón de emigrantes, mayormente latinoamericanos ganándonos la vida, buscando nuestro lugar… Había decidido dejar crecer mi pelo, no importaba que ocurriera, crecería hasta mi regreso. Sentía que con el crecer del cabello me hacía más dueño de mí mismo, de mi realidad que no era muy favorable. Era una muestra de: – no quiero que me veas como ves al resto, no sabes que pasa por mi mente- no es una mente comercial como las que suelen a menudo cruzar las calles de esta ciudad multicultural. ¿Y cómo ser transparente en un mundo de gente opaca? Esta ciudad almacena personajes muy raros y gente de muchos colores. Las personas desarrollan un armazón para su auto-protección, porque asumen que todos a su alrededor solo quieren joderlo. Ocurre que en lugar de traernos lo mejor de nuestros países, salen a la superficie las cualidades más egoístas y mezquinas… Un cargo, o el mínimo rasgo de poder que se le otorga a alguien, lo convierte en un breve dictador y como consecuencia no hace más que atropellar a sus paisanos. La gente compra cosas que no necesitan -muchas cosas diría yo- intentando llenar los vacíos que su realidad emocional no llena. La mujeres son infelices, los hombres están siempre demasiado ocupados y no tienen el tiempo necesario para satisfacer a sus mujeres, lo cual finalmente acaba aumentando la infelicidad de ambos. Están los que de regreso a su país, solo intentan mostrar una mejor versión de ellos mismos, al menos una mejor versión económica. Los que no dejan de repetir cual era su profesión antes de emigrar, para lucir mejor y más digno en una conversación. Los que se llenan de cadenas doradas, para darse más valor, porque como humanos son insuficientes. Los que hacen sonar el motor de su carro más alto que el resto, porque su incapacidad intelectual y su odio interior, no les permite ver que no son más que imbeciles… Están las nuevas y viejas generaciones de cubanos que solo hablan del día en que termine el atroz régimen que consume a Cuba, ya que en la propia Isla a nadie realmente le importa. Y así vamos más desunidos, más esclavos del ego, más reparteros, más Bajanda, más recargas, más especuladores, más indolentes, más sombras y menos luces, así vamos… Nos alimentamos de mentiras en todos lados, de malas vibras, de hipócritas -de muchos hipócritas-, de gente que aprende a mentir muy rápido y se van perdiendo, la superficialidad y la mediocridad generalizada los consume. “Y cuando los demás son el infierno, uno mismo no es el paraíso”*. … … … Mi cabello había crecido lo suficiente, pasaba por debajo de los hombros, indicando el momento de regresar… Los reencuentros tienen ese don de sorprendernos, porque inconscientemente siempre uno imagina repetidas veces la escena del reencuentro. Independientemente del tipo y del modo de reencuentro siempre ocurre este proceder… Había llegado a La Habana sin muchas complicaciones y la visión de la isla por vez primera, luego de un largo período de tiempo, conmueve al alma más ruda. Llevaba mi equipaje a las puertas de salida donde esperan siempre los familiares y los abrazos desencadenaron las lágrimas que llevaba almacenando durante tres largos años. Respiraba una y otra vez, volvía a respirar, largos y profundos shoots de aire, re-descubriendo los olores de La Habana. Encendí mi primer cigarro en el balcón con vista a la iglesia que me bautizó de meses. Me detuve a mirar perdidamente a la virgen con el niño en las manos, y en un murmullo estremecedor le dije: aquí estoy de nuevo… “Se vende esta casa” pregonaba la inmensa puerta de los años veinte, con vista a la calle Infanta, cruzada por Neptuno. Este letrero sugería la posibilidad de que probablemente la próxima vez que regresará, mi casa no sería mi casa nunca más… Todo se veía más pequeño, las avenidas, las aceras, los cuartos de las casas que solía visitar, las paredes, la cama donde dormía y que ahora heredó mi hermana. La suciedad de la Habana en todas partes, el apuro de las personas atropelladas en el transporte público, la no existencia de servilletas, la escasez de tantas cosas y una múltiple superposición de detalles, traen a tu mente el hecho de que has cambiado tú y que la ciudad sigue siendo ella, aunque lentamente se convierta en escombros… Pero el mundo asume otro matiz en el regocijo del abrazo de la abuela, del beso de tu madre, la risa y las bromas de los primos y la manera de amar de los hermanos. Los cuentos una y otra vez rememorados por el abuelo, al que todos conocen en el pueblo, porque es una leyenda viva. ¿Cómo valorar una partida de dominó con los amigos de cuando tenías 10 años? ¿Cuánto valor tiene la familia reunida, aclimatada por el ron cubano, la cerveza Bucanero y un lechoncito al asado? Recorrer la escuela primaria donde los recuerdos llevan tu nombre en las paredes, aunque ahora milagrosamente estén re-modeladas. El campo de volleyball, donde solo se jugaba a la pelota, con una bolita hecha de chapapote. Los viejos recuerdos casi caducados del zun zun de la carabela o la rueda rueda de pan y canela, las pequeñas esquinas donde besaste por primera vez, donde casi todo te daba pena y donde tu mejor amigo bailaba con tu noviecita porque tú no sabías bailar. Abrazar a tu primera novia, que ahora está casada y tiene una vida muy distinta a la tuya, ver como cada vez tu padre y tú tienen más cosas en común, dormir al lado de tu abuela como cuando eras un niño y había apagón… Esas pequeñas cosas del retorno al lugar donde fuiste feliz, no tienen precio, son el refugio que te guarda la memoria para recordarte de dónde vienes y qué cosas te definen… Luego de varios años el emigrante tiene un serio problema de identidad, siente que no es parte de ningún sitio, que su vida está dividida, que la nostalgia es un factor con el que tendrá que vivir siempre y que virar atrás ya no es una opción. Que no hay nada más triste y conmovedor que la vejez en la mirada de los seres queridos. Que tus padres cada vez, en cada regreso estarán más viejos, que seguirán los cumpleaños, los aniversarios, los fines de años, los días de las madres y los días de los padres y que también llegará la muerte dado el momento. Pasarán todas esas fechas, volverá a crecer mi cabello unas cuántas veces más, seguirán los viajes y la gente idiotizada y seguirá la vida que no para y no esperará por ti. Tu ausencia recorrerá la línea de los acontecimientos, y la constante añoranza del que se ha ido te penetrará los huesos, a pesar de ti y a pesar de todos… *Barbacoa: pequeña alcoba construida en lo alto de las casas. * “Y cuando los demás son el infierno, uno mismo no es el paraíso” parafraseoa Mario Benedetti.
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2020.06.11 06:39 revact Bitácora de un Emigrante por Lexter Savio

…a mi cita fui, pero el horizonte se había cansado de esperar. J. Sabina. …a todos los emigrantes, en especial a los cubanos. Miami, Florida, Junio 2019.
En las alturas de una barbacoa* en Centro Habana, una de las gavetas del viejo gabinete de mi bisabuela, alberga aún la boleta con la ubicación de trabajo asignada una vez graduado. Había abandonado aquel año, el puesto como profesor de Ecuaciones de la Física-Matemática en la Facultad de Ciencias y Tecnologías Nucleares de la Universidad de La Habana. Había tomado un avión destino a la Ciudad de México por séptima vez. Y había decidido no regresar, -al menos no desde México-… ¿Pero cómo marcharse y dejar todo lo que se ha amado, todo lo que se ha vivido, todo lo que uno verdaderamente es? Las calles que te vieron crecer, el árbol donde jugabas a las escondidas, los bancos de los parques sin luces, donde maduraron los primeros amores, los primeros besos, las primeras traiciones. Los amigos de la infancia más temprana, los que conocieron la versión más humana de tí mismo. ¿Cómo seguir sin mirar atrás, para no ver las lágrimas en los ojos de los seres queridos? ¿Cómo safarse de toda la historia almacena el alma de la noche a la mañana?… Había llegado a Tijuana… Me habían esposado por primera y única vez… Y el territorio americano me amparaba bajo la ley que ha aceptado a tantos y tantos cubanos, que en busca de esperanzas abandonamos nuestro país. “Bienvenido a la YAMA” decían por todos lados. “Este es el país del YES y el OK, donde haces lo que te manden” -solía decir un viejo conocido-… Me había quedado solo después de un encuentro prometido. No tenía dinero, no tenía trabajo, ni siquiera tenía identificación. En el país de las libertades me sentía menos libre que nunca. Un hombre necesita algo o alguien donde depositar su esperanza. Un hombre sin esperanzas es un hombre dispuesto a perderlo todo en cualquier momento. La esperanza lo mantiene atento, enfocado, le ofrece una meta, lo mantiene vivo… En tales condiciones había considerado varias veces la idea de regresar, como si nada hubiese pasado. Sería recibido como gusano o como héroe, en cualquiera de los dos casos -si es que son distintos-, me hubiese convertido en un tipo muy polémico, posiblemente famoso. “Profesor universitario cruza la frontera y luego de llegar a Miami compra un boleto de avión y regresa a La Habana” hubiesen sido los titulares… Pero cómo regresar teniendo bajo las pies, la tierra por la que tantos cubanos han muerto, cómo regresar teniendo un mundo abierto a las oportunidades… La posibilidad de ayudar a los tuyos que quedaron en la isla, la posibilidad de un mejor futuro, la posibilidad de volver a ser tu mismo en tierras ajenas; esas son las raíces de las cuales, un emigrante se sujeta en su nueva realidad. Había pasado por intervalos de tiempo donde trabajaba donde fuera necesario. Trabajos de esos donde los demás te miran como si te tuviesen lástima. Era un fenómeno muy raro, el pensar que meses anteriores exponía; como interactuaba la molécula de monóxido de nitrógeno (NO) con una matriz de gas noble en condiciones cercanas al cero absoluto. Y verte de momento, descargando un camión, fregando carros, armando pallets, o recogiendo las inmuebles que ya no consideraban necesario los habitantes de un condominio y los tiraban a la basura. No era solo yo, así íbamos un montón de emigrantes, mayormente latinoamericanos ganándonos la vida, buscando nuestro lugar… Había decidido dejar crecer mi pelo, no importaba que ocurriera, crecería hasta mi regreso. Sentía que con el crecer del cabello me hacía más dueño de mí mismo, de mi realidad que no era muy favorable. Era una muestra de: – no quiero que me veas como ves al resto, no sabes que pasa por mi mente- no es una mente comercial como las que suelen a menudo cruzar las calles de esta ciudad multicultural. ¿Y cómo ser transparente en un mundo de gente opaca? Esta ciudad almacena personajes muy raros y gente de muchos colores. Las personas desarrollan un armazón para su auto-protección, porque asumen que todos a su alrededor solo quieren joderlo. Ocurre que en lugar de traernos lo mejor de nuestros países, salen a la superficie las cualidades más egoístas y mezquinas… Un cargo, o el mínimo rasgo de poder que se le otorga a alguien, lo convierte en un breve dictador y como consecuencia no hace más que atropellar a sus paisanos. La gente compra cosas que no necesitan -muchas cosas diría yo- intentando llenar los vacíos que su realidad emocional no llena. La mujeres son infelices, los hombres están siempre demasiado ocupados y no tienen el tiempo necesario para satisfacer a sus mujeres, lo cual finalmente acaba aumentando la infelicidad de ambos. Están los que de regreso a su país, solo intentan mostrar una mejor versión de ellos mismos, al menos una mejor versión económica. Los que no dejan de repetir cual era su profesión antes de emigrar, para lucir mejor y más digno en una conversación. Los que se llenan de cadenas doradas, para darse más valor, porque como humanos son insuficientes. Los que hacen sonar el motor de su carro más alto que el resto, porque su incapacidad intelectual y su odio interior, no les permite ver que no son más que imbeciles… Están las nuevas y viejas generaciones de cubanos que solo hablan del día en que termine el atroz régimen que consume a Cuba, ya que en la propia Isla a nadie realmente le importa. Y así vamos más desunidos, más esclavos del ego, más reparteros, más Bajanda, más recargas, más especuladores, más indolentes, más sombras y menos luces, así vamos… Nos alimentamos de mentiras en todos lados, de malas vibras, de hipócritas -de muchos hipócritas-, de gente que aprende a mentir muy rápido y se van perdiendo, la superficialidad y la mediocridad generalizada los consume. “Y cuando los demás son el infierno, uno mismo no es el paraíso”*. … … … Mi cabello había crecido lo suficiente, pasaba por debajo de los hombros, indicando el momento de regresar… Los reencuentros tienen ese don de sorprendernos, porque inconscientemente siempre uno imagina repetidas veces la escena del reencuentro. Independientemente del tipo y del modo de reencuentro siempre ocurre este proceder… Había llegado a La Habana sin muchas complicaciones y la visión de la isla por vez primera, luego de un largo período de tiempo, conmueve al alma más ruda. Llevaba mi equipaje a las puertas de salida donde esperan siempre los familiares y los abrazos desencadenaron las lágrimas que llevaba almacenando durante tres largos años. Respiraba una y otra vez, volvía a respirar, largos y profundos shoots de aire, re-descubriendo los olores de La Habana. Encendí mi primer cigarro en el balcón con vista a la iglesia que me bautizó de meses. Me detuve a mirar perdidamente a la virgen con el niño en las manos, y en un murmullo estremecedor le dije: aquí estoy de nuevo… “Se vende esta casa” pregonaba la inmensa puerta de los años veinte, con vista a la calle Infanta, cruzada por Neptuno. Este letrero sugería la posibilidad de que probablemente la próxima vez que regresará, mi casa no sería mi casa nunca más… Todo se veía más pequeño, las avenidas, las aceras, los cuartos de las casas que solía visitar, las paredes, la cama donde dormía y que ahora heredó mi hermana. La suciedad de la Habana en todas partes, el apuro de las personas atropelladas en el transporte público, la no existencia de servilletas, la escasez de tantas cosas y una múltiple superposición de detalles, traen a tu mente el hecho de que has cambiado tú y que la ciudad sigue siendo ella, aunque lentamente se convierta en escombros… Pero el mundo asume otro matiz en el regocijo del abrazo de la abuela, del beso de tu madre, la risa y las bromas de los primos y la manera de amar de los hermanos. Los cuentos una y otra vez rememorados por el abuelo, al que todos conocen en el pueblo, porque es una leyenda viva. ¿Cómo valorar una partida de dominó con los amigos de cuando tenías 10 años? ¿Cuánto valor tiene la familia reunida, aclimatada por el ron cubano, la cerveza Bucanero y un lechoncito al asado? Recorrer la escuela primaria donde los recuerdos llevan tu nombre en las paredes, aunque ahora milagrosamente estén re-modeladas. El campo de volleyball, donde solo se jugaba a la pelota, con una bolita hecha de chapapote. Los viejos recuerdos casi caducados del zun zun de la carabela o la rueda rueda de pan y canela, las pequeñas esquinas donde besaste por primera vez, donde casi todo te daba pena y donde tu mejor amigo bailaba con tu noviecita porque tú no sabías bailar. Abrazar a tu primera novia, que ahora está casada y tiene una vida muy distinta a la tuya, ver como cada vez tu padre y tú tienen más cosas en común, dormir al lado de tu abuela como cuando eras un niño y había apagón… Esas pequeñas cosas del retorno al lugar donde fuiste feliz, no tienen precio, son el refugio que te guarda la memoria para recordarte de dónde vienes y qué cosas te definen… Luego de varios años el emigrante tiene un serio problema de identidad, siente que no es parte de ningún sitio, que su vida está dividida, que la nostalgia es un factor con el que tendrá que vivir siempre y que virar atrás ya no es una opción. Que no hay nada más triste y conmovedor que la vejez en la mirada de los seres queridos. Que tus padres cada vez, en cada regreso estarán más viejos, que seguirán los cumpleaños, los aniversarios, los fines de años, los días de las madres y los días de los padres y que también llegará la muerte dado el momento. Pasarán todas esas fechas, volverá a crecer mi cabello unas cuántas veces más, seguirán los viajes y la gente idiotizada y seguirá la vida que no para y no esperará por ti. Tu ausencia recorrerá la línea de los acontecimientos, y la constante añoranza del que se ha ido te penetrará los huesos, a pesar de ti y a pesar de todos… *Barbacoa: pequeña alcoba construida en lo alto de las casas. * “Y cuando los demás son el infierno, uno mismo no es el paraíso” parafraseoa Mario Benedetti.
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2020.06.06 07:18 ThorDansLaCroix O que é Fascismo (2da Edição: 2020)

Editado 1 As referencias nos textos e comentarios sao citadas para serem conferidas. Se suspeitarem de algo no texto confira as referencias. Uma pessoa quer refurtar o texto nos comentarios e indicou um livro que nunca leu. Aqui uma pagina desse livro que nao refurta mas eh uma das referencias do texto: https://pasteboard.co/Jc23Z4E.jpg
Editado 2 salientando aqui, que em geral historiadores quando falam de fascismo tocam no aspecto mitologico idealista da nacao original ideal. Mas raros sao os que investigam e falam de onde vem tal mitologia e anceios. Ao qual eu uso a historiografia politica de Hannah Arendt, antropologia psicologica de Otto Rank e psicanalise de Donald Winnicott para explicar, e que em resumo se baseia em uma inseguranca social (e existencial mas esse aspecto existencial eu nao vou tocar).
Antes o papo era que Nazismo é de esquerda e agora o papo é que antifascistas são fascistas pq fazem protestos violentos. Ou socialismo em geral é fascista. E nunca vejo ninguem dizendo de forma clara o que é fascismo, mesmo os que se dizem anti-fascistas.
E eu vejo que as campanhas populistas nunca falam do socialismo clássico fazendo correlações falsas com as ideologias de esquerda de hoje. E o desconhecimento desse socialismo classico, que eh uma raiz historica do fascismo, faz com que as pessoas nao entendem de forma clara o que eh fascismo.
Para começar eu vou falar de Socialismo. Mas nao do socialismo Marxista. Tenha em mente que Socialismo é uma palavra que descreve duas coisas distintas, igual a palavra Manga que descreve uma fruta e uma parte de uma roupa. E vc vai entender isso agora.
Vamos falar desse socialismo para buscar entender de onde vem e o que é fascismo.
O termo "socialismo" existe desde a Grécia antiga. É citado tanto por Platão em seu livro "A República" como também por Cícero na Roma Antiga. Oswald Spengler em seu livro "Prussianismo e Socialismo" publicado na década de '20, fala do Socialismo Prussiano (ou socialismo Teutonico/Germanico que data desde a epoca da queda do Imperio Romano). Esse socialismo que eles citam é o socialismo conservador.
As características do socialismo conservador (socialismo de direita) varia depende da época e povo, mas em geral se caracteriza por um estado paternalista, privilégio hierárquico social, preservação das instituições como religião e estatais (que ditam a vida das pessoas), o governo em controle da economia, preservação do capitalismo corporativista, nacionalismo, entre outras coisas. Algumas vertentes do socialismo conservador vão preferir a ditadura presidencial ou monarquia, enquanto outras vertentes vão preferir a democracia parlamentar ou presidencialismo.
Algumas vertentes, como o socialismo Prussiano/Germânico/Teutônico, tendem a hegemonia etinica e cultural. Tem vertentes que abolem a propriedade privada. Mas nenhuma das vertentes é contra o capitalismo, mas o contrário, são defensores do capitalismo corporativista pq acreditam que a prosperidade da elite reflete na prosperidade em sociedade.
Eu sei que muitos defensores do capitalismo dizem que capitalismo é somente quando ha estado minimo e nao intervenção na economia. Mas na verdade, tal descrição é do liberalismo e não do capitalismo (nem todo capitalismo é liberal). Mas eu explico isso melhor mais a frente.
Continuando... O termo socialismo vem da ideia do que o cidadão toma conta um do outro (hierarquia social), se foca em suas aptidões e trabalho visando a grandeza da nação (nacionalismo), abre mão da competição individualista liberal de enriquecimento e ascensão/prestígio pessoal (considerado liberalismo) e aceita sua posição social, não havendo assim conflito entre classes e todos focados no trabalho e grandeza da nação.
Independente da vertente, o princípio é que a nação deva ser regida como uma orquestra, ou como uma sociedade de formigas e abelhas. Ou como no caso da Prússia, como uma hierarquia militar. Não tentar ser o que vc nao eh. Como em uma orquestra o objetivo é ter a sociedade funcionando em harmonia. O solista não compete com o regente para ser regente, os demais da banda não competem com o solista. E assim buscam ter a estabilidade social como havia na idade média e demais épocas passadas.
O primeiro grande conflito contra o Socialismo Conservador (A princípio monárquico absolutista e feudal) eh o Liberalismo, que surge no meados de 1600' com o Inglês John Locke, conhecido como o pai do liberalismo. Surgiu como briga pela liberdade individual. Tal liberdade individual significa participação no poder (democracia), liberdade de expressão (poder questionar a sociedade e poder vigente), liberdade religiosa em que você pode escolher sua religião e não ser obrigado a seguir uma religião imposta pelo estado ou sociedade, livre comércio que é a liberdade individual em comercializar sem as oligarquias das guildas feudais (e depois estado) limitando a competição, igualdade de gênero que se opõem a hierarquia e determinismo social, e propriedade privada (o que para o liberalismo clássico significa o fim do domínio oligárquico dos grandes proprietários de terras, os senhores feudais).
Em resumo, o liberalismo significa a emancipação do camponês, podendo assim ser proprietário de terra e consequentemente competir individualmente para a prosperidade individual. Ou seja, o fim dos privilégios socioeconômicos de uma elite oligárquica. Thomas Paine, um dos fundadores dos EUA e filósofo, defendia a renda básica em 1797, em um panfleto que ele escreveu chamado Justica Agraria: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Agrarian_Justice
O conflito entre Socialistas Conservadores, que buscavam a volta dos princípios do feudalismo na época, e Iluministas liberais (Republicanos liberais) culminou na grande primeira revolução política, a Revolução Francesa em 1789-1799.
Uma curiosidade: O primeiro movimento feminista começou junto com o movimento de independência dos EUA em 1776. A própria declaração de independência dos EUA cita que todos os cidadãos, homens e mulheres, são criados iguais e livre. Uma das primeira obras do movimento feminista foi escrito por Mary Wollstonecraft, chamado "Vindication of the Rights of Women" publicado em 1796. As feministas esquerdistas vão surgir bem depois (após o surgimento do movimento operário de esquerda, Marxismo, na segunda metade de 1800).
Historicamente a direita é o que busca preservar ou conservar os princípios e tradições políticas, econômicas e sociais passadas (conservadorismo) enquanto a esquerda eh o que busca mudar os princípios tradicionais com novos princípios e ideias. Sendo assim, historicamente o Socialismo original (Conservador) defendia a monarquia, engessamento social e feudalismo, e sentavam à direita do rei (por isso chamados de direita). Os liberais (o que inclui os jacobinos citado por Max Weber em "A ética protestante e o espírito do capitalismo") sentavam à esquerda do rei (assim chamados de esquerdistas). Logo, os principios iluministas liberais tepublicano capitalista eh originalmente um movimento de esquerda.
O termo socialismo em si começou a ficar mais em voga a partir do monarca austríaco Klemens von Metternich em 1847, que junto com demais monarquistas, começaram suas campanhas contra o liberalismo.
O socialismo marxista (socialismo de esquerda) surge apenas a partir da segunda metade de 1800', quando Karl Marx, que inicialmente era liberal capitalista, chegou a conclusão que o problema das sociedades se resumem em conflitos de classes e que por isso, o ideal seria haver uma sociedade sem classes sociais, e consequentemente sem capitalismo.
Veja que tanto o socialismo/comunismo (socialismo limeral) quanto o socialismo classico buscam a estabilidade social. A diferenca eh que o primeiro busca pelo fim das classes sociais/capitalistas e o segundo pelo engessamento das classes sociais.
O socialismo liberal (Socialismo Marxista) eh irmao do Liberalismo capitalista. Ambos são frutos do Iluminismo Britânico e seu princípio no "contrato social" que surgiu com Thomas Hobbes (1651) e em seguida deu fruto ao Liberalismo com John Locke (1689). Ambos sao contra o socialismo conservador, que se opoem a liberdade individual e social tanto do republicano capitalista quanto do anti-estado comunista, socialista e anarquista,
O socialismo, comunismo e anarquismo surge como um novo movimento dentro do liberalismo iluminista, pq foi observado que após a implantação do estado republicano, políticos, classe econômica e capitalistas industriais usavam a máquina pública visando interesses próprios. O exemplo mais claro disso foi com a primeira república instaurada pela Revolução Francesa. O classe capitalista que servia a corte com seus produtos, e que por isso estavam mais próximo dos nobres, foram os que obtiveram o poder e influência no estado após a revolução. O resto da população continuava na miséria sem emancipação econômica e conflitos armados mataram muita gente nessa briga pelo poder. Já países onde houve mais emancipação dos camponeses que viraram proprietários de terras, os movimentos anticapitalista e anti-estado não foram tão fortes e o capitalismo foi melhor aceito pela população em geral (Inglaterra e EUA).
Em resumo, o socialismo original que existe desde os principios da obra "A Republica" de Platao, eh um socialismo conservador e que por isso de direita. Contra tal conservadorismo que na época era Monárquico absolutista e feudal, surgiu o Liberalismo Republicano (esquerda). Mas o primeiro passou a ser a terceira via quando os liberais republicanos se tornaram os conservadores, e então direita, e os opositores esquerda.
Os monarcas e antigos senhores feudais faziam campanhas políticas para conseguir suas terras e poder económico de volta. E em geral eles tiveram muito apoio da classe média (que eram os artesãos na idade média). Era um movimento que buscava voltar ao feudalismo ou da monarquia absolutista (ou ambos) para obter o socialismo conservador de volta (classe social engessada). Pq o iluminismo que culminou no liberalismo, fez com que os donos de terras e artesãos (que se tornaram classe média no capitalismo) perdessem seus privilégios e estabilidade social. Principalmente os artesãos que no feudalismo tinham o mercado protegido pelas guildas mas no capitalismo passaram a ter que competir para não virar classe trabalhadora (pobre). Além de se verem obrigados a fazer dívidas com bancos para conseguir competir, etc… e nessas campanhas surgem movimentos como o pan-europeu, defendendo privilégios sobre terras, poder, mercado e posição social como sendo um direito natural étnico, nacionalista, sanguíneo, etc. E eh dia que comeca a formar o fascismo.
Os estadistas e capitalistas que estão no topo da cadeia social, no capitalismo republicano, começam a fazer campanhas e políticas contra o socialismo clássico que visa o fim da competição individual social liberal.
E para obter o apoio da classe média, começam a oferecer alternativas de estabilidade social como o estado assistencialista ou segregação social (quando não ambos). Essa segregação social é uma forma de garantir a estabilidade social reduzindo a competição social, dando privilégios a certos grupos e segregando outros ao acesso de emergir a tais classes privilegiadas.
O Imperador Prussiano Bismarck que tentou modernizar a Alemanha acabando com o poder dos antigos senhores de terras e as tendência de preferência pelo socialismo clássico da população em geral, implementou o estado de bem estar social em 1883, para obter o apoio da população pelo estado liberal.
A classe média também fazia campanhas para obter apoio da classe operária contra os capitalistas (donos de fábricas) classe econômica (donos de bancos e demais instituições financeiras), pq a classe média (artesãos ou pequenos empresários) não conseguem competir com grandes empresários capitalistas, e viam os bancos (em que os judeus tinham a fama de serem os donos) como parasitas que vivem dos juros das dívidas da classe média.
Essa união entre classe média e operários tende tanto para o estado de bem estar social (democracia social) quanto para o lado que ainda busca a estabilidade social através da segregação social (limitando minorias na competição social). Esse segundo eh de onde vem o fascismo. A carteira de trabalho implementada pelo Mussolini foi a forma de dar maior garantia de estabilidade social aos trabalhadores nacionais e assim aceitarem suas funções/posições operárias.
Em resumo, o fascismo busca a estabilidade social, através da segregação social limitando a competição social (engessando as classes sociais em dificultando minorias em emergir socialmente, gerando então menos competitividade e estabilidade social para as classes privilegiadas). Essas minorias podem ser desempregados, estrangeiros, negros, judeus, etc.
A questão do estado é uma forma de garantir tal estabilidade social através do nacionalismo (limitando direitos e acesso a estrangeiros ao mercado de trabalho) por exemplo. Como também usando a máquina burocrática para beneficiar alguns (militares, políticos, latifundiários, algumas classes de empresários) e limitar outros grupos a competição social com os privilegiados.
Logo, estado inchado e burocratico por si so nao eh fascismo. Isso seria uma falsa correlacao. O estado é só uma ferramenta. O fascismo é a segregação socioeconômica em busca de estabilidad social.
Todo discurso sobre supremacia étnica, nacional, racial, etc, são discursos populistas para ganhar a massa com simplismo, medo, pseudo ciência e mitologias. Por trás de tudo isso está o controle da massa pelo medo da falta de estabilidade social, então transformada em medo social (ao estrangeiro, pobre, negro, judeu, mulheres, movimentos como o feminismo, etc).
O Nazismo em si eh o socialismo prussiano (conservador) em sua forma altamente populista (tentar ganhar apoio popular culpando Judeus e demais estrangeiros pelo desastre econômico pós primeira guerra).
Eu entendo que muita gente associa o comunismo com ditaduras e falta de liberdade, e consequentemente com Nazismo. Como tambem associam capitalismo sendo sinonimo de liberalismo. Mas como a maioria do conhecimento popular, isso eh apenas um emaranhado de correlações falsas populistas.
O liberalismo clássico em si eh contra o "pro business". Adam Smith já dizia que grandes empresários eram uma ameaça ao Liberalismo e democracia, já que quando empresas obtêm grande poder elas passam a ser como um estado ou a manipular o estado. Eh ai que o liberalismo clássico se difere do Neo-Liberalismo ao qual eh "pro-business" com a filosofia de que quanto mais grandes empresários ganham dinheiro mais dinheiro é escoado na sociedade, levando prosperidade econômica a todos..
Por mais que muitos hoje dizem que o capitalismo só funciona quando não tem intervenção governamental, os liberais clássicos viam que governo é importante para que haja capitalismo (diferente dos anarquistas capitalistas). Max Weber mesmo escreveu sobre a teoria do Iron Cage que diz que o crescimento do estado é uma demanda do próprio capitalismo para que o capitalismo possa crescer.
Entao vou repetir a conclusao para ficar claro. Fascismo é: A busca da estabilidade social com a da reducao de competicao social, attavez da segregacao social (engessamento das classes sociais).
Essa estabilide eh principalmente para a elite. Mas a classe trabalhadora pode tambem acreditar que sera privilegiado excluindo/segregando imigrantes e demais minorias. E assim a classe media e trabalhadora podem acabar dando suporte ao fascismo.
Para aqueles que leram até aqui eu agradeco pela atencao e tolerância em buscar conhecer ou entender uma outra perspectiva (Entender um ponto de vista nao eh sinonimo de concordar, e por isso eu não estou esperando que haja concordância).
Eu por exemplo nao gosto e nao concordo com o socialismo conservador, mas eu busquei as obras de Spengler quanto a de Platão para entender melhor o que de fato eh o conservadorismo, socialismo e nazismo. Da mesma forma que eu não concordo com o comunismo, mas eu busquei entender o que é comunismo lendo Marx entre outros (ao qual também existem inúmeras vertentes em que discordam uns dos outros).
Para finalizar com uma última curiosidade. Algo que todos esses sistemas têm em comum, independente de eh contra ou afavor de estado, contra ou a favor da liberdade individual, contra ou a favor do capitalismo, é que todos eles tem como engrenagem a questão do trabalho. Max Weber explica a implicância da "doutrina do trabalho" que vem da ética religiosa que passa a fazer parte do espírito do capitalismo (e seu princípio meritocrático). O socialismo conservador, principalmente em fascismo (e nazismo) tem como princípios o trabalho como forma de liberdade do interesse individual (considerado corrupção social) visando o grandeur da nação. O Comunismo tem como princípio o poder da mão de obra dos trabalhadores como a geração de riquezas ao qual o capitalista extrai riqueza e desejam que os trabalhadores fiquem com tal riqueza.
Mas tem uma vertente comunista chamada comunista autônomo que surgiu na itália, que é contra tal "doutrina do trabalho". Segundo eles, a engrenagem do capitalismo é a doutrina do trabalho e que por isso, o comunismo está fadado a falhar e retornar ao capitalismo pq eles mantêm tal engrenagem.
Diante disso surge o movimento anti-trabalho (ou anti-trabalhista), ao qual eu não conheço muito mas estou em busca em aprender (e compreender mesmo que se não concordar).
Eu não sou historiador, acadêmico, youtuber e nem intelectual. Por isso, eu espero que esse thread desperte a curiosidade para que vcs continuem interessado e pesquisando para buscar mais compreensão e correção do que eu possa ter mal interpretado ou compreendido (mesmo não concordando).
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2020.06.03 13:19 ThorDansLaCroix O que é Fascismo (2da Edicao 2020)

Edit: tem um user nos comentarios falando que eh tudo inventado. Eu apresento as obras e autores para vcs confimarem por si mesmos. Confirmem nas obras e nao caiam no mal caratismo das pessoas.
Antes o papo era que Nazismo eh de esquerda e agora o papo eh que antifascistas sao fascistas. Ou socialismo em geral é fascista. E eu vejo que as campanhas populistas nunca falam do socialismo clássico fazendo correlações falsas com as ideologias de esquerda de hoje.
Vamos falar desse socialismo para buscar entender de onde vem e o que é fascismo.
O termo "socialismo" existe desde a Grécia antiga. É citado tanto por Platão em seu livro "A República" como também por Cícero na Roma Antiga. Oswald Spengler em seu livro "Prussianismo e Socialismo" publicado na década de '20, fala do Socialismo Prussiano (ou socialismo Teutonico/Germanico que data desde a epoca da queda do Imperio Romano). Esse socialismo que eles citam é o socialismo conservador.
As características do socialismo conservador (socialismo de direita) varia depende da época e povo, mas em geral se caracteriza por um estado paternalista, privilégio hierárquico social, preservação das instituições como religião e estatais (que ditam a vida das pessoas), o governo em controle da economia, preservação do capitalismo corporativista, nacionalismo, entre outras coisas. Algumas vertentes do socialismo conservador vão preferir a ditadura presidencial ou monarquia, enquanto outras vertentes vão preferir a democracia parlamentar ou presidencialismo.
Algumas vertentes, como o socialismo Prussiano/Germânico/Teutônico, tendem a hegemonia nacionalista. Tem vertentes que abolem a propriedade privada. Mas nenhuma das vertentes é contra o capitalismo, mas o contrário, são defensores do capitalismo corporativista pq acreditam que a prosperidade da elite reflete na prosperidade em sociedade.
Eu sei que muitos defensores do capitalismo dizem que capitalismo é somente quando ha estado minimo e nao intervenção na economia. Mas na verdade, tal descrição é do liberalismo e não do capitalismo (nem todo capitalismo é liberal). Mas eu explico isso melhor mais a frente.
Continuando... O termo socialismo vem da ideia do que o cidadão toma conta um do outro (hierarquia social), se foca em suas aptidões e trabalho visando a grandeza da nação (nacionalismo), abre mão da competição individualista liberal de enriquecimento e ascensão/prestígio pessoal (considerado liberalismo) e aceita sua posição social, não havendo assim conflito entre classes e todos focados no trabalho e grandeza da nação.
Independente da vertente, o princípio é que a nação deva ser regida como uma orquestra, ou como uma sociedade de formigas e abelhas. Ou como no caso da Prússia, como uma hierarquia militar. Não tentar ser o que vc nao eh. Como em uma orquestra o objetivo é ter a sociedade funcionando em harmonia. O solista não compete com o regente para ser regente, os demais da banda não competem com o solista. E assim buscam ter a estabilidade social como havia na idade média e demais épocas passadas.
O primeiro grande conflito contra o Socialismo Conservador (A princípio monárquico absolutista e feudal) eh o Liberalismo, que surge no meados de 1600' com o Inglês John Locke, conhecido como o pai do liberalismo. Surgiu como briga pela liberdade individual. Tal liberdade individual significa participação no poder (democracia), liberdade de expressão (poder questionar a sociedade e poder vigente), liberdade religiosa em que você pode escolher sua religião e não ser obrigado a seguir uma religião imposta pelo estado ou sociedade, livre comércio que é a liberdade individual em comercializar sem as oligarquias das guildas feudais (e depois estado) limitando a competição, igualdade de gênero que se opõem a hierarquia e determinismo social, e propriedade privada (o que para o liberalismo clássico significa o fim do domínio oligárquico dos grandes proprietários de terras, os senhores feudais).
Em resumo, o liberalismo significa a emancipação do camponês, podendo assim ser proprietário de terra e consequentemente competir individualmente para a prosperidade individual. Ou seja, o fim dos privilégios socioeconômicos de uma elite oligárquica. Thomas Paine, um dos fundadores dos EUA e filósofo, defendia a renda básica em 1797, em um panfleto que ele escreveu chamado Justica Agraria: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Agrarian_Justice
O conflito entre Socialistas Conservadores, que buscavam a volta dos princípios do feudalismo na época, e Iluministas liberais (Republicanos liberais) culminou na grande primeira revolução política, a Revolução Francesa em 1789-1799.
Uma curiosidade: O primeiro movimento feminista começou junto com o movimento de independência dos EUA em 1776. A própria declaração de independência dos EUA cita que todos os cidadãos, homens e mulheres, são criados iguais e livre. Uma das primeira obras do movimento feminista foi escrito por Mary Wollstonecraft, chamado "Vindication of the Rights of Women" publicado em 1796. As feministas esquerdistas vão surgir bem depois (após o surgimento do movimento operário de esquerda, Marxismo, na segunda metade de 1800).
Historicamente a direita é o que busca preservar ou conservar os princípios e tradições políticas, econômicas e sociais passadas (conservadorismo) enquanto a esquerda eh o que busca mudar os princípios tradicionais com novos princípios e ideias. Sendo assim, historicamente o Socialismo original (Conservador) defendia a monarquia, engessamento social e feudalismo, e sentavam à direita do rei (por isso chamados de direita). Os liberais (o que inclui os jacobinos citado por Max Weber em "A ética protestante e o espírito do capitalismo") sentavam à esquerda do rei (assim chamados de esquerdistas). Logo, os principios iluministas liberais tepublicano capitalista eh originalmente um movimento de esquerda.
O termo socialismo em si começou a ficar mais em voga a partir do monarca austríaco Klemens von Metternich em 1847, que junto com demais monarquistas, começaram suas campanhas contra o liberalismo.
O socialismo marxista (socialismo de esquerda) surge apenas a partir da segunda metade de 1800', quando Karl Marx, que inicialmente era liberal capitalista, chegou a conclusão que o problema das sociedades se resumem em conflitos de classes e que por isso, o ideal seria haver uma sociedade sem classes sociais, e consequentemente sem capitalismo.
Veja que tanto o socialismo/comunismo (socialismo limeral) quanto o socialismo classico buscam a estabilidade social. A diferenca eh que o primeiro busca pelo fim das classes sociais/capitalistas e o segundo pelo engessamento das classes sociais.
O socialismo liberal (Socialismo Marxista) eh irmao do Liberalismo capitalista. Ambos são frutos do Iluminismo Britânico e seu princípio no "contrato social" que surgiu com Thomas Hobbes (1651) e em seguida deu fruto ao Liberalismo com John Locke (1689). Ambos sao contra o socialismo conservador, que se opoem a liberdade individual e social tanto do republicano capitalista quanto do anti-estado comunista, socialista e anarquista,
O socialismo, comunismo e anarquismo surge como um novo movimento dentro do liberalismo iluminista, pq foi observado que após a implantação do estado republicano, políticos, classe econômica e capitalistas industriais usavam a máquina pública visando interesses próprios. O exemplo mais claro disso foi com a primeira república instaurada pela Revolução Francesa. O classe capitalista que servia a corte com seus produtos, e que por isso estavam mais próximo dos nobres, foram os que obtiveram o poder e influência no estado após a revolução. O resto da população continuava na miséria sem emancipação econômica e conflitos armados mataram muita gente nessa briga pelo poder. Já países onde houve mais emancipação dos camponeses que viraram proprietários de terras, os movimentos anticapitalista e anti-estado não foram tão fortes e o capitalismo foi melhor aceito pela população em geral (Inglaterra e EUA).
Em resumo, o socialismo original que existe desde os principios da obra "A Republica" de Platao, eh um socialismo conservador e que por isso de direita. Contra tal conservadorismo que na época era Monárquico absolutista e feudal, surgiu o Liberalismo Republicano (esquerda). Mas o primeiro passou a ser a terceira via quando os liberais republicanos se tornaram os conservadores, e então direita, e os opositores esquerda.
Os monarcas e antigos senhores feudais faziam campanhas políticas para conseguir suas terras e poder económico de volta. E em geral eles tiveram muito apoio da classe média (que eram os artesãos na idade média). Era um movimento que buscava voltar ao feudalismo ou da monarquia absolutista (ou ambos) para obter o socialismo conservador de volta (classe social engessada). Pq o iluminismo que culminou no liberalismo, fez com que os donos de terras e artesãos (que se tornaram classe média no capitalismo) perdessem seus privilégios e estabilidade social. Principalmente os artesãos que no feudalismo tinham o mercado protegido pelas guildas mas no capitalismo passaram a ter que competir para não virar classe trabalhadora (pobre). Além de se verem obrigados a fazer dívidas com bancos para conseguir competir, etc… e nessas campanhas surgem movimentos como o pan-europeu, defendendo privilégios sobre terras, poder, mercado e posição social como sendo um direito natural étnico, nacionalista, sanguíneo, etc. E eh dia que comeca a formar o fascismo.
Os estadistas e capitalistas que estão no topo da cadeia social, no capitalismo republicano, começam a fazer campanhas e políticas contra o socialismo clássico que visa o fim da competição individual social liberal.
E para obter o apoio da classe média, começam a oferecer alternativas de estabilidade social como o estado assistencialista ou segregação social (quando não ambos). Essa segregação social é uma forma de garantir a estabilidade social reduzindo a competição social, dando privilégios a certos grupos e segregando outros ao acesso de emergir a tais classes privilegiadas.
O Imperador Prussiano Bismarck que tentou modernizar a Alemanha acabando com o poder dos antigos senhores de terras e as tendência de preferência pelo socialismo clássico da população em geral, implementou o estado de bem estar social em 1883, para obter o apoio da população pelo estado liberal.
A classe média também fazia campanhas para obter apoio da classe operária contra os capitalistas (donos de fábricas) classe econômica (donos de bancos e demais instituições financeiras), pq a classe média (artesãos ou pequenos empresários) não conseguem competir com grandes empresários capitalistas, e viam os bancos (em que os judeus tinham a fama de serem os donos) como parasitas que vivem dos juros das dívidas da classe média.
Essa união entre classe média e operários tende tanto para o estado de bem estar social (democracia social) quanto para o lado que ainda busca a estabilidade social através da segregação social (limitando minorias na competição social). Esse segundo eh de onde vem o fascismo. A carteira de trabalho implementada pelo Mussolini foi a forma de dar maior garantia de estabilidade social aos trabalhadores nacionais e assim aceitarem suas funções/posições operárias.
Em resumo, o fascismo busca a estabilidade social, através da segregação social limitando a competição social (engessando as classes sociais em dificultando minorias em emergir socialmente, gerando então menos competitividade e estabilidade social para as classes privilegiadas). Essas minorias podem ser desempregados, estrangeiros, negros, judeus, etc.
A questão do estado é uma forma de garantir tal estabilidade social através do nacionalismo (limitando direitos e acesso a estrangeiros ao mercado de trabalho) por exemplo. Como também usando a máquina burocrática para beneficiar alguns (militares, políticos, latifundiários, algumas classes de empresários) e limitar outros grupos a competição social com os privilegiados.
Logo, estado inchado e burocratico por si so nao eh fascismo. Isso seria uma falsa correlacao. O estado é só uma ferramenta. O fascismo é a segregação socioeconômica em busca de estabilidad social.
Todo discurso sobre supremacia étnica, nacional, racial, etc, são discursos populistas para ganhar a massa com simplismo, medo, pseudo ciência e mitologias. Por trás de tudo isso está o controle da massa pelo medo da falta de estabilidade social, então transformada em medo social (ao estrangeiro, pobre, negro, judeu, mulheres, movimentos como o feminismo, etc).
O Nazismo em si eh o socialismo prussiano (conservador) em sua forma altamente populista (tentar ganhar apoio popular culpando Judeus e demais estrangeiros pelo desastre econômico pós primeira guerra).
Eu entendo que muita gente associa o comunismo com ditaduras e falta de liberdade, e consequentemente com Nazismo. Como tambem associam capitalismo sendo sinonimo de liberalismo. Mas como a maioria do conhecimento popular, isso eh apenas um emaranhado de correlações falsas populistas.
O liberalismo clássico em si eh contra o "pro business". Adam Smith já dizia que grandes empresários eram uma ameaça ao Liberalismo e democracia, já que quando empresas obtêm grande poder elas passam a ser como um estado ou a manipular o estado. Eh ai que o liberalismo clássico se difere do Neo-Liberalismo ao qual eh "pro-business" com a filosofia de que quanto mais grandes empresários ganham dinheiro mais dinheiro é escoado na sociedade, levando prosperidade econômica a todos..
Por mais que muitos hoje dizem que o capitalismo só funciona quando não tem intervenção governamental, os liberais clássicos viam que governo é importante para que haja capitalismo (diferente dos anarquistas capitalistas). Max Weber mesmo escreveu sobre a teoria do Iron Cage que diz que o crescimento do estado é uma demanda do próprio capitalismo para que o capitalismo possa crescer (Neoliberalismo).
Para aqueles que leram até aqui eu agradeco pela atencao e tolerância em buscar conhecer ou entender uma outra perspectiva (Entender um ponto de vista nao eh sinonimo de concordar, e por isso eu não estou esperando que haja concordância).
Eu por exemplo nao gosto e nao concordo com o socialismo conservador, mas eu busquei as obras de Spengler quanto a de Platão para entender melhor o que de fato eh o conservadorismo, socialismo e nazismo. Da mesma forma que eu não concordo com o comunismo, mas eu busquei entender o que é comunismo lendo Marx entre outros (ao qual também existem inúmeras vertentes em que discordam uns dos outros).
Eu sei que muita gente se recusa a ler "O Capital" de Marx pq eh um livro comunista. Mas o livro quase não fala sobre comunismo ou socialismo liberal. O livro todo aborda e analisa o capitalismo, e ao contrário do que muita gente pensa, ele não fica o livro todo criticando o capitalismo. No livro ele muitas vezes fala até bem do capitalismo em certos pontos (mas a conclusão final dele eh que o sistema precisa ser substituído ou será substituído naturalmente), mas em geral ele apenas apresenta uma análise do sistema, motivo pelo qual eh ainda um livro lido e estudado nos cursos de economia (mesmo que ninguém concorde ou defenda Marxismo.
Para finalizar com uma última curiosidade. Algo que todos esses sistemas têm em comum, independente de eh contra ou afavor de estado, contra ou a favor da liberdade individual, contra ou a favor do capitalismo, é que todos eles tem como engrenagem a questão do trabalho. Max Weber explica a implicância da "doutrina do trabalho" que vem da ética religiosa que passa a fazer parte do espírito do capitalismo (e seu princípio meritocrático). O socialismo conservador, principalmente em fascismo (e nazismo) tem como princípios o trabalho como forma de liberdade do interesse individual (considerado corrupção social) visando o grandeur da nação. O Comunismo tem como princípio o poder da mão de obra dos trabalhadores como a geração de riquezas ao qual o capitalista extrai riqueza e desejam que os trabalhadores fiquem com tal riqueza.
Mas tem uma vertente comunista chamada comunista autônomo que surgiu na itália, que é contra tal "doutrina do trabalho". Segundo eles, a engrenagem do capitalismo é a doutrina do trabalho e que por isso, o comunismo está fadado a falhar e retornar ao capitalismo pq eles mantêm tal engrenagem.
Diante disso surge o movimento anti-trabalho (ou anti-trabalhista), ao qual eu não conheço muito mas estou em busca em aprender (e compreender mesmo que se não concordar).
Eu não sou historiador, acadêmico, youtuber e nem intelectual. Por isso, eu espero que esse thread desperte a curiosidade para que vcs continuem interessado e pesquisando para buscar mais compreensão e correção do que eu possa ter mal interpretado ou compreendido (mesmo não concordando).
Para pessoas sem caráter que sempre fala da liberdade de expressão e acusa protestos de minorias e esquerdas de fascismo por serem violentos, mas sempre terminam a conversa demonstrando suas frustrações e intolerância com violência verbal e ataques pessoais, serão ignorados por mim.
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2020.05.01 10:57 kong-dao COVID-19: GDPR Violado

La pandemia abrazó al mundo en un aspecto sanitario y tecnológico, las distopias de Aldous Huxley o George Orwell (entre otros) aparecieron para quedarse, la realidad siempre supera la ficción, oculta desde la sombra miraba todo, lista para arrimarse cuando quisiera.
Con la idea de mezclar ambas partes, ciencia y tecnología, las empresas no tardaron en hacer una sinfonía orquestada que aturde a usuarios con el bombarde de información por medio de la televisión, radio, prensa o internet, que además utiliza como herramientas de control sin su conscentimiento, la excusa: COVID-19. No ahondaré en países donde la vigilancia rompe con todas las "libertades civiles" como China, Rusia, Corea del Norte, Corea del Sur, Estados Unidos, Australia, Canada, Nueva Zelanda, Japón, Israel, Iran y más, pero sí donde los políticos se regocijan y vanaglorian de las leyes aprobadas: Europa.
La "fiebre tecnológica" saltó al mundo cuando la OMS declaró la pandemia, miles de empresas de hardware y software especializadas en mediciones térmicas empezaron a frotarse las manos para "predecir" los síntimas del virus: fiebre, fatiga, pérdida del apetito y el olfato, tos, dolor muscular (efecto secundario de la fiebre), son los más "comunes" Resulta dificil atribuir a un virus síntomas tan generales, pero no tanto gracias a la tecnología que se instalará en aeropuertos, aviones, edificios públicos y privados (compañías) y no es casualidad que el "mercado térmico" haya saltado como nunca antes con un valor estimado de €65 Billones según Telegraph
Recientemente Google y Apple se asociaron para "ayudar" con su aporte tecnológico, crearon una API (Programa de Aplicación con Interfaz - Application Programming Interface) hoy conocida como "app", que estará en los sistemas operativos Android e iOS a partir de las proximas actualizaciones de software. La aplicación utilizará el sistema de Bluethooth para identificar, gracias al GPS, cerca de quien estuvo, cuándo y dónde, hará "tests" de COVID-19 que si da positivo se enviará a las autoridades y luego se enviarán una alerta de forma anónima a la persona que estuvo en contacto con el "infectado". Ante esta iniciativa del sector privado, los gobiernos de Francia y Alemania levantaron la mano para pedir acceso a los códigos, mientras ellos desarrollan sus propias APIs con la ayuda de los institutos Inria (Francia) y Fraunhofer (Alemania) ambos miembros del proyecto PEPP-PT (Pan-European Privacy-Preserving Proximity Tracing) los que según la documentación oficial subida a Github (compañía adquirida en 2018 por Microsoft en U$7.5 Billones) no muestra el código fuente, solamente se ven unos cuantos pdf además de las 43 incidencias entre las que se relacionan los problemas de privacidad y seguridad que ofrece la "app", cuyo último documento fue subido por el primer instituto fechada el 30 de Abril de 2020 diciendo respetar las normas mínimas del GDPR (¿Qué dice el GDPR? Lo aclaro debajo) La pregunta sería ¿cómo la API puede descartar los falsos-positivos? Aún no está claro. Lo que si está claro es que el mismo documento oficial aclara que el impacto será la Vigilancia Masiva, los informes son precarios con respecto a la información técnica sobre la tegnología que utilizarán y si la app será centralizada o descentralizada, es decir de código abierto (open-source) o código cerrado (al que acceden solamente los "dueños") que de momento sería el último caso. Este plan o proyecto "pan-europeo",comenta Thomson Reuters, fue apoyado por las más grandes empresas de telecomunicaciones de Europa entre las que se encuentran: Vodafone, Deutsche Telekom, Orange, Telefonica, Telecom Italia , Telenor, Telia y Telekom donde la primer ministra alemana Angela Merkel apoyó de forma rotunda tras bloquear las acciones de Trump para comprar vacunas a CureVac (farmaceutica alemana subvencionada por la Fundación Bill & Melinda Gates) Desde el mes de Abril los países que comenzar con el plan fueron: España, Italia, Noruega, Belgica, Inglaterra, Portugal y Grecia.
La página oficial de la empresa española Telefónica muestra de forma orgullosa su historia colaborativa con Facebook, además de asociarse con Google y el gobierno español para desarrollar una "app" local y combatir el COVID, empresas que la Comunidad Europea estaba bloqueando por considerarlas "comeptencia".
Vodafone tiene actualmente trabajando a investigadores pagados por la Fundación Bill & Melinda Gates para luchar contra la pandemia, una con la que tienen relación hace más de 10 años según la web oficial de la institución. (Esta fundación ya fue expuesta en otro articulo sobre su intención de reducir la población mundial y cómo se relaciona con la infame OMS)
GDPR
En 2016 la Comunidad Europea aprobó la Regulación de Protección General de Datos (siglas en inglés: GDPR) aplicada (tardíamente) en 2018 para trabaja a la par es el Comité Europeo de Protección de Datos (EDPB por sus siglas en inglés) Esta última, dirigada por la abogada Andrea Jelinek, hizo publico un breve comunicado de 3 páginas en la web oficial el día 19 de Marzo de 2020, en la 1er pág. cita:
Emergency is a legal condition which may legitimise restrictions of freedoms provided these restrictions are proportionate and limited to the emergency period. (La emergencia es una condición legal que puede legitimar las restricciones de las libertades\, siempre que estas restricciones sean proporcionadas y limitadas al período de emergencia)*
*[La palabra legitimar deriva de legítimo, es decir, legal, lícito o permitido, lease "es permitido restringir las libertades"] Condición anti-ćonstitucional de los "derechos humanos" que rechaza de pleno el Articuloº13 sobre la libre circulación.
El 20 de Abril, una publicación de Bloomberg declara:
We know that cellphone contact tracing is effective, though, in part through documents made public by the former U.S. intelligence contractor Edward Snowden describing how the National Security Agency gained access to global location data by tapping into mobile network cables. Intelligence agencies used this data to uncover hidden associations of known targets based on intersecting movements. (Sin embargo, sabemos que el rastreo de contactos de teléfonos celulares es efectivo, en parte a través de documentos hechos públicos por el ex contratista de inteligencia de los Estados Unidos, Edward Snowden, que describen cómo la Agencia de Seguridad Nacional obtuvo acceso a datos de ubicación global al conectarse a cables de redes móviles. Las agencias de inteligencia utilizaron estos datos para descubrir asociaciones ocultas de objetivos conocidos basados en movimientos de intersección.)
Recientemente el navegador Brave que apunta a la privacidad de los usuarios (pero no más que el open-source Firefox) denunció a la comunidad Europea por violar las políticas de GDPR con respecto a los usuarios, alegando que los gobiernos están fallando en respetar las políticas que ellos mismos crearon para proteger a los usuarios.
El periódico inglés Daily Mailpublicó un articulo titulado: "Cuando las pandemias golpean, el libro de reglas sale volando por la ventana": Expertos advierten que el rastreo de smartphones para encontra el coronavirus puede pavimentar un gran camino a la vigilancia masiva
Otro medio que levantó la alarma fue Politico con el titular: La privacidad amenazada en Occidente por combatir el virus
Está claro que gracias a la tecnología GPS se puede hacer un seguimiento bastante preciso, se puede saber dónde vive, dónde trabaja, con quien se junta (por proximidad entre los móviles que transmiten beams o beacons) y dónde, con qué frecuencia visita x lugares, los sitios turisticos o de consumo que frecuenta, información obviamente detallada por una cronología que indica en qué hora, min y seg, si se estuvo moviendo o estuvo quieto. Un instrumento más del hoy llamado Big Data
Las más grandes tecnologías, medios de comunicación, y gobiernos están haciendo de "reguladores de información" contra las "fake news", unas falsas noticias que ellos mismos crean para generar confusión y desinformación en la sociedad actual, así es más fácil de dirigir a las masas hacia un futuro sin libertad de expresión, sin libre-pensamiento, sin democracia, es decir, sin libertad(es) y que además viola los derechos humanos, y las leyes que los mismos gobiernos crearon.
La tecnología es una poderosísima herramienta, saber usarla está en sus manos, ignorarla es dejar que otros la usen en su nombre para hacer bien o para hacer mal, algo que usted nunca sabrá.
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Anexos:
Población de Europa (2020) - Fuentes:
World Population ReviewPopulation PiramidWorld Meters
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2020.03.08 23:35 Galactic-Awaken ENERGÍAS de la SUPER LUNA LLENA

 SUPER LUNA LLENA EN VIRGO DEL 9 MARZO 2020
Saludos:
La súper Luna Llena del 9 de marzo cae en el signo de Virgo. Poco después de la cumbre de esta Luna Llena, el planeta de Virgo se posicionará directamente en Mercurio y señalará el final de nuestra degradación. Tener a estas dos poderosas Energías consecutivas, nos ayudará a aclarar las cosas para que podamos ver el panorama general. Esto es tanto más cierto, ya que la Luna Llena en marzo es una súper Luna.
LAS SÚPER LUNAS SE ESTÁN ACERCANDO A LA TIERRA, LO QUE NOS PERMITIRÁ SENTIR FUERTEMENTE SUS EFECTOS.
RESULTA IMPORTANTE QUE NOS MANTENGAMOS HIDRATADOS Y NOS TOMEMOS UN TIEMPO PARA RECARGAR NUESTRAS BATERÍAS.
Esta súper Luna Llena nos iluminará en las cosas que nos parecieron brumosas o borrosas. Nos dejará un rastro de migas de pan, para que podemos seguirlo así podamos encontrar nuestro camino.
¿A qué no le prestas atención?
¿Cuáles son los signos o síntomas obstinados que has rechazado?
Esta Luna en Virgo es un buscador de la Verdad y nos guiará a seguir el rastro de las migas de pan para que podamos llegar a nuevos logros, curaciones y avivamientos. El signo de Virgo está representado por la virgen, pero este símbolo apunta más bien a entrar en nuestra propia fuerza y en nuestra Sabiduría interior. Se trata de saber que tenemos el Poder de sanarnos a nosotros mismos, a otros, al planeta y a nuestro corazón colectivo. El mes de marzo tiene una Energía poderosa y audaz, y con esta Luna, grande y brillante en el Cielo, sentiremos las intensidades y las transformaciones que traerá este mes. Una Energía poderosa y transformadora fluirá a lo largo de marzo, y con esta iluminación o brillo de la Luna Llena, debemos asegurarnos de proteger y de cuidar a nuestra propia salud y bienestar.
Haz una cita con el médico, ve a hablar con un terapeuta, sal a caminar, siéntate a meditar, arregla tu cabello.
Haz lo que sea necesario para honrar a tu propio viaje de sanación y para sentirte bien contigo mismo.
La Luna Llena en marzo también nos preparará para el comienzo del año astrológico que comenzará en el Equinoccio de este mes. Esta es la hora de que entremos en un nuevo ciclo, pero antes de que podamos embarcarnos en este nuevo camino que se nos abrirá, debemos hacer que las personas acepten nuestra situación actual. Debemos aceptar radicalmente a nuestro pasado, a nuestro dolor, a nuestro duelo, a nuestros errores, a nuestros triunfos, a nuestra familia y a nuestra historia, para que podamos avanzar. A veces toma tiempo para que suceda la aceptación, y eso está bien, pero esta Luna Llena abrirá un camino que lo iluminará con su Luz, y si queremos dar este paso hacia adelante, si estamos listos para aceptar lo que sucedió, habrá una Energía que nos apoyará y nos sostendrá.
ACEPTO, ACEPTO TODO LO QUE ME HA PASADO. ACEPTO LAS CIRCUNSTANCIAS ACTUALES DE MI VIDA. ACEPTO QUE LAS COSAS SEAN ASÍ. ESTO NO SIGNIFICA QUE NO PUEDA HACER CAMBIOS, CUANTO MÁS ACEPTO, MÁS RECONOZCO LAS CIRCUNSTANCIAS DE MI VIDA, MÁS ENCUENTRO LAS RESPUESTAS.
Neptuno, el planeta de la espiritualidad, también estará muy activo con motivo de esta Luna Llena. Nos guiará fuera de nuestro ego y a un lugar de corazón y del Alma. Su Energía puede fortalecer a nuestra intuición y brindarnos sueños vivos o proféticos. Toma nota, porque así es como Neptuno se comunica con nosotros. Pase lo que pase bajo esta Luna Llena, sepan que la Energía de Neptuno nos animará a trabajar con nuestro corazón y a mantener nuestro ego bajo control. En este tiempo, nos animará a trascender lo físico, así podamos ver las cosas a través de la lente de nuestro Ser Superior. Esto puede ser difícil de hacer, porque a lo largo de la vida, podemos habernos vuelto reactivos, podemos estar bloqueados, podemos estar molestos y disparados. Y ES ASÍ.
Somos humanos, necesitamos a nuestro ego y tenemos que aprender a llevarnos bien con él. Pero también necesitamos a nuestra conexión espiritual, debemos salir de lo común y físico, para ver que somos mucho más que eso. La vida es un viaje temporal, ninguno de nosotros está aquí para siempre. La Tierra es como una escuela donde venimos a aprender, crecer, probar y experimentar. Todas estas experiencias, ya sean dolorosas o trágicas, o maravillosas o hermosas, están ahí para ayudarnos a crecer. Cuanto más estimulante sea la experiencia, más podremos crecer. Esta mentalidad es la que Neptuno nos ayuda a crear y tú tienes el poder de sentir y de encontrar tu propia Verdad en estas palabras.
ERES PODEROSO, ERES INTUITIVO, PUEDES SINTONIZARTE CON LA LUNA Y DEJAR QUE TE GUÍE.
La Luna Llena de marzo nos preparará para este nuevo capítulo que está despertando en este tiempo de Iluminación, curación y autoaceptación radical. TANAAZ
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2020.02.29 00:05 paniniconqueso Algunos euskerakadak que se cuelan en el habla de algunos bilingües

Llevo un rato aprendiendo el euskera, la lengua vasca, y quería compartir con vosotros unos ejemplos graciosos de lo que puede pasar cuando una persona habla dos idiomas.
No hace falta decir que no todos los vascos hablan así, ni incluso todos los bilingües. Pero este fenómeno sucede en la vida real entre ciertas personas.
Estas citas están sacadas del grupo de FB 'Neuk ere euskerakadak sartzen ditut gazteleraz aritzen naizenean' (yo también meto palabras/frases vascas cuando hablo castellano) y de este hilo de Twitter.
Estaba terminando el azterketa y ha pegado el timbre. (Txirrinak jo du).
Azterketa significa examen.
Ha pegado el timbre viene de la frase en euskera, txirrinak jo du 'el timbre ha pegado'.
Beasaingo 12 urteko ume batek gazteko klasean: "¿lo tenemos que leer para nuestra cabeza?"
Un niño de 12 años de Beasain (un pueblo en el País Vasco), en su clase juvenil: "¿lo tenemos que leer para nuestra cabeza?"
A mi parecer, hay dos opciones para restaurar lo que fue la frase original que el niño tradujo en castellano.
O el niño quería decir irakurri behar dugu gure kabuz? i.e. ¿lo tenemos que leer por nuestra cuenta? (literalmente, por nuestra cabeza) o irakurri behar diogu geure buruari? i.e. ¿Nos lo tenemos que leer a nosotros mismos? (literalmente, a nuestras cabezas).
Nere birraitonak esaten zun, ta ordutikan nere etxean etengabe esaten da: "hemos ido Ion y los dos" (Ion ta biok jun gea)
Nuestros bisabuelos solían decir, y desde entonces en nuestra casa siempre hemos dicho: "hemos ido Ion y los dos"
En castellano, sería: Nosotros los dos hemos ido, Ion (un nombre) y yo.
En euskera pero, es Ion y los dos hemos ido. En euskera, se cuenta o enumera a la gente así: el nombre de una persona X + la cifra total de las personas en el grupo (el interlocutor incluído).
Así que, lo que en castellano sería 'mi madre, mi hermana y yo fuimos al cine' viene siendo en euskera 'nire ama, arreba/ahizpa eta hirurok zinemara joan ginen', eso es 'mi madre, mi hermana y los tres fuimos al cine'.
Y ahora, pasamos al hilo de Twitter
"No sé qué y si sé qué"
Un calque exácto de la expresión vasca ez dakit zer eta badakit zer, que en resumidas cuentas equivale a 'blablabla, palabrería'. Por ejemplo:
Mundu guztia aztoratu zen harrizko bi buda erraldoiak leherrarazi zituztenean Afganistanen: "Ze pena kultur ondarea suntsitu izana", ez dakit zer eta badakit zer, hemen eskultura-lan fisiko bat baino askoz ere garrantzitsuagoa den zerbait garbitzen ari diren bitartean.
Todo el mundo se alteró cuando se cargaron a los dos Budas gigantes de piedra en Afganistan: "Ay, que pena que el patrimonio cultural se perdiese", bla bla bla, mientras que aquí (en Pamplona), están arrasando algo que es mucho más importante que una obra de escultura.
Nire aitaginarrebaren "kopulatiboa" bukaeran: "ogirik ez daukagu eta" "no tenemos pan y".
El copulativo de mi suegro, al final de la frase: "ogirik ez daukagu eta" "no tenemos pan y".
En euskera, se puede poner el copulativo eta al final de la frase, para dar muchas veces, como aquí, un toque causal. Si ponemos la frase inicial en un contexto, se da algo así: Pasas por la panadería? Que ya no tenemos pan.
Me he caido y he cogido mucho daño. Tengo daño
En euskera, min hartu dut, literalmente 'he cogido, tomado daño' y min dut 'tengo daño'.
"No me anda el reloj", Kantabrian nenbilen eta ahoa bete hortz lotu zen erloju-dendakoa eta galdetu zidan ea nongoa nintzen eta barreka hasi zen. ; )
"No me anda el reloj", yo estaba en Cantabria y se quedó boquiabierto el/la dependente de la relojería y me preguntó de donde era, y se echó a reír. ; )
En euskera, ez dabilkit erlojua, literalmente 'no me anda el reloj'.
Bueno, y si tenéis más, ¡no olvidéis a compartirlo en el hilo de Twitter!
¿Tenemos hablantes de lenguas mexicanas aquí? ¿Os pasa algo parecido?
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2019.11.10 06:48 atacms Proofreading on my writing prompt

Hi, spanishhelp. I had to write a prompt last week describing a restaurant I was familiar with, would any of you mind looking over my rough draft and letting me know what I can improve on? Thanks!

¿ Estás cansado de la comida aburrida? ¿Estás buscar algo delicioso pero barato?¡ Prueba un restaurante etíope! La comida es excelente, muy deliciosa y barata. Hay mas resturantes etíope en Seattle algunos son buenos, otros son malos, pero, no tienes que tomar el riesgo. Tu guía esta aqui decir donde ir.
El mejor resturante es en esquina de calle Martin luther king jr y cherry. El resturante es un pequeno pero ambiente cálido lugar con barra lleno. Tienen empleodos simpaticos, habitación aislado, y musica buena claro comida excelente. Traes una cita o bebidas con sus amigos, el menú tiene opciones tanto para comedores de carne como veganos. Se sirve con una gran porción en el famoso pan agrio. No comes con tenedores o cuchillas, pero, comes con manos. Todos se sientan una mesa y comen de un plato y aquí la comida sirve como el centro de la comunidad.
El mejor plato es la combinanción especial de carne que tiene espinacas, salsa lentejas, salsa carne con un poco de ensalada etíope es muy rico pero muy picante. Necesitas traer algunos leche contigo antes ir o mantente alejado comida picante. Despues, disfrutar algun cafe etíope con amigos, famila, o ambos.
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2019.10.01 18:19 Tuukanno League Roundup: Brasileirão Série A [22nd Round]

Brief note: Tomorrow (Wednesday, 2nd of October) will be a busy day for Brazilian football, two postponed Brasileirão matches plus the first leg of the Copa Libertadores semifinal will be played. Atlético Mineiro x Vasco da Gama and Chapecoense x Corinthians for the Campeonato Brasileiro; and Grêmio x Flamengo for the Libertadores. If you'd like to see the matches, the first two will be played at 7:15PM BRT, while the latter at 9:30PM BRT.
(3:15PM and 5:30PM in PDT; 6:15PM and 8:30PM in EDT; 11:15PM and 1:30AM in BST; 1:15AM and 3:30AM in AST; 3:45AM and 6AM in IST; 6:15AM and 8:30AM in CST; 8:15AM and 10:30AM in AEST)
Pos. Club W D L Pts. Form
1 Flamengo 15 4 3 49 WWWWD
2 Palmeiras 13 7 2 46 WWWWD
3 Santos 12 5 5 41 DLLDW
4 Corinthians1 10 8 3 38 WDLWW
5 Internacional 11 4 7 37 WWWLD
6 Bahia 10 7 5 37 WDLWW
7 São Paulo 9 9 4 36 LDWLD
8 Grêmio 9 7 6 34 WWWWL
9 Athletico Paranaense 9 4 9 31 DLDWD
10 Atlético Mineiro2 8 3 9 30 LLLLW
11 Goiás 9 3 10 30 LLWWW
12 Botafogo 8 3 11 27 WDLLL
13 Fortaleza 7 4 11 25 LDLLW
14 Vasco da Gama2 6 5 9 24 LLWDL
15 Ceará 6 5 11 23 DDLDL
16 Fluminense 6 4 12 22 LWLDW
17 Cruzeiro 4 7 11 19 LLLDL
18 CSA 4 7 11 19 WDWLL
19 Avaí 3 7 12 16 LWWLL
20 Chapecoense1 3 6 12 15 LLLLD
Copa Libertadores Pré-Libertadores Copa Sul-Americana Série B
1: The 21st round match between Chapecoense and Corinthians was postponed due to the latter’s participation in the Copa Sulamericana semifinals. The match will be played in the 2nd of October.
2: The 21st round match between Atlético Mineiro and Vasco da Gama was postponed due to the former’s participation in the Copa Sulamericana semifinals. The match will be played in the 2nd of October.

Flamengo 0x0 São Paulo


Flamengo get denied by a superb showing from São Paulo’s defence.
On the previous Brasileiro round, this match’s hosts continued their win streak by defeating Internacional, while the visitors lost against Goiás in disappointing manner. Flamengo and São Paulo’s last encounter ended in a 1x1, despite the former’s XI for the game being composed of reserve players. For this encounter, Mengão rested a couple players, but not a complete team compared to last time. Under new management, again, Soberano fielded a team very much alike to their previous round’s one. Considering the circumstances surrounding the paulistas, their posture for the game couldn’t been anything less than sitting back and looking for counters. The cariocas tried hard to break down the visitors’ defence, but were denied by keeper Tiago Volpi. Still in the first half, São Paulo had a goal rightfully disallowed by an offside. For the second 45 minutes, the hosts subbed on their starters who were resting. The changes proved effective, especially considering the difference in quality between the key players and their replacements. However, Flamengo kept being stopped by Volpi in all attempts. When the ball actually got in, an offside call saved the Tricolor Paulista. The Urubu didn’t get much challenge on their end, outside of maybe one dangerous chance for the opponents. A goalless draw that in no way, shape, or form, was a drag. Nice. Side note: During this midweek, Flamengo will travel south in order to face Grêmio, it’ll be the first leg of their Copa Libertadores semifinal affair.
The cariocas remain in 1st place with 一 thanks to Sunday’s results 一 3 points separating them from the runners-up. Sucks to drop their immaculate record at home, but all eyes are on their middle of the week match. As for the paulistas, feels like a bullet was dodged after giving their new manager a debut against the leaders. They dropped from a Copa Libertadores spot for now, but the beginning of Diniz’s reign should prove enough to replenish the supporters hopes for the remainder of the season.

Corinthians 1x0 Vasco da Gama

59’: Ralf (COR).
Corinthians defeat Vasco, but the match’s highlight was the VAR show.
Neither the paulistas nor the cariocas played in the tournament’s previous round. However on the last Brasileirão round they played, Timão won against Bahia and Vascão drew with Athletico Paranaense. And on the last time they played each other for the Campeonato Brasileiro, a boring 1x1 draw between Vasco and Corinthians. Both teams fielded their best available team, looking for immediate responses to their supporters. The first half was a drag, with very few moments of enthusiasm from each side. Whenever one team got in front of the goal, the players’ shots let the viewers down. One highlight of the half was the long time needed for the referee to invalidate a bizarre Timão’s goal. Despite the foul by centre-back Manoel, the ref with the assist of VAR took about 5 minutes to make a decision, yikes. The sides returned a little better from the break, being accentuated by an early goal from the Gigante da Colina. However, the score remained intact after VAR checkage of a very dubious offside call. A couple of moments before this controversy, Corinthians grew within the game, reaching their winning goal. A golazo by veteran defensive midfielder Ralf, one of the club’s most liked players. With the disadvantage at the score, Vasco started to take control of the match, making subs in order to breathe new life into the team. Their late pressure almost bared fruits, but they weren’t so lucky. To close things off, another irregular goal was invalidated by VAR, this time without much fuzz (and delay). Well, for the home team another win to up their morale after the tragic end to their Copa Sulamericana campaign, as the dire atmosphere surrounding coach Carille seems to fade bit by bit. On the other corner though... Let’s just say that neither manager Vanderlei Luxemburgo nor chairman Alexandre Campello are taking the VAR situation lightly. Side note: Both teams will have midweek affairs for postponed matches of the 21st round. Corinthians will travel south in order to face Chapecoense, while Vasco da Gama will visit Atlético Mineiro.
The corinthianos finally enter the G4 after a spell out of there. The board, and now the manager, keep mentioning their desire to fight for the Brasileirão title, maybe the /madlads weren’t playing around? On the other side, the vascaínos see the Z4 on their rear window. The tough following matches will certainly keep everyone, players and supporters, up at night.

Internacional 1x1 Palmeiras

27’: Patrick (INT); 57’: Willian (PAL).
Inter and Palmeiras split halves.
Colorado returned home after a controversial defeat to Flamengo. While Verdão demolished poor CSA. On their last encounter for the league, Palmeiras defeated Internacional by the slimmest margins in a 1x0. A top of the table clash with both teams fielding their best players? In my good christian Brasileirão 2019??? Yes, it happened, I swear. The hosts started the match better than anticipated, but also kinda expected considering their track record. They limited the visitors to just a few chances in the first 45 minutes, while being able to attack reliably. The lead came after a nice cross came at just about the height for handyman Patrick to head it in. Porco’s reaction started after being taken aback from the first half goal, however their equalizer only came in the second half. The levelling goal solidified the team’s good performance in the last 45 minutes. Opposed to before, Saci started being pressured in their part of the pitch. The clash outside the four lines continued, with subs being made left and right. The comeback goal for Palmeiras came around the last moments of the game, but it couldn’t be a Campeonato Brasileiro match without some VAR shenanigans to add the cherry on top. This week’s hotly debated point was the play leading up to the winning goal. I’m kinda done with the whole soap opera surrounding this round, so I’ll leave it for you to decide. To top off the drama, after the match ended Internacional fans chanted loudly against manager Odair Hellmann. Geez Louise.
Colorado drops from a direct qualification spot for next Libertadores’ group stage, putting more and more pressure over manager Odair’s head. The situation at the moment is cloudy. Porco waste a rare chance to diminish their distance to the league leaders. The VAR intervention on their possible winning goal will certainly be this week’s hot topic, especially considering the comments after the match…

Santos 2x0 CSA

36’: Carlos Sánchez (SAN); 58’: Eduardo Sasha (SAN).
Santos brush CSA aside.
The paulistas slipped up in the last round, drawing with Fluminense after pulling ahead in the score. While the alagoanos would rather not remember their previous outing for the Brasileirão, a beating by Palmeiras. The last time Santos and CSA faced each other, an electric 0x0 draw took place. The sides were looking for immediate bouncebacks after their respective results in the 21st round, however pretty much only one team dominated the actions of the game. The visitors retracted into their part of the field and stayed there throughout the first half, a clear effort to prevent the occurrences of their previous Brasileirão game. Despite being all up on their opponents’ face, the home team struggled to break the deadlock. In order to drill one in, the hosts counted with a little helping hand from a Azulão defender. The penalty sealed the first half’s dull affair, paving way to even more boring times ahead. Peixe continued their press, not long before finding another goal. With a comfortable lead, the paulistas started to get sloppy, with the byproduct of yet another centre-back sending off for them. It has already happened a couple times, and looks like it will keep happening again. Despite things getting easier for them, the alagoanos just weren’t on their day. The little press they attempted after the red card didn’t create any meaningful danger to their adversaries’ lead. A sordid end of match.
Santos get back to winning ways and, more importantly, stabilize their position in the tourney’s G4. Fuck it, let’s go further: not only they get back to winning ways, but enter the title race once again, lowering their points difference to the leaders to 8. As for CSA, all eyes on their next game. The club knew this run of games were tough, so given the circumstances they’ll try to not think about the last few games too much.

Fluminense 2x1 Grêmio

6’: Nenê (FLU); 49’: Caio Henrique (FLU); 74’: Patrick (GRE).
Fluminense defeat Grêmio’s reserves.
On the league’s 21st round, Nense drew with Santos in a heated game. While Imortal thumped Avaí mercilessly. The visitors fielded a fully rotated squad, resting key players for their midweek game. The game started with a bang, a goal in Fluminense’s first shot of the match. Despite playing their reserves, Grêmio held possession and created a couple of chances in the first half, but nothing of real substance. Returning from the break, the cariocas added to their advantage with a neat goal from defensive midfielder turned left-back Caio Henrique. The gaúchos continued trying to press in order to salvage something out of the game, but not finding any luck. After knocking and knocking, the Imortal plucked one goal back, but it was pretty much it for the match. A couple instances revolving penalties calls became the game’s point of discussion: in special a controversial handball and a harsh-looking coming together. I’ll let y’all make up your own minds, but all I’m saying is fuck this shit. Fuck handballs against my fucking team too, yet another instance where we get the short end of the stick in this scenario. But at the same time, it kinda didn’t need to be called as our stupid penalty record is fucking shit. Shieeeeeeeeeet, I’m mad. Side note: The fuckwits who stayed in Porto Alegre will play during the middle of this week. Grêmio will host Flamengo for the first leg of their Copa Libertadores semifinal clash.
The cariocas get out of the relegation zone once again, may this time be for good. Following this result, maybe interim Marcão will enter the discussion for the vacant manager post. The gaúchos drop their chance to get into one of the Pré-Libertadores 2020 spots. However their main focus was, and is, on the midweek match for this year’s Libertadores semifinal.

Atlético Mineiro 2x1 Ceará

43’: Thiago Galhardo (CEA); 55’: Rómulo Otero (CAM); 81’: Luan (CAM).
Atlético cling back to overcome Ceará.
The hosts didn’t play for the league’s previous round. However on the last time they played for the Brasileirão, the mineiros lost to Avaí. Despite being in front of their fans the visitors slipped up in the last round, only managing a scoreless draw against Cruzeiro. On these teams’ previous clash, a late winner sealed Atlético’s 2x1 win against Ceará. Looking to break out of their horrid runs of form, the two sides fielded their strongest XI. The majority of the first half didn’t pan out as well both teams had hoped, with not many shots on target. Things got better after a weird penalty call gave the lead to the visitors, infusing a much needed sense of urgency in the home team’s players. They tried to level things out still in the first 45, but were stopped by the away team’s goalkeeper. Momentum carried forward for Galo, returning from half time pumping chances at Vozão. The equalizer came not long after the return to the pitch, a rebound plucked by Venezuelan attacking midfielder Otero. Continued pressing from the hosts saw the visitors crumble into pieces, forcing their keeper Diogo Silva to pull save after save. Close to the final stage of the second half, the comeback was sealed thanks to the perseverance of the squad. A huge sigh of relief for the mineiros, who can refocus on their Campeonato Brasileiro campaign once again. One more match to worry over for the cearenses, who could taste the end of their mini-crisis right there, but let it escape on the second half... Side note: The victors will have a match during this midweek, their postponed 21st round one. Atlético Mineiro will receive Vasco da Gama in their lair.
Atlético finally end their horrid run of consecutive losses! Following the club’s elimination from the Copa Sulamericana, one might wonder if they’ll still be able to fight for a place in next year’s Copa Libertadores via Brasileirão. While one team gets out of their slump… Ceará add one more misfortune to their 8-match streak without a single win. The atmosphere at the club is grim at the moment.

Athletico Paranaense 1x1 Chapecoense

30’: Arthur Gomes (CHA); 56’: Nikão (CAP).
Athletico’s press only results in a tie against Chapecoense.
In the previous round, Fhuracão hosted Fortaleza and thrashed them. Verdão do Oeste didn’t play during the midweek. But on the last round they played, a defeat to Internacional away from home. The last Athletico and Chape encounter ended on a 1x1 draw, kinda disappointing for the catarinenses as the paranaenses fielded an alternative side. Despite the possible early vacations, the athleticanos fielded their key players up against ChapeTerror. The disparity in quality showed throughout the match, with an absurd amount of chances for the home owners against the visiting team. However, even though under pressure from kick-off, the visitors managed to open the score on one of their rare counters. The hosts continued their unrelenting press till the end of the first half, after grabbing some air for the remainder of the game. Their equalizer came early in the second half, after a distant freekick from attacking midfielder Nikão. Fhuracão continued to push forward, but their scoring chances ended up either hitting the woodwork or being parried by Chapecoense’s keeper. The catarinenses ended the match with a strong sense of luck after escaping a defeat despite the pounding throughout the 90 minutes, a real downer for the paranaenses as their multiple chances resulted in only one single goal. Side note: The league’s bottom placed team has a midweek encounter. Chapecoense will go back home and host Corinthians this Wednesday.
Athletico drop points at home, boo hoo. They must be so sad about it, I can’t really imagine. One man’s trash is another man’s treasure, and so is this away point for Chape. The club will remain in last place for this round, but this doesn’t diminish their feat of getting a result in the Arena da Baixada.

Fortaleza 1x0 Botafogo

60’: Marcelo Benevenuto (FOOG).
Fortaleza return to winning ways against Botafogo.
Leão travelled back home with a sore defeat, courtesy of Athletico Paranaense, on their backs. While the Estrela Solitária didn’t do much better, losing to Bahia away from home. On their 3rd round match, a controversial 1x0 win for Botafogo, which steamed some harsh VAR remarks by Fortaleza. The game was marked by the debut of new old manager Rogério Ceni, returning home after a dry spell in Belo Horizonte. With the debutant, returned the 4-2-4 tactic. On one of the match’s first shots, the botafoguenses had a goal disallowed after VAR caught an offside position from veteran player Diego Souza. Despite not holding possession, the hosts managed to attack more effectively than the visitors. Create a couple of chances before the half time mark, including a shot hitting the woodwork. Early on in the second half, another goal was invalidated after VAR checkage, yet another offside call. This didn’t stop the leoninos’ impetus, arriving in an opener a brief moments after the previous effort. The hosts kept going, but couldn’t improve their advantage. In the same vein, the visitors couldn’t really find an adequate reaction to try and tie the match. A nice win for the returning manager of Fortaleza, and a concerning loss for the pressured manager of Botafogo.
Leão find a win after their 4-match streak struggling to get 3 points. They continue to distance themselves from the relegation zone, and enter one of the spots dedicated to Copa Sulamericana 2020 qualification. Fogão continue staggering through this second half of the championship, reaching their 3rd consecutive loss. The club is still a safe distance away from the Z4, but will have to stay alert to keep the 8 points difference right about there.

Avaí 0x2 Bahia

24’: Élber (BAH); 27’: Nino Paraíba (BAH).
Avaí fall prey to Bahia.
The hosts returned home after a night to forget in Porto Alegre, a massive bollocking by Grêmio in their last Brasileirão outing. While the visitors managed to bounce back, winning in front of their fans against Botafogo. The previous time Avaí and Bahia faced each other, the baianos won by a simple 1x0 against the catarinenses. One of the few changes in the squads from the last round, Lucas Frigeri sat between the sticks for Avaí after their starter got injured. The hosts had the first chance of the match, but it was the visitors who broke the scoreline. A few minutes after their opening goal, Bahêa found another after a deflected shot went in. Leão da Ilha managed to pluck one back, but were denied by an offside call. This became pretty much the best chance they had throughout the game, pointing the effectiveness from Bahia’s defensive system. Avaí’s second half substitutions tried to claw back the match, but the side ended up denied by another key performance from opponents’ goalkeeper Douglas Friedrich. The inability of the hosts to generate a more pressing response seems worrisome for the club, especially considering their difficulties in the championship. On the other corner, things are looking bright for the visitors. Their surprisingly great campaign is one of the best stories of this Campeonato Brasileiro.
Avaí’s misery is starting to pile again. After their good results in the latter stages of the tourney’s first half, the two latest results are less than ideal and don’t give much hope. However they’ll certainly refocus for their next match, a direct clash against another team in the Z4. Bahia finally reach their dream position on the table, a place on next year’s Copa Libertadores is a feat that can’t be understated. Hopefully they manage to keep riding this great form till the end of the championship.

Goiás 1x0 Cruzeiro

62’: Alan Ruschel (GOI).
Goiás aggravate Cruzeiro’s crisis.
The goianos stunned São Paulo in the last Brasileirão round, winning in front of their opponent’s fans. While the mineiros stopped in their adversary’s keeper and drew with Ceará. In their previous match, Cruzeiro managed to defeat Goiás by 2x1. Following the controversies going on at Brazilian football, new manager Abel Braga had a couple of thoughts he let slip before the game. Considering his stance on players and managers feuds during this season, funnily enough his chosen XI included the presence of troublemaker Thiago Neves, a major catalyst to the previous manager’s sacking. The first half saw moments of dominance being switched between the teams. Raposa going up first with their dangerous chances, followed by a spell from Esmeraldino’s ones, and then ending the half on another moment of attacks from the former. Coming from the break, the visitors managed to open the score, but another millimetric offside call got checked by VAR and the goal was invalidated. The hosts started to react as their opponents seemed to lose focus. Thanks to a fuck-up in the away team’s defence, famous player Alan Ruschel scored his team’s winning goal, the survivor of the ‘16 plane crash transfered to Goiás in order to prove his worth after a troubled exit from Chapecoense. Being behind in the scoresheet, Cruzeiro returned to attacking ways, but not an effective press. Brand new manager, same old disappointments.
The Esmeraldino are 3 for 3 in this start of the championship’s final half. The distancing from the relegation zone is sure to bring relief to everyone involved in the club, they’ll continue to fight their place in Brazil’s top tier. While the Raposa sinks further in their situation. With holes showing the club’s crisis week in and week out, and now a continued subpar display in the tournament. The relegation danger is starting to get more real by the moment.

Golden Boot

Player Club Goals
Gabriel Barbosa 18
Gilberto 11
De Arrascaeta 10

Next round matches

Saturday (October 5th ): São Paulo x Fortaleza , and Vasco da Gama x Santos , both at 5PM. Grêmio x Corinthians , and Bahia x Athletico Paranaense , both at 7PM. Cruzeiro x Internacional at 9PM.
Sunday (October 6th ): Chapecoense x Flamengo at 11AM. Ceará x Goiás , Palmeiras x Atlético Mineiro , and Botafogo x Fluminense , all at 4PM. CSA x Avaí at 7PM.
The highlighted games are considered the ones to watch.
The schedule is in BRT (Brasília Time / Brazil Time).

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2019.06.25 03:08 festivus360 Post Medellin trip observations

Back from my first visit to MDE. A few observations and I'm sure not all of these will be agreed upon by everyone.
A. Food - the restaurants and service in Medellin is excellent! Whether you are fine dining at Carmen, enjoying the amazing decor and vibes at La Bronca, or simply getting a Pan De Bono at a local bakery, its all delicious, very well.priced and served with a smile.
B. Communa 13 - it is a heartwarming tour and one which I recommend everyone do. I hope this neighborhood and the people keep rising and have the chance to put the traumatic history behind them
C. Public transport - Im from NYC, and boy could we learn from MDEs quality and emphasis on public transport. Everything from the cable cars, trains and buses is impressive.
D. People - this is where I found my challenges. I had heard about how friendly the people were but I found them to be a bit standoffish and not exactly warm. Maybe it's because im not a white gringo but look more Indian/Arabic. Whether it was while watching a soccer match or just standing next.to them at a taco bar, I've found people in other cities to be friendlier.
E. Women - ah yes the paisas. They are beautiful and carry themselves with class. Everything you've heard about them is true. But yes, you have the prepagos and then you have thr non prepagos, who are even more stunning. The local women were also snobby, maybe because they saw a tourist in poblado and right away assumed I was a sex tourist. That kinda hurt because sometimes all I wanted was to ask about their lives and how they made it work in MDE. Not every conversation needs to end in a "cita".
So to summarize, I do want to go back because there is so much more.tondo there. But how do I crack the code with the locals? MDE isnt.to me.just about Gustos, parque lleras and the prepagos.
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2019.06.03 07:39 goosetavo2013 Reflexiones sobre los resultados en BC esta noche

Soy ruco, asi que recuerdo cuando Ernesto Ruffo ganó la gobernatura en BC en 1989. Mis papás me llevaron a un mítin que hizo en la colonia. Parecía un concierto de rock. La gente super motivada, el candidato muy simpático, energía increíble. Y ganó. Nadie lo podía creer. En BC llevaba rato ganando la oposición pero nadie podía creer que se los habían reconocido.
En esos tiempos daba mucho orgullo apoyar al PAN. Si tenías medio cerebro, te indignaban las cochinadas que habían hecho los gobernadores Priístas (especificamente Roberto de la Madrid y Xico Leyva Mortera) y te latía la idea de la democracia, no habia de otra mas que apoyar al PAN. Busquen en Google, o mejor aun en los articulos de Zeta Tijuana y se van a dar cuenta los excesos del PRI en BC y quizas por qué cuando perdieron el poder en 1989 mucha gente decía que jamás volverían a gobernar BC. No les ha fallado.
Me salí un rato del sub porque se puso pesada la chamba y la neta daba hueva andar defendiendo al Peje en cada thread. Ahorita que regreso veo que se ha vuelto aun mas un eco-chamber anti-peje donde los usuarios pubertos creen que MORENA esta arrasando en BC y Puebla porque la gente es "ignorante", "les dieron tortas" o ya estamos en la dictadura pejista. Vengo a darles un poco de perspectiva. No, AMLO y la ola MORENA no estan arrasando porque la gente es tonta. Lo están haciendo por la misma razón que arrasó el PAN en aquellos tiempos: los gobiernos actuales dejaron un desmadre.
El PAN de 2019 en BC es irreconocible del de 1989. Adiós a los luchadores sociales pro-democracia. Adiós a la gente de partido con ideales, valores y poquitita madre de verguenza. Esta cita aplica:

“Every great cause begins as a movement, becomes a business, and eventually degenerates into a racket.”

Chavos, el gobierno del PAN en BC (y me imagino que en Puebla tmb) se ha vuelto un nido de ratas y corruptelas asqueroso. Los triunfos del "Partido" ya ocupaban acarreados, amenazas a burócratas de participar en apoyo al "Partido", alianzas con los sindicatos mas nefastos, moches de todos lados, etc, etc, etc. El PAN en BC se volvió el nuevo PRI (no tan peor, pero cerca). Aplica otra cita:

History repeats... first as tragedy, then as farce.

El dizque Gobernador Kiko (mi padrino de generación #IShitYouNot) tomó un Estado en problemas y lo dejó aún peor: deudas, corrupción, protestas de la sociedad civil en contra del gobierno (neta NUCA se había visto algo así a esta escala) y una ola de violencia jamás antes vista (y decir eso de BC ya es algo). Chavos, la neta se ocupaba nomás no haber militado nunca en el PRI o el PAN para ganar esta elección.
Jaime Bonilla, próximamente Gobernador electo de BC, ni siquiera tuvo que ir a ningún debate o dar muchas declaraciones para arrasar esta noche. Bastó con ser buen amigo de AMLO. Literalmente creo que ser empresario y amigo de AMLO son sus únicos dos logros importantes.
Ni idea si será buen o mal gobernador. Ya las ratas de los otros partidos le estan corriendo a unírsele. Es muy pronto para saber pero lo único claro de esta elección es que al PAN le tocaba perder y perder gacho. La gente estaba harta de tanta corrupción e ineptitud y NADIE de los partidos tradicionales tuvo la credibilidad para rescatar la decisión.

Así las cosas. Buenas noches.

Edit: ASUPINSHIMADRE, acabo de ver los resultados preliminares del Congreso local y alcaldiasÑ
-17/17 diputaciones para MORENA y aliados. -5/5 municipios para MORENA y aliados
La aniquilación del PAN fue total.
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2019.02.11 07:43 Iuris_Aequalitatis No Vivan Por Mentiras

Soy un estadounidense que ha leído su subreddit y quiere decir que la mayoría de nosotros no apoyamos el gobierno de Maduro. Estamos orando y esperando que su país regrese a la comunidad de naciones prosperas, en que la pertenece verdaderamente. Queremos asociarnos con ustedes y ayudarlos en este momento difícil. Por mi parte, quiero compartir un ensayo, titulado “No Vivan por Mentiras”, de Aleksandr Solzhenitsyn, el disidente autor ruso de la era soviet. Él lo ha escrito en 1975, unas horas antes de su gobierno lo arrestó otra vez. No pude encontrar una versión castellana, por eso, lo traduje yo mismo, por favor me perdonen por algunos errores gramáticos. Una versión inglesa está aquí, si quieran ver la fuente. Ojalá que sea útil a ustedes.
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No Vivan Por Mentiras
De una sola vez, no nos atrevimos hasta susurrar. Ahora, escribimos y leemos samizdat*, y algunas veces, cuando reunimos en la sala de fumar al Instituto de Ciencias, nos quejamos francamente: qué tipo de trucos están ellos jugando en nosotros, y dónde arrastrándonos? Jactándose gratuitamente de logros cósmicos cuando hay pobreza y destrucción en casa. Apuntalando regímenes remotos e incivilizados. Atizando la guerra civil. Y fomentamos temerariamente Mao Zedong a nuestra cuenta — y será nosotros que estarán enviados para hacer guerra en él, y tendremos que ir. ¿Hay alguno camino fuera? Y ellos ponen en prueba cualquiera quieren y ponen personas cuerdas en asilos — siempre ellos, y estamos impotentes.
Eventos ha alcanzado casi fondo de roca. Un muerto universal de espíritu ya ha tocado a nosotros todos, y el muerto físico estallará y nos consumirá y nuestros niños — pero como antes todavía sonreímos de manera cobardemente y mascullamos sin faltar palabras. ¿Pero qué podemos hacer para lo arrestar? ¿No tenemos la fuerza?
Hemos estado tan desesperados que, por la ración modesta de hoy, estamos dispuesto de abandonar todos nuestros principios, nuestras almas, y todos los esfuerzos de nuestros predecesores y todas las oportunidades de nuestros descendientes — pero simplemente no se moleste a nuestra existencia frágil. Faltamos firmeza, orgullo, y entusiasmo. Aún no tememos el muerto universal nuclear y no tememos una tercera guerra mundial. Ya hemos tomado refugio en las hendeduras. Simplemente tememos actos de valor civil.
Simplemente tememos quedarnos atrás el rebaño y tomar un paso sólo y de repente nos encontramos sin pan blanco, sin gas de calefacción, y sin un registro para Moscú.
Hemos sido indoctrinado en cursas políticas, y en simplemente la misma manera se fomenta la idea de vivir confortablemente, y todo estará bien por el resto de nuestras vidas. No pueden Uds. escapar tu enviro y condiciones sociales. La vida de cada día defina la consciencia. ¿Qué nos pertenece? ¿No podemos hacer alguna cosa al respeto?
Pero podemos — todo. Pero nos mentimos para garantía. Y no son ellos que llevan la culpa para todo — nosotros mismos, solo nosotros. Puede objetar. Pero nuestras bocas se han tapado con mordazas. Nadie quiere escucharnos y nadie nos pide. ¿Cómo los forzamos escuchar? Es imposible de cambiar sus mentes.
Sería natural de votarlos afuera de oficina — pero no hay elecciones en nuestro país. En el oeste, la gente sabe de las huelgas y demonstraciones, pero somos demasiado opresados, y es un prospecto horrible para nosotros: cómo puede renunciar un trabajo de repente y toma a las calles? Sin embargo, las otras maneras fatales probadas durante el siglo último por nuestra amarga historia rusa son, empero, no para nosotros, y verdaderamente no las necesitamos.
Ahora que las hachas han hecho su trabajo, cuando todo que fueron sembrado ha brotado de nuevo, podemos ver que las personas jóvenes y presuntuosas que creían que hicieran el país justo y alegre, a través del terror, la rebelión sangrienta, y la guerra civil eran engañados a sí mismos. ¡No gracias, padres de educación! Ahora sabemos que los métodos infames crían resueltos infames. ¡Nuestras manos estén limpios!
El circulo — es el cerrado? ¿Y hay verdaderamente no manera afuera? ¿Y hay sola una cosa dejada para nosotros hacemos, esperar sin tomar acción? ¿Tal vez alguna cosa se ocurrirá por sí misma? Nunca ocurrirá mientras reconocemos, ensalzamos, y fortalecimos diariamente — y no nos cortamos del más perceptible de sus aspectos: mentiras.
Cuando la violencia se entromete en una vida pacífica, su cara brilla con auto-confianza, como sea llevando una bandera y gritando: “Soy violencia. Huye, me da paso, te aplastaré”. Pero la violencia envejece rápidamente. Y ha perdido confianza en sí mismo, y para mantener una cara respetable convoca falsedad como su aliado — ya que la violencia pone su pata ponderosa no en cada día y no en cada hombro. Demanda de nosotros sola la obediencia de mentir y la participación diariamente en mentiras, toda la lealtad está en eso.
Y la llave más sencilla y accesible a nuestra liberación auto-descuidado está aquí: no participación personal en mentiras. Aunque las mentiras ocultan todo, aunque las mentiras abrazan todo, pero no con ninguna ayuda de mí.
Esto abre una brecha en la circunvalación imaginaria causado de nuestra inacción. Es la cosa más fácil de hacer para nosotros, pero la más devastadora para las mentiras. Porque cuando la gente renuncia las mentiras, simplemente acorta su existencia. Como una infección, ellas sola pueden existir en un organismo vivo.
No nos exhortamos. No hemos madurado para marchar en las plazas y gritar la verdad en voz alta o expresar alto que pensemos. No es necesario.
Es peligroso. Pero neguemos a decir lo que no pensemos.
Este es nuestro camino, el más fácil y accesible, que tiene en cuenta nuestra cobardía inherente, ya bien arraigado. Y es más fácil — es peligroso incluso decir esto — que el tipo de desobediencia que Gandhi advocó.
Nuestro camino es llevar de la frontera gangrenosa. Si no pegamos juntos los osos muertos y escamas de ideología, si no cosimos juntos los trapos podridos, estaríamos asombrados tan rápidamente las mentiras serían rendidas impotentes y disminuirían.
Eso que debiera ser desnudo entonces verdaderamente aparecería desnudo delante de todo el mundo.
Por lo tanto en nuestra timidez, cada de nosotros tome una decisión: ya sea conscientemente, quedar un servidor de falsedad — por supuesto, no es de inclinación, pero para alimentar su familia, que uno cría sus niños en el espíritu de mentiras — o encogerse de hombros las mentiras y se convierta un hombre honesto digno de respeto de sus niños y sus contemporáneos ambos.
Y de ese día adelante, él:
No, no será lo mismo por todos al principio. Algunos, al principio, perderán sus trabajos. Por jóvenes quienes quieren vivir con verdad, esto, al principio, complicará mucho sus vivos jóvenes, porque las recitaciones necesarias son rellenos de mentiras, y es necesario tomar una decisión.
Pero no hay lagunas por nadie que quiere ser honesto. En cualquiera día dado cualquiera de nosotros estará confrontado con al menos de las decisiones anteriormente mencionadas, incluso en las ciencias técnicas. Ya sea verdad o falsedad: hacia la independencia spiritual o hacia servidumbre spiritual.
Y él que no es suficientemente valiente incluso para defender su alma — no le permitan tener orgullo en sus puntos de vista “progresivos”, no le permitan alardear que él es académico o artista de la gente, una figura merecida, o un general — le permite decirse: estoy en el rebaño, y un cobarde. Todo es el mismo para mí mientras estoy alimentado y caliente.
Incluso este camino, que es el más modesto de todos los caminos de resistencia, no será fácil para nosotros. Pero, es más fácil que la autoinmolación o una huelga de hambre: las llamas no envolverán tu cuerpo, tus globos de ojo no estallarán del calor, y el pan marrón y agua limpia siempre estarán disponibles a su familia.
Una gran gente de Europa, los checoslovacos, quien nosotros traicionamos y engañamos: no nos han mostrado como un pecho sin armadura puede desafiar incluso los tanques si hay una corazón digna dentro de él?
¿Dicen Uds. que no será fácil? Pero, será el más fácil de todos los recursos posibles. No será una decisión fácil para un cuerpo pero es el único para un alma. No, no es un camino fácil. Pero, ya hay personas, incluso docenas de ellos, quienes a través de los años han mantenidos todos estos puntos y viven por la verdad.
Por tanto no será Ud. el primero tomar este camino, pero unirá con los que ya lo han tomado. Este camino será más fácil y corto por todos de nosotros si lo tomaremos por esfuerzos mutuales y en filas cerradas. Si haya miles de nosotros, ellos no podrán hacer cualquiera cosa con nosotros. Si haya decenas de miles de nosotros, entonces no reconoceríamos nuestro país.
Si estaremos demasiado asustados, pues debemos detener de quejarnos que alguien está asfixiándonos. Nosotros mismos están haciéndolo. Entonces nos inclinemos aún más, lloremos, y nuestros hermanos los biólogos ayudarán llevar más cerca el día cuando pueden leer nuestros pensamientos y que son sin valor o esperanza.
Y si echemos atrás, incluso dando este paso, pues somos sin valor o esperanza, y el desdén de Pushkin debe estar direccionado a nosotros:
“¿Por qué ganados deben tener los regalos de libertad?
Su patrimonio de generación a generación es el yugo de campana y el látigo.”
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* = Samizdat era una forma de literatura prohibida, escrita y pasada por mano a mano en la Unión Soviética.
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2018.06.27 06:12 master_x_2k Enredo II

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Enredo II

Había algo emocionante sobre vivir sin la supervisión de un adulto. No es que no amara a mi papá con toda el alma, pero despertarme, salir a correr, preparar el desayuno y luego me sentarme frente al televisor con una de las computadoras portátiles viejas de Lisa, ¿sin sentir que alguien estaba mirando por encima de mí hombro para asegurarse de que estaba haciendo todo bien? Eso era vida.
Desde la semana que pasé postrada en cama con la conmoción cerebral, me había estado ansiosa de volver a entrar en mi rutina de correr otra vez. A pesar de que me estaba quedando en el departamento, tomándome unas vacaciones de mi vida cotidiana, estaba haciendo un punto de mantener mi vieja rutina y despertar a las seis y media de la mañana para correr.
Dio la casualidad de que eso significaba que me estaba despertando dos o tres horas antes que los demás. Dos o tres horas totalmente por mi cuenta. Si me obligaba a ignorar las mil cosas diferentes por las que podría estar estresada, era un período en el que pude disfrutar de una paz que no había sentido en mucho, mucho tiempo.
Me acurruqué en el sofá con una manta a mi alrededor, un programa infantil para un poco de ruido de fondo, ya que era lo único además de infomerciales, programación religiosa y programas de entrevistas, y tenía uno de las viejas laptops de Lisa apoyada en frente de mí. Mi hábito ahora era comenzar el día revisando los sitios de noticias locales, el wiki de parahumanos y los tableros de mensajes de parahumanos.
La gran noticia de la primera página de la mañana era una foto que alguien había tomado con su teléfono celular desde uno de los edificios en la misma calle que el edificio que habíamos incendiado. Nuestras siluetas eran visibles mientras estábamos en la calle con docenas de miembros del ABB esparcidos a nuestro alrededor. ¿El encabezado? 'VILLANOS SE ENCARGAN'.
Es curioso, nunca notaba los bichos cuando estaban a mi alrededor en general, pero al ver la imagen, había un buen número. Mi silueta no era tan difícil de distinguir como Grue en su oscuridad, pero tampoco era fácil distinguirla en la nube de insectos. Tenía que tener eso en mente, tal vez podría usarlo.
El artículo debajo de la imagen era sobre las acciones de los villanos al tratar con el ABB. Era mayormente correcto, pero el tono y la dirección del articulo me hizo sentir lo suficientemente incómoda que no lo leí en profundidad. Por mi roce del artículo, tuve la impresión de que los héroes se estaban preparando para hacer un asalto final hoy o esta noche. ¿Nos dejan hacer el trabajo sucio y luego limpian el resto? Lo que sea. Si querían lidiar con una Bakuda acorralada, eran bienvenidos.
Busqué las otras noticias: un recuento de las lesiones y muertes ocurridas desde que comenzó el enfrentamiento, las estimaciones sobre daños a la propiedad causados ​​por varios bombardeos, una breve actualización sobre una niña de doce años que había desaparecido dos semanas antes de que comenzara la situación del ABB , que ahora se suponía que estaba muerta, y las descripciones de algunos de los nuevos héroes que aparecieron en Brockton Bay para ayudar con el ABB. Lo que me llamó la atención fue una imagen censurada en la galería lateral de la última noticia. Le hice clic.
Era una imagen de Lung en su forma humana, las cuencas de sus ojos oscuras, crudas y vacías detrás de su máscara de acero de dragón, su mano en los hombros de un miembro de su pandilla. Parecía que estaba siendo guiado.
Fue, descubrí, la imagen que puso fin al artículo 'Villanos Se Encargan' presentado en la página principal del sitio. La pasé por alto al echar un vistazo al artículo porque el visor de imágenes flash había tardado tanto en cargarse. Había un pie de foto debajo. '¿Golpe decisivo? Las autoridades de Brockton Bay han hecho la vista gorda a los villanos locales que imponen su propia marca de justicia.’
Oh hombre. ¿Me estaba enterrando más y más profundo?
Esa misma galería de imágenes tenía una toma de largo alcance de la misma escena, tomada sin la lente magnificadora, mostrando a Lung y su lacayo en medio de los Muelles y un escuadrón armado de sus hombres, con las armas desenvainadas, pero no apuntadas contra nada. Eso fue... enormemente decepcionante. Él había escapado.
“Buenos días”, Lisa me saludó.
Me volví para verla venir de la cocina. Llevaba el pelo recogido en una desordenada cola de caballo y tenía lagañas en las comisuras de sus ojos.
“Buenos días. Brian dijo que tenía algo que hacer esta mañana, así que hoy les conseguí el desayuno. Lo siento si no obtuve el café exactamente correcto.”
“Eres un ángel”, me revolvió el cabello, luego se fue para tomar el café.
Todavía estaba navegando cuando ella regresó. Se inclinó, cruzó los brazos sobre el respaldo del sofá y miró por encima del hombro un momento.
“Piratas de pelo rosa cantantes e intentos de supervillanos yakuza ciegos.”[1]
Eché un vistazo al televisor, y efectivamente, había una niña pequeña con una peluca rosa y un disfraz de pirata. Sonreí y sostuve el control remoto, “Puedes cambiar el canal.”
Mientras tomaba el control remoto, mi teléfono celular zumbó en el cojín del sofá a mi lado.
Brian me había enviado un mensaje de texto:
termine temprano. dos no aparecieron. quieres venir a las 11:00? o puedo recogerte @ departamento
Miré el reloj. 9:45. Usé la computadora portátil para descubrir la ruta de autobús más rápida a su lugar. Estaba en el centro, y podría llegar allí para las once si me fuera en veinte minutos. Un poco corto de tiempo, pero podría lograrlo. Lo había hecho varias veces antes de la escuela, cuando me había esforzado demasiado en una carrera matutina y tenía que caminar a casa.
Envié mi respuesta:
Suena bien. Tomaré el autobús.
Una vez que verifiqué que el mensaje había sido enviado, corrí hacia el baño y abrí la ducha. Pasé una eternidad poniendo el agua a una temperatura tolerable, me quité la ropa de correr y me metí, solo para que la ducha cambiara bruscamente de una temperatura tibia a agua helada.
Me encantaba el departamento, no me encanta el calentador de agua.
Tuve que bailar alrededor del chorro de aerosoles inductores de hipotermia para llegar a los controles e intentar convencerlos de que tuvieran una temperatura decente. Finalmente me conformé con una temperatura soportablemente fría, lavé con champú y metí la cabeza. Estaba temblando cuando apagué el agua.
Me sequé lo mejor que pude y me envolví en una segunda toalla limpia para calentarme. No tener grasa corporal apestaba a veces. Terminé de arreglarme y me detuve en el living por un segundo para mirar el reloj debajo del televisor. Me quedaban seis minutos para prepararme.
“Es muy cómo usas la puntuación y mayúsculas perfectas para tus textos”, Lisa sonrió mientras me dirigía a mi habitación.
Ella estaba saliendo de la cocina, sosteniendo mi teléfono celular. Le cogí el teléfono, girando mis ojos y me dirigí a mi habitación. Ella me siguió y entró.
“¿Ustedes dos serán algo?”, Preguntó ella.
“No es el plan. Solo voy a ayudar a un amigo.”
“Vamos, ambos sabemos que piensas que es guapo. Admítelo”, ella me dio la espalda, examinando el ámbar con la libélula en él que Brian me había dado. Usé esa breve ventana de privacidad para sacar un poco de ropa interior y calcetines de un cajón y empezar a vestirme.
“¿Estás usando tu poder?”, Le pregunté.
Brutus probablemente sabe que te atrae Brian. Creo que las únicas dos personas que no se dieron cuenta son Brian y tú.”
Suspiré. “Sí, creo que es un tipo muy guapo”, saqué del armario algunas de las camisas y faldas que había comprado con Lisa y las acomodé en la cama, “¿Tu no?”
“Por supuesto. Tal vez no del todo mi tipo, pero definitivamente no rechazaría a alguien como él, si estuviera haciendo lo de las relacións.”
“¿No lo haces? ¿Por qué?"
“Mi poder como que elimina el misterio de las cosas. Las relaciones son difíciles de hacer despegar, a menos que puedas comenzar con una buena dosis de autoengaño y mentiras.”
“¿Así que no vas a tener una cita nunca?”
“Dame unos años, tal vez baje mis estándares lo suficiente como para poder pasar por alto lo que mi poder me está diciendo acerca de las peculiaridades y hábitos más repugnantes y degradantes de los tipos.”
“Lamento escucharlo.” Contesté, mientras volvía a poner algo de ropa en el armario. Me sentí mal por no haber podido dar una mejor respuesta y por no haber podido tomarme el tiempo de simpatizar, pero apenas me quedaba tiempo para prepararme. Tal vez podría correr a la parada de autobús.
“Pero la diferencia clave entre tú y yo, aquí, es que Brian y yo nos mataríamos entre nosotros antes de que la relación llegara a ningún lado. ¿Pero ustedes dos? Puedo verlo funcionando.”
“¿Ese es tu poder hablando? ¿Estás diciendo que realmente le gusto?”
“Lo siento, cariño. Leer a las personas con mi poder es difícil, leer sobre sus motivaciones o emociones es más difícil, y para colmo, no creo que ni Brian sepa lo que siente de forma romántica. Puede que tengas que sacarlo de su zona de confort antes de que cualquiera de ustedes lo descubra.”
“Estás asumiendo que quiero.” Sentí una gota de agua fría en la parte posterior de mi cuello, me estremecí y me detuve para estrujarme el pelo otra vez.
“¿No es así?”, Preguntó ella. Dirigió su atención a mi selección de ropa apilada en la cama. “Estás prestando mucha atención a lo que vas a usar.”
“Siempre lo hago, incluso cuando voy a pasar tiempo contigo y con Perra. Me cuestiono y estreso por la ropa que llevo si voy caminando a la tienda de la esquina de mi casa para comprar leche y pan.”
“Justo. Aquí... Déjame elegir la ropa, y si algo sale mal, me culpas ¿Trato?” Excavó la ropa en mi armario, “Jeans y… veamos... un top para lucir ese vientre tuyo.”
Miré al top, tenía una tela gruesa que lindaba con un suéter, azul y gris con una especie de diseño de mariposa y mangas largas. El cuerpo real de la camisa, sin embargo, no parecía llegar mucho más allá de mi caja torácica. “Todavía hace un poco de frío.”
“Usa una sudadera o una chaqueta, entonces. Pero solo si prometes quitártela cuando llegues allí.”
“Bien.” No tuve tiempo para discutir y comencé a vestirme.
Empezó a guardar lo que había dejado en la cama: “Brian es un tipo que aprecia ser práctico. Eso es algo que le gusta de ti, y lo dijo. Y aunque creo que es jodidamente fantástico que vayas un paso más allá para verte bien, puedes hacerlo con ropa que tenga sentido para el trabajo liviano. Jeans, sí. ¿Falda? No tanto.”
“Supongo que no estaba siendo práctica en este momento.” Bajé el top y me miré en el espejo en la puerta del armario. Estar de acuerdo con este top había sido un impulso en el momento en que había estado comprando con Lisa. En verdad usarlo era algo completamente diferente; la parte inferior del top se detuvo a 3 centímetros de mi ombligo.
“Tienes cosas en mente con la escuela y tu padre, y el romance y mierdas.” Ella me respondió. Antes de que pudiera discutir que no había romance, ella me dio un empujón, “¡Ahora vete! ¡Diviertete!”
Lo tomé como una señal para apresurarme hacia el frente del departamento, donde me puse las zapatillas de correr. Agarré mis llaves y mi billetera de mi mochila, agarré mi sudadera de un gancho junto a las escaleras, luego bajé las escaleras y salí por la puerta con todo en mis manos. Cuando salí, puse las llaves y la billetera en los bolsillos y me puse la sudadera. Necesité un poco de fuerza de voluntad, pero dejé abierta la sudadera.
Una relación con Brian era, obviamente, una idea terrible. Solo esperaba estar con los Undersiders por otras dos semanas o un mes. Más que eso, y probablemente asumiría que no iba a conseguir información sobre su jefe, en ese momento me llevaría lo que tenía al Protectorado. Suponiendo que hubiera suficiente interés por parte de Brian para que hubiera una relación, la idea de salir sin un futuro era deprimente. Simplemente terminaría siendo sal en la herida para todos los involucrados.
Pero estaba tratando de no pensar en eso. Realmente no necesitaba que Lisa leyera mis dudas y se diera cuenta de que al menos parcialmente se basaban en el hecho de que estaba planeando traicionarla a ella y a los demás. Si no pensaba en ello, sería mucho más difícil para mí darle alguna pista.
Sí. Totalmente la razón por la que estaba evitando pensar en eso. Nada que ver con el hecho de que me sentía cada vez más pésima y ambivalente sobre la idea de entregar amigos a las autoridades.
Corrí parte del camino hasta la parada del autobús, me detuve cuando me di cuenta de que no quería sudar, luego tuve que correr otra vez cuando llegué cerca del ferry y vi el autobús al final de la calle. Hice un gesto para que el autobús se detuviera al acercarse y me subí.
La ruta del autobús que tuve que tomar para llegar a Brian fue un ejemplo de por qué mi papá quería que el ferry volviera a funcionar. Tuve que ir al oeste, transferirme a un autobús diferente, ir hacia el sur, luego bajar y caminar hacia el este por cinco minutos para llegar al lugar donde quería estar, al sureste del centro, donde los edificios de oficinas daban paso a los apartamentos. y condominios.
Era un marcado contraste con el área donde yo vivía. No era perfecto, sinceramente, y podías ver cosas como las etiquetas de las pandillas de Imperio Ochenta y Ocho o ventanas rotas aquí y allá. Aun así, ese tipo de cosas era tan raro como encontrar una casa sin basura en el patio o una casa con cosas obviamente rotas o arruinadas en mi vecindario. Incluso el escalón más bajo que conduce a la puerta principal de mi casa estaba podrido, así que no podía jactarme de tener uno de esos lugares agradables, no vergonzosos. Si lo arreglabas, algo más se rompería inevitablemente, entonces te acostumbrabas a cosas como el escalón roto, aprendías a saltarte al segundo, o entrabas y salías por la puerta trasera de la cocina como lo hacía yo.
Brockton Bay había sido originalmente un gran puesto de comercio y puerto, cuando Estados Unidos estaba siendo colonizado y, como resultado, algunos de los edificios eran bastante viejos. Lo que vi cuando entré en la zona donde Brian se alojaba era una guerra entre el pasado y el presente. Los edificios antiguos se habían arreglado y mantenido hasta el punto de que eran atractivos, en su mayoría configurados como condominios de estilo victoriano. Pero donde otras ciudades podrían trabajar para integrar esto con los otros edificios del centro de la ciudad, parecía que el planificador de la ciudad o los desarrolladores habían incluido edificios altos de piedra o vidrio con la intensión de ser para ser discordantes a propósito. Todo se veía bien, pero no se veía todo bien junto.
El edificio de apartamentos de Brian era uno de los modernos. Tal vez de ocho a diez pisos de altura, no conté, era en su mayoría de piedra, y había una ventana del piso al techo detrás de cada uno de los balcones. Dos pequeños árboles de pino en macetas enmarcaban la entrada. Brian estaba sentado al lado de uno de los árboles, vistiendo ropas muy similares a la primera vez que lo vi, una camiseta azul acero, jeans oscuros y botas desgastadas. Estaba apoyado contra la pared, con los ojos cerrados, solo disfrutando del sol. Se había peinado las trenzas y llevaba el pelo recogido en una coleta larga y suelta, que se abría en todas direcciones por debajo del elástico. Un poco de pelo se había escapado del elástico y soplaba con la brisa, rozando su pómulo. Parecía tan despreocupado por el cosquilleo del pelo que sospeché que podría estar dormido.
Me sorprendió que pudiera relajarse así. Me parecía que relajarse así en cualquier área urbana, incluso en un barrio más agradable del centro de la ciudad, era una pedir problemas. De acuerdo, tal vez no había asaltos o gente sin hogar molestando a transeúntes aquí, pero el Imperio Ochenta y Ocho basaba sus operaciones principales en algún lugar en esta área general, y Brian era negro.
Tal vez podría salirse con la suya porque medía un metro ochenta y estaba en forma. Incluso si me dieras mi cuchillo, bastón y una buena razón, estaba bastante segura de que no querría meterme con su siesta.
“Perdón por despertarte”, le dije, viendo si podía provocar una respuesta.
Incluso antes de que abriera los ojos, me ofreció esa sonrisa amplia y cordial que parecía tan fuera de lugar en su cuerpo de metro ochenta. Era una sonrisa que no ocultaba nada, tan honesta y sin protección como cabría esperar de un niño de diez años que descubrió que acababa de desenvolver el regalo exacto que quería para su cumpleaños.
“No estaba durmiendo”, se puso de pie, “Imaginé que te esperaría aquí en lugar de arriesgarme a que vengas y no supieras cómo ubicarme mientras cargaba cosas arriba.”
“Ah. Gracias.”
“Todavía tengo dos muebles en el auto. Déjame agarrarlos y nos iremos hacia arriba.” Se dirigió en dirección a una camioneta que estaba estacionada frente al edificio.
“¿Tienes un auto?”
“De alquiler. No tiene sentido que tenga un automóvil, especialmente porque la mitad de lo que conduciría sería para ir al escondite. Se lo robarían, en primer lugar, y no me gusta dejar un número de matrícula para que la gente rastree, si las cosas se ponen feas.”
Sonreí ante la palabra 'escondite'. “Lo entiendo. Coche malo.”
Me di una patada. ¿Por qué sigo cayendo en el lenguaje de los hombres de las cavernas a su alrededor?
Sin embargo, lo tomó con calma. “Coche malo. Costoso.”
“Dice el tipo que no se preocupa por pagar quince dólares por café en el paseo marítimo.”
“Touche.” Abrió el baúl. Había dos cajas de cartón adentro, ambas de ocho o diez centímetros de grosor. Una de ellos, sin embargo, era un cuadrado de tal vez mas de un metro de lado.
“¿Necesitas una mano?”
“Traeré las cajas”, dijo, inclinándose para comenzar a sacar la caja de cartón más grande de la parte posterior. Se detuvo para entregarme sus llaves. “Tú cierra la puerta del auto detrás de mí, ¿Y puedes abrir la puerta del edificio?”
Observé los músculos de sus hombros moviéndose bajo la tela de su camiseta mientras sacaba las dos cajas del baúl. Sus hombros eran anchos, noté, pero no de la misma forma en que lo verías con personas que se ejercitaban solo para verse musculosos. Ese tipo de bulto generalmente me parecía un poco grotesco, de una manera que no podía definir. El cuerpo de Brian era más el producto de años de ejercicio regular con propósito y aplicación. Miré las líneas de sus hombros y espalda y, más abajo, su cintura y caderas, como si pudiera darle sentido, definir ese punto donde su cuerpo era diferente, donde era más atractivo que la mayoría.
“Um”, le dije, recordándome a mí misma que me había hecho una pregunta, “Claro. Voy a abrir las puertas.”
Maldita sea, Lisa, ¿en qué me hiciste pensar?
[1] Una versión muy bizarra de Lazy Town, de seguro.

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2018.06.08 14:39 ImViTo Vivir en Caracas es como jugar Buscaminas. Por Ivan Zambrano

Vivir en Caracas es como jugar Buscaminas. Nunca sabes dónde te va a estallar el tablero, la ciudad. Ese día fue en la entrada de José Félix Ribas (Petare), uno de los barrios más peligrosos de una de las ciudades más peligrosas del mundo. Un caucho se le espichó al mototaxista que me estaba llevando al barrio 24 de Marzo, el lugar en el que Chino y Nacho habían grabado el videoclip de “Me voy enamorando”. A diferencia de ellos, yo andaba sin escoltas y sin equipo de producción. Libreta en mano, un bolígrafo terco y un estómago refunfuñando por almuerzo, iba dispuesto a escribir una nota para El Nacional acerca de ese punto ciego de la ciudad que dos estrellas del reggaetón pusieron en el mapa. Ya el barrio 24 de Marzo no solo aparecería en las páginas de sucesos, sino también en las de espectáculos. Eso, si lograba llegar. El hambre se me quitó cuando nos accidentamos en la boca del lobo. Como suele pasar en esos casos de riesgo extremo, yo entré en una calma envidiable para cualquier aprendiz de profesor de yoga de Los Palos Grandes. Mientras el motorizado remendaba el caucho como podía y yo cuadraba cómo llegar a la pauta, se nos paró una Bera vinotinto al lado. Yo confié en que tigre no come tigre y que entre colegas motorizados no se iban a malograr. -¿Para dónde vas, chamo?- me preguntó el tipo cuya mirada no me dejaba adivinar si era héroe o villano. -Al 24 de Marzo, pana- le contesté metido en personaje. -¿Qué hora es?- y ahí dije “este quiere el reloj”. Solo a mí se me ocurría sacar el Casio ese día. En lo que me lo estoy quitando me pone cara de confusión. -No, viejo. Dame la hora para ver si me da chance de llevarte, que tengo que estar a las 2 en Agua Salud. Yo salí de la hipnosis paranoica. -Las 12:45, pana. -Vente, pues. Preferí que nos devolviéramos a la sede de El Nacional y repautar la cita con los vecinos del barrio que iba a entrevistar. Cuando me bajé de la moto y le iba a pagar al tipo, descubrí que el Karma estaba juguetón ese día: se me había caído el efectivo (sí, había efectivo todavía) porque lo cargaba en el bolsillo de atrás. No había terminado de pasar el susto de quedar como un mala paga, cuando el motorizado me dice: -Dame el celular. -¿Cómo? -Que me des el celular- cuando me dispongo a sacar mi S3 Mini del bolsillo, el tipo interrumpe. -El número de celular, pana. Te paso los datos y me transfieres. El Buscaminas no reventó de nuevo ese día y registré a “Armando Mototaxi” (nombre ficticio) en el celular. Desde ese día, Armando siempre está a un “epa” de distancia. Se convirtió en mi mototaxista de confianza, el que me acompañaba a Coche, a Altamira, La Candelaria, El Cafetal, Palo Verde, Mariche y todas las vocales de Caracas. El que me pegó el “mano” y el “beta”. El cómplice con el que recorro desde hace 3 años una ciudad con costras de asfalto, cicatrices y heridas abiertas e infectadas de chavismo. Ser el parrillero de la moto te da cierta paz porque el caos se ve borroso a 120 kilómetros por hora. Las colas fuera del mercado se ven más cortas, los basureros no parecen cafetines de la miseria. Todo te pasa por los lados sin tener que moverte.
La semana pasada la moto Bera vinotinto no estaba estacionada en su puesto. En su lugar había un par de palomas picoteando migajas de pan sobre la acera. Ya eran casi las 9:30 de la mañana y yo todavìa no habìa podido salir a la oficina por estar esperando a Armando, el único mototaxista de la zona que entendía el problema de la escasez de efectivo y aceptaba transferencias en bancarias. “Si es de Banesco a Banesco, yo también la acepto, mano”, me contestó Adonay. ”Pero no te vayas a lacrear. Deposítame antes de las 5:00 pm que voy a ver si completo para comprar unos verdes”. Mototaxistas dolarizados y con poder adquisitivo. Siempre sospeché que se convertirían en los amos de la ciudad. Yo tenía que ir a la oficina, probablemente a ganar en un mes lo que se hace Adonay en un día. El título universitario no pasa por el punto de venta. El moto-santero no había terminado de encender la moto cuando ya yo estaba montado en la parillera. Grave error. Se oyó un frenazo en seco detrás de nosotros y se bajó Armando de la Bera vinotinto. “¿De verdad te vas a ir con él?”, me dijo con dolor y arrechera. La escena parecía de telenovela urbana. Faltaba que dejara caer el casco en cámara lenta y que el sonido del choque contra el asfalto fuera la onomatopeya de su corazón roto. “¿Por qué no me llamaste?”, siguió la pataleta. Los compañeros de la cooperativa estallaron en carcajadas de Radio Rochela con aquel ataque de celos.”Ja weno”, dijeron en coro los motorizados.Yo lo miré con cara de confusión, más una sonrisa de “¿qué-coño-está-pasando?”. No me quise arriesgar. No quería averiguar cómo podría ser la venganza de un mototaxista que se sintió traicionado porque me fui con otro. Pero él tiene que saber que yo no creo en la “motogamia”. Bajé la guardia. -¿Ya comiste? -No, rey. -Toma. De la bolsa de plástico finita y azul saqué una arepa con tortilla de salchichón que hizo mi mamà. Los chalequeadores se quedaron mudos mientras le lambuceaban la arepa a Armando. -Gracias, papi. -Marico, deja de llamarme de distinta forma cada vez que respondes. -Papá, es que no recuerdo tu nombre. -Qué bolas, Armando. Iván. -Ja Weno. Tú no te debes saber mi apellido. -Claro que sì me lo sé. -Seguro me tienes guardado que si “Armando Mototaxi” -Deja la mariquera. Tú me avisas si vamos a darnos los besos, pa’ cepillarme.
Todo era en broma…
-Pa’ que tu veas que no hay culebra, te acepto la arepa como pago y te dejo al frente al Cubo Negro en menos de 5 minutos. -Armando, no vayas a ir corriendo. Que uno te dice que anda apurado y activas el teletransportador de la moto. Uno llega hediondo a gasolina. -JAJAJAJA Yo te presto un perfume de “Dolchegavana” que cargo en el koala si te vienes conmigo, pues. -Plomo-
Estuvo callado todo el camino. El silencio era tan frío como la brisa que te cachetea en plena autopista, lugar favorito para que Armando inicie una conversación y no se le entienda nada. -Voy an dsdjfsjgdf -¿Cómo? -Vferggrhtyh -No te escucho, hay mucho viento.
Por fin, llegamos…
-¿Te busco a las 5:00 de la tarde? -Dale. ¿La carrera de regreso en cuánto sale? -Pa’ tu casa te sale igual en 250. Pero si vas para Campo Claro a comer arepa frita conmigo, te sale gratis. -Te digo que sí de una porque estás involucrando comida.
A las 5 me estaba esperando con sus lentes tipo Ray-ban tapa amarilla y mi casco en la mano. Llegamos al local de arepas fritas (recomendadísimo) .Yo pedí una de carne mechada y él una reina pepeada. -Están burda de buenas esas bichas- le dije. -No tan buena como la arepa que me hizo la suegra- Me soltó.
Yo quedé con el mordisco a mitad de camino.
-Ay, Armando. ¿Tú eres marico? -Viste que no te sabes mi apellido. Yo soy Armando Ramírez*, “Cara e’ curda” ¿te acuerdas?. Yo estudié bachillerato contigo en el Dulce Nombre de Jesús y te chalequeba porque eras burda de pato. - Y ahora el que nada en la laguna eres tú. Muchacho marico- le contestè. -Mano, disculpa los malos ratos. De verdad me ponìa chimbo. No te dije que era yo cuando te hice la primera carrera por eso. Aunque tú me transferiste y ni cuenta de diste. -Tranquilo, Armando.Yo ni me acordaba de eso. ¿Tu familia está clara? -Mano. Yo vivo en casa de mi tía y mi primo es CICPC.¿Tú sabes el beta que revienta en el rancho si se enteran que me gustan los tipos? A los maricos del barrio los tienen a monte. -¿Qué difícil, no? Cargar ese peso, esa doble vida. Yo era igual que tú, solo que yo si era burda de mariquito y se me “notaba”. Y fíjate que tú te la has dado de malo conmigo, porque te rechazabas a ti mismo. -Esta vaina no juega carrito. Yo creía que se me iba a pasar, pero no. ¿No hay tratamiento hormonal o algo para quedarse siendo tipo? -Armando, los maricos también somos tipos. ¿Tú quieres ser mujer?. -No. La pinga. Sería burda de fea. Prefiero quedarme con mi pipí que así cojo más. -¿Y a quién te agarraste tú? -A Orlandito. ¿Tas claro? -¿Orlandito también es gay? -Coño, pero no le digas que lo sapié. -Qué fuerte jajajajaja -Pero ahora voy por un flaco que le gusta comer en Arturo’s.
Le contesté en seco: -Armando. Te lo digo claro. Yo no te meto a ti ni con güevo prestado. Mosca si me estás echando los perros, porque les escondo la Perrarina. -jajajaja qué becerro. ¿Panas, pues? -Panas somos. -Y maricos también. -Verga. Tú más que yo. Definitivamente.
Nos reímos: -Solo te diré que te sinceres lo antes posible. La vida es corta, y en Caracas aún más. -Acá literalmente vivimos como perros. -Y por eso calculamos los años como años de perros.
Durante el viaje se puso intenso. -Qué loco que en realidad se llama Santiago. Yo creì que era mujer. -¿Quién? -Caracas. -¡Ey!¡Más respeto! Santiago de León de Caracas.
Vivir en Caracas es como jugar Buscaminas. Te explotan realidades en la cara cuando menos te lo esperas. Los huecos sigilosos, el asfalto levantado, los semáforos dañados, los postes ciegos, el viento hediondo a nostalgia, a suspiro de llanero enamorado, la humedad del llanto de una madre en Maiquetía. Caracas, el reino de la empanada de carne mechada y de la arepa frita con hueco. La ciudad marica-homofóbica. La tarima de tierra en la que nació una historia de amor unidireccional frustrada por mí. La Caracas con cara de mujer bonita. La Caracas con la espalda del Ávila. La ciudad transgénero. La aldea que te termina sacando del closet (de todos), una y otra vez.
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2018.05.20 05:04 Tomas-E I´ve started a book. I would like if some spanish or latin reader gave me their opinion with the hook

recently i´ve started writing sonething and i would like to know your opinions on the hook. im Argentinian so im most comfortable writing in spanish. I would be really happy if any spanish or latin reader was kind enough to give me some critique
pd: if this is not the right sub let me know were can i go.
Soñadores
Capítulo 1
Daniel caminaba. No iba lento, pero tampoco rápido. Solamente caminaba, mirando como las calles y los edificios lentamente se iban poblando a medida pasaba el tiempo. Algún oficinista apurado trotaba para llegar rápido a algún lugar, alguna madre retando a su hijo por despertarse tarde. Pero el miraba como el fondo se perdía en una niebla densa, o la cima de los rascacielos se doblaban para regresar a la tierra.
El seguía caminando, entro en algún café sin nombre y pidió lo primero que vio: un café de sopa. Después de unos segundos lo tenía en la mano. Un vaso de cristal llevaba lo que se podía describir como una innecesaria combinación entre un perfecto café negro y una combinación de diversos caldos. Decepcionado, Daniel camino hasta la pared y empezó a caminar sobre ella en dirección a las mesas más cercanas. Se sentó sobre una ubicada perfectamente a noventa grados del suelo. Igual nada parecía afectarle, pues Daniel se mantenía perfectamente recto sobre su silla.
– No sé porque acepté a hacer esto.
Lentamente Daniel saco una pequeña libreta del aire.
– Siempre es lo mismo. Formas surreales, gente apurada, restos de lo que comió anoche. – mientras hablaba, iba anotando lo que había visto en esa sesión. –que bien que me pago adelantada la hora. Prestó atención al lugar. Paredes blancas, patrón constante para el suelo, los empleados con uniforme negro.
– Otro para el archivo… Lentamente arranco la página sobre la que estaba escribiendo y soltó la libreta para que flotara libremente. Se paró y fijo la vista para delante: una persona cansada por la falta de un tiempo que claramente le sobraba, sobrecargada por sus propios méritos y con un mal ciclo de sueño.
Despertó.
– Dos cucharas sobre la taza, media rodaja de pan a medio comer y tres alfileres formando un triángulo. Siempre tenía que decirlo, no quería ser un soñador por toda la eternidad. Se sacó su casco y empezó a anotar lo que ya había anotado en el sueño, mientras esperaba que la cliente despertara.
– Buenos días señora Sosa. Espero que haya aprovechado este descanso. No tendrá que pagarme ningún extra pues me ha sido relativamente fácil diagnosticarla. Usted no tiene nada malo con su sueño, en realidad le diría que probablemente esto es solo un síntoma de su actual rutina. La señora, de no más de 35 años, entraba en razones mientras escuchaba a Daniel. Se retiró su casco y se sentó sobre diván en el que estaba recostada.
– Disculpe señor…?
– Daniel Pereyra
– Bueno, señor Pereyra… Vine para que me arregle. En una semana me harán el somnium. Si llego y me ven con cosas como estas, me podrían despedir. Tengo suerte que uno de mis jefes me aviso de la próxima revisión. Esa fue mi única ayuda, y si usted solo me dice que es culpa de “mi rutina” esa ayuda se desvanecerá con la carta de despido.
– Mire señora, hace tiempo que hago esto, Usted soló es víctima de un mal ciclo de sueño, mesclado con un muy mal manejo de su tiempo. Si pudo hacer esta cita y pagar por adelantado, significa que usted tiene los recursos y el tiempo para buscar una cura mágica. Me lamenta ser la persona que tenga que decirle que reorganice sus recursos en una, si bien más difícil, efectiva solución.
– Y usted quien se cree para decirme eso. Mirando su espacio de… trabajo… me doy cuenta que usted no es tampoco una de las personas más organizadas. Quiero que sepa que si mi carrera se ve perjudicada por su falta de acción…
– ¿Cree que a su hijo le gustaría que dijese eso?
– ¿Me ha investigado? No sé cómo lo ha hecho, pero estese seguro que esto lo va a perjudicar.
No era la primera persona quien decía eso. Más de uno pasaba por su estudio buscando una cura mágica para todos sus problemas. Pensaban que el sueño era magia. No lo es.
Rápida y decidida, La mujer se paró del diván en dirección a la puerta. Siempre usaban el mismo camino. Primero por la derecha de la mesa, luego por la izquierda del sillón, y salían cerrando con furia la puerta al exterior detrás de ellos. Otro pequeño seguro por si Daniel seguía soñando.
De repente Daniel se encontró solo. Solo con el casco. Le habría encantado ser la persona a la que se le hubiera ocurrido hacer el aparato. Pero no. Como él le decía: “El casco”, o como muchos otros, “ALMOHADA”, era un simple aparato que permitía el completo control de los sueños de una persona, lo que nadie había imaginado era que se conectaban más ALMOHADAS permitía la conexión mental entre las personas, dentro de los sueños.
Dejo el casco a un lado. Estaba solo en la pequeña casa que había comprado. Lejos de todo. Lejos de todos. Escribió el informe del cliente rápidamente: “Otro más que viene con las mismas cualidades e ideas. Cree que soñar es todo, perdiéndose en un mundo donde realidad e imaginación se confunden. Otro más que no encontró lo que buscaba”.
Se levantó de su escritorio, entre la mugre que tenía ese lugar. No era todos los días que alguien venía para una sesión y menos que alguien pagara por adelantado, ahorrándole el dolor de cabeza de discutir el precio cuando los sacaba a los 15 minutos, después de ver de nuevo el sueño de alguien más. Ya sabía a donde ir.
Se movía lento. No había razón para ir rápido. Veía el papel tapiz verde que decoraba el estudio, o el suelo oscuro, perfecto para ocultar a alguien que mirara a simple vista todas las pequeñas cosas colocadas en lugares específicos. El resto de la casa no era tampoco gran cosa. Tomo una pequeña puerta disimulada en el papel tapiz con dirección a la cocina. Una heladera, un horno y lugar para guardar lo poco que tuviera que no fuera congelado. Luego entro a su habitación, donde se puso rápidamente una ropa mejor que la remera gastada y el jogging agujereado que tenia puesto.
Regreso a la cocina y se dirigió al exterior.
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2017.12.28 04:02 MexWevC La corrupción es el pecado original de México / Corruption Is Mexico’s Original Sin

http://foreignpolicy.com/2017/12/26/corruption-is-mexicos-original-sin/
El problema de la corrupción en México no es producto del azar. El sistema político de México se creó en la década de 1930 para consolidar el poder político de los ganadores de la revolución de 1910 del país y para proporcionarles acceso a los puestos del gobierno y el dinero. El sistema resultante se basó en una transacción simple: lealtad al presidente, en todas las instituciones políticas y judiciales, a cambio del acceso a la riqueza y el poder político.
Desde entonces, los puestos gubernamentales, tanto electivos como por nombramiento, se han entregado como parte de un proceso interminable de negociaciones para mantener el control de la clase política sobre el país y su sistema de botín. Los funcionarios han visto durante mucho tiempo sus posiciones como oportunidades para ganar dinero. A algunos funcionarios se les proporcionó información no pública que les permitió obtener beneficios personales, mientras que en otros casos sus citas facilitaron el robo total. Solo fueron enjuiciados cuando rompieron la regla de oro: cuando se oponían al presidente o dejaban de ser percibidos como leales. No ha habido distinción entre los partidos políticos en estos esfuerzos; el PRI, que fue el único juego en la ciudad durante la mayor parte del siglo 20, y el PAN han sido igualmente implicados.
Mexico’s corruption problem is not a product of chance. Mexico’s political system was created in the 1930s to consolidate the political power of the winners of the country’s 1910 revolution and to provide them with access to government posts and money. The resulting system was based on a simple transaction: loyalty to the president, across all political and judicial institutions, in exchange for access to wealth and political power.
Since then, government posts, both elective and by appointment, have been given out as part of an endless process of negotiations to maintain the political class’s control over the country and its spoils system. Functionaries have long seen their positions as opportunities to make money. Some office holders were provided with nonpublic information that allowed personal gain, while in other cases their appointments facilitated outright robbery. They were only prosecuted when they broke the golden rule — when they opposed the president or ceased to be perceived as loyal. There has been no distinction between political parties in these endeavors; the PRI, which was the only game in town for most of the 20th century, and the PAN have been equally implicated.
http://foreignpolicy.com/2017/12/26/corruption-is-mexicos-original-sin/
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2017.08.31 13:20 JulianAG El Ejército de Tierra es golpista

En la efeméride de la Orden correspondiente al día 18 del pasado julio de la unidad Agrupación Logística Nº 6 del Ejército de Tierra sobre el golpe de Estado que el mismo había perpetrado ochenta y un años antes se constatan inconsistencias, que debían ser puestas en conocimiento del Jefe militar que autorizó su publicación mediante una carta nominal, motivo por el cual solicité a dicho ejército su identidad; pero del mismo recibí la callada por respuesta y, en consecuencia, se la dirigí como carta abierta (1).
Y con posterioridad a ello, su correspondiente Departamento de Comunicación me denegó tal solicitud argumentando que se trataba de un “dato personal” sometido a la normativa vigente y que el Ejército de Tierra ya había dado a conocer su “postura oficial” al respecto a los medios de comunicación y “a través de una pregunta de control parlamentaria”. Para ponderar tal denegación, repliqué preguntando no solo qué "normativa vigente" considera que la identidad del jefe de una unidad militar sea un "dato personal", sino también cómo podría consultar la aludida “postura oficial”, sin que hasta el momento haya recibido respuesta de dicho departamento castrense.
La publicación castrense de dicha efeméride suscitó varios comentarios, entre los que cabe reseñar el del general retirado del Ejército del Aire José Julio Rodríguez Fernández, porque ha desempeñado el cargo de Jefe del Estado Mayor de la Defensa -JEMAD- y en la actualidad es un militante destacado de PODEMOS que cuenta con la consideración de su dirigencia; y como tal expresa en un tweet su escepticismo por la publicación castrense de la susodicha efeméride y de la misma opina que supone que “vamos p’atrás”. El Ejército de Tierra respondió a dicho tweet con otro en el que se plantea tres preguntas y las contesta lacónicamente: «Hemos publicado esa efeméride? Sí. Ha sido un error? También. Pedimos disculpas? Por supuesto»; sin embargo, en este tweet el Ejército de Tierra omite pronunciarse acerca de la opinión de quien fuera su JEMAD.
Pero, según el diario ABC (2), dicho ejército, tras una “investigación interna” exprés, comunicó la publicación de la efeméride correspondiente al día 18 de julio con el mismo texto desde 2005, destacando las de 2009 y 2010, cuando su JEMAD era quien ahora opina que “vamos p’atrás”, que las efemérides, con sus respectivos textos, constan en una “base de datos”, desde la que “se incluyen de forma automática en la “orden” diaria de las Unidades del Ejército de Tierra” y que dicha base de datos no ha sido revisada desde hace tiempo, por lo que la actualizará para que sus efemérides se adapten a la normativa vigente, concretamente a la Ley de la Memoria Histórica.
Y la Ministra de Defensa, en la Comisión de Defensa del Congreso celebrada ayer, 30 de agosto, ha asumido aquel comunicado castrense (3) ya reseñado por el diario ABC. En consecuencia, la publicación de la efeméride del golpe de Estado de 1936 en aquella unidad del Ejército de Tierra no sería responsabilidad de su Coronel-Jefe, sino de quienes han consentido que el Ejército de Tierra exista una “base de datos” en la que aquella efeméride incumple la Ley de la Memoria Histórica, aprobada por las Cortes Generales hace ya casi diez años.
Y tal incumplimiento de la legalidad es patético no solo porque en dicha efeméride el Ejército de Tierra recurre a un eufemismo propio de la jerga golpista para referirse a aquel golpe de Estado que el mismo había perpetrado, sino también porque lo justifica, incurriendo para ello en inconsistencias históricas. Además, que tal efeméride se haya publicado desde 2005 en las unidades del Ejército de Tierra indica que no ha sido cuestionada por ninguno de sus jefes militares, incontables desde entonces, a buen seguro porque estos compartían la “justificación” del golpe de Estado explícita en la misma.
Y lo denunciado explícitamente en el párrafo anterior se basa en la ponderación en su contexto de las afirmaciones que constan en la susodicha efeméride castrense , lo que requiere su transcripción íntegra: “En este día de 1936, oficialmente, se inicia en toda España un alzamiento cívico-militar, en el que participa la mayoría del Ejército. Es un día importante en la historia de nuestro pueblo que merece ser recordado, para que las generaciones futuras eviten el que se produzcan las condiciones que propiciaron el enfrentamiento bélico. Los pueblos que olvidan su historia están irremisiblemente condenados a repetirla."
Una cita atribuida a Cicerón, enfatizada, es el corolario de la efeméride castrense recién transcrita, de la que debe decirse llanamente y sin rodeos, conforme al refrán popular al pan, pan y al vino, vino, que lo que en la misma se conmemora denominándolo “alzamiento” es un eufemismo del golpe de Estado que “la mayoría del Ejército” perpetró para derrocar al Gobierno de la II República que la mayoría del pueblo español había elegido democráticamente.
En tal efeméride, el Ejército de Tierra actual patentiza su afinidad ideológica con la de aquella “mayoría” del mismo que ochenta y un años antes perpetró aquel golpe de Estado y no con la de la minoría del mismo, que permaneció siendo fiel a su propio juramento de fidelidad a la República y, en consecuencia, al Gobierno que la mayoría del pueblo español había elegido democráticamente cinco meses antes. Así, el Ejército de Tierra explicita su filia golpista, o dicho con otras palabras, que es la casta militar, a la que se pertenece, principalmente, por tradición familiar o, según a muchos militares golpistas gusta decir, por vocación.
No obstante, lo políticamente correcto, desde hace casi cuarenta años, es que sus integrantes aparenten no ser golpistas, lo que explica que el Ejército de Tierra haya considerado que la publicación de la efeméride de aquel golpe de Estado ha sido un “error”.
Que en la susodicha efeméride el “alzamiento” de la “mayoría del Ejército” en julio de 1936 se relacionara con un “enfrentamiento bélico” da a entender que ésta y la minoría del mismo combatieron entre sí. Pero, dado el tamaño tan dispar de los bandos combatientes del mismo ejército y que la “mayoría” de éste contara, además, con el concurso de dos ejércitos extranjeros, ¿qué explica que tal “enfrentamiento bélico” se prolongara durante casi tres años? La Historia da la respuesta: Que aquella “mayoría del Ejército” combatió no solo contra la minoría del mismo ejército, cuyos integrantes habían permanecido siendo leales a su juramento y, en consecuencia, al Gobierno republicano elegido democráticamente por la mayoría del pueblo español, sino también contra esta mayoría popular, que se defendió de aquella “mayoría del Ejército” golpista con las armas a su alcance.
La adjetivación “cívico-militar” del sustantivo “alzamiento” resalta, aún más si cabe, que éste es un eufemismo de aquel golpe de Estado y con la misma se pretende encubrir que la “mayoría del Ejército” lo perpetró. Tal pretensión se sustenta no solo en sobredimensionar el protagonismo de civiles en el golpe de Estado, sino también en omitir que estos pertenecían a las castas política, religiosa, mediática, policial, judicial, funcionarial, universitaria y un largo etcétera de otras que habían fracasado en su intento de abortar la elección democrática de un Gobierno que cuestionara el insaciable enriquecimiento de sus dueños, es decir, de quienes entonces ostentaban el poder del dinero, que eran también civiles, por cierto.
Con tal impostura, la susodicha efeméride castrense trata de hacer creer que aquel golpe de Estado fue una “guerra civil”, pero la Historia evidencia que la mayoría del pueblo español lo afrontó, lo que demoró su consumación.
En cualquier caso, cuando aquel fracaso del sinfín de castas se plasmó en las elecciones generales de 1936, los dueños de las mismas azuzaron a su casta militar y sobornaron a su cabecilla, logrando así que la “mayoría del Ejército” perpetrara aquel golpe de Estado contra el gobierno republicano que no hacía ni cinco meses que había sido elegido democráticamente en aquellas elecciones.
Aunque el texto de tal efeméride rezuma añoranza por aquel papel golpista del Ejército, hoy por hoy, quienes ostentan el poder del dinero, es decir, sus dueños, no volverán a azuzarle para que lo protagonice. ¿Por qué? Porque quienes entonces ostentaban el poder del dinero recurrieron a su casta militar para que perpetrara aquel golpe de Estado después de que, recordémoslo, sus castas restantes hubieran fracasado en abortar la elección democrática de un gobierno que cuestionara su insaciable enriquecimiento. Y una vez perpetrado, tras haber logrado no solo aniquilar aquel gobierno republicano y una parte del pueblo que lo defendió, sino también horrorizar a la restante, aquellos poderosos trataron de que su casta militar regresara a los cuarteles para aparentar la vuelta de la democracia, en la que sus otras castas, encabezadas por la política, les asegurarían, nuevamente, su insaciable enriquecimiento. Pero el cabecilla de aquella casta militar, el general del Ejército Francisco Franco Bahamonde, no se avino a tal permuta, sino que se afanó en conservar la dictadura militar hasta su muerte, que acaeció casi cuarenta años después de que encabezara el golpe de Estado que la había impuesto a sangre y fuego.
Es obvio que la razón por la que quienes entonces ostentaban el poder del dinero trataron en vano de permutar a su casta militar por la política fue económica: Estos poderosos sabían que se enriquecerían mucho más si sus intereses eran atendidos por su casta política en democracia, que si lo eran por su casta militar en dictadura. En efecto, aunque la casta militar veneraba el poder del dinero y perpetraría todos los crímenes necesarios para asegurar el insaciable enriquecimiento de sus dueños, los integrantes de la misma se sentían como estos, es decir, sus dueños: eran lo que tenían. Y en este contexto de avaricia sin cortapisas, los dueños de dicha casta se avinieron a que los integrantes de la misma no solo se quedaran con parte del botín que con sus fechorías les procuraban, sino que, junto a compinches, crearan empresas para compartir el saqueo de los bienes públicos; el análisis de este saqueo hasta la actualidad, reseñado en el libro Ibex 35 de Rubén Juste, concluiría citando el refrán popular de aquellos polvos vienen estos lodos.
Pero quienes ostentaban el poder del dinero, cuando aquel cabecilla de su casta militar murió, dispusieron el “regreso a los cuarteles” de la misma, lo que les permitió aparentar la vuelta de la democracia, conocida como "Régimen del 78". Así, el enriquecimiento de su casta militar quedó restringido a la parcela castrense, en la que aquella ha seguido haciendo de su capa un sayo merced a las prebendas otorgadas por la Constitución de aquel régimen, mientras que su casta política, es decir, Unión de Centro Democrático -UCD-, Alianza Popular -AP- y el Partido Popular -PP- por un lado y por otro el Partido Obrero Socialista Español -PSOE-, se ha afanado en satisfacer su insaciable enriquecimiento en las restantes parcelas.
Y a pesar de que tal sobre-enriquecimiento de los poderosos ha sido logrado descaradamente a expensas del empobrecimiento de la mayoría popular, la que de ésta vota, lo hace a dicha casta, fundamentalmente, lo que evidencia que aquellos cuentan, además, con una casta “popular”.
En la efeméride de aquel golpe de Estado, la casta militar advierte a las “generaciones futuras” que deben evitar “las condiciones que propicien” que el Ejército perpetre otro, por lo que el servicio que presta a sus dueños, hoy por hoy, podría ser amedrentarlas para que voten a la casta política. Pero tal servicio habría sido por propia iniciativa, porque las castas restantes, encabezadas por la política, constituida a día de hoy por el tripartito (PP + PSOE + Ciudadanos -C's-) más otros partidos de ámbito regional, se afanan en una campaña contra las dirigencias de *Unidos Podemos y de sus Confluencias, con la que sus dueños pretenden que las nuevas generaciones se abstengan de votar a aquellas dirigencias, tal y como lo habrían hecho mayoritariamente en las últimas elecciones.
Tal pretensión es obvia si se tiene en cuenta que aquella campaña se basa en un sinfín de difamaciones y calumnias contra quienes integran aquellas dirigencias. Porque si las nuevas generaciones las creyeran, sólo podrían concluir que todos los políticos son iguales y, en consecuencia, abstenerse. Así, la casta política seguiría contando con un porcentaje de votos del censo al que la ley electoral vigente, sustentada en la Constitución del Régimen del 78, sobredimensiona su representatividad, es decir, le asigna un número de diputados mucho mayor al que su porcentaje de votos corresponde. Por ejemplo, en las últimas elecciones, la casta política nacional, es decir, el tripartito PP&PSOE&C’s, fue votada por el 45% de las personas censadas, pero la representan, merced a dicha ley, el 73% de los diputados del congreso, es decir, el 27% más de diputados de los que conforme al censo le correspondería (95 de los 350 diputados que representan a todas las personas censadas).
Tal despropósito democrático lo ha logrado la casta política porque la ley electoral vigente sobredimensionó su representatividad otorgándole la de las personas, entre otras, que no votaron.
Pero si tan infame campaña no menoscabara significativamente el apoyo electoral de aquellas generaciones a dichas dirigencias y éstas lograran formar un gobierno nacional que cuestionara la avaricia de quienes ostentan el poder del dinero, a buen seguro que estos se plantearían azuzar a su casta militar a que perpetrara un golpe de Estado para derrocarlo. En tal supuesto, aunque aquellas dirigencias tuvieran previsto que el Ejército perpetrara un golpe de Estado, habría que ser escéptico con respecto a que pudieran neutralizarlo, dadas las consecuencias de aquel otro objeto de la susodicha efeméride, entre las que destacaría que el Ejército español sea monolíticamente golpista, porque ha asumido el golpe de Estado dado en 1936/39 sin siquiera tratar de excusar la vileza y felonía que perpetrarlo supuso ni pedir perdón por los centenares de miles de muertes que causó.
Aquella opinión del antes citado ex-JEMAD, según la cual había sido un paso “p’atrás” que el Ejército de Tierra publicara la efeméride del susodicho golpe de Estado, conlleva que el mismo ejército tendría que haber dado antes un paso para adelante, pero no ha sido explicitado, quizá, porque no existió. Al respecto debe recordarse que este excelso militar había declarado, siendo ya militante de PODEMOS, no sólo su anhelo de que “parte de la sociedad pierda el miedo hacia el Ejército”, sino también su convicción de que “no todas las Fuerzas Armadas son golpistas” (4). Y en un hilo colgado en este foro (5) tildo de errónea su convicción recién transcrita, porque la Historia ha evidenciado que la ejecución de aquel golpe de Estado no requirió tal unanimidad, sino solo la de la mayoría del Ejército, tal y como el actual ejército explicita en su efeméride del mismo; y en el mismo hilo afirmo de los militares que perpetraron aquel golpe de Estado, lo que el Ejército actual omite al conmemorarlo: que asesinaron a sus compañeros de armas que se opusieron a secundarlo, es decir, a quienes cumplieron su juramento de lealtad a la República y, en consecuencia, al Gobierno que la mayoría del pueblo español había elegido en unas elecciones democráticas.
En el mismo hilo, además, considero que una parte de la sociedad actual siente miedo del Ejército porque es consciente no sólo de que éste perpetró aquel golpe de Estado, un acto terrorista sin parangón que conllevó el asesinato de centenares de miles de personas, sino también de que sus sucesivas hornadas de integrantes lo han asumido sin criticar la vileza y felonía que supuso perpetrarlo ni pedir perdón a las víctimas del mismo, por lo que concluyo que tal miedo está plenamente justificado.
Otra parte de la sociedad actual no es consciente de que el Ejército sea una amenaza democrática porque se ha impuesto el relato según el cual los golpes de Estado hoy en día ya no son como los del siglo anterior, de los que se considera paradigmático el perpetrado por las Fuerzas Armadas y Carabineros de Chile en 1973 contra su presidente Salvador Allende Gossens; éste entonces les opuso resistencia en la sede oficial de La Moneda, siendo por ello asediada y bombardeada por tierra y por aire por aquellos golpistas, hasta que lograron asaltarla para asesinar al citado presidente y simular, zafiamente, que se había suicidado.
En este sentido, el profesor Juan Carlos Monedero Fernández, fundador de PODEMOS, comenta que aquellos bombardeos no son ya necesarios para perpetrar golpes de Estado, porque ahora lo son por parlamentos corruptos, ejemplarizando tal afirmación en el parlamento brasileño, que mediante patrañas ha destituido a Dilma Rousseff del cargo de Presidente, para cuyo desempeño había sido elegida en unas elecciones democráticas.
Sin embargo, en mi opinión, el uso de la locución golpe de Estado debiera restringirse a la acción de la casta militar que derroca al gobierno democrático que cuestiona el insaciable enriquecimiento de sus dueños y aterroriza al pueblo que lo sustenta. En este contexto, pues, aquella destitución parlamentaria de la presidenta Rousseff habría sido una treta de la casta política, con la que sus dueños, es decir, quienes en Brasil ostentan el poder del dinero, han logrado que ésta gobierne para que les asegure su insaciable enriquecimiento. Pero si así no lo hubieran logrado, a buen seguro que se habrían planteado azuzar a su casta militar para que perpetrara un golpe de Estado y la derrocara.
Al respecto convendría recordar que el objetivo descarado del sinfín de castas opuestas al presidente Salvador Allende en las elecciones legislativas celebradas en 1973 en Chile era que los parlamentarios de la casta política le destituyeran, pero el pueblo chileno con sus votos lo impidió. Entonces, el Capital foráneo y la reacción de aquel país, es decir, quienes ostentaban el poder del dinero, azuzaron a su casta militar a dar un golpe de Estado contra dicho presidente; y los integrantes de la misma, convertidos en zafios criminales, lo perpetraron cuando apenas seis meses habían transcurrido desde aquellas elecciones.
No da la impresión de que el Ejército español actual pueda ser una amenaza democrática por haber asumido el golpe de Estado perpetrado en 1936, porque para perpetrar otro requeriría la conversión criminal de los militares coetáneos que lo integran, lo que para cualquier persona sana resulta increíble. En efecto, la inferencia de tal incredulidad se sustenta en la empatía de aquellas personas, quienes no pueden ser conscientes de aquella amenaza castrense, porque su materialización requeriría aquella "conversión criminal" en la que no creen. Y sin embargo, la Historia constata no solo la conversión criminal de los integrantes del ejército que perpetran un golpe de Estado, sino también que muchas de sus víctimas son sorprendidas por la misma.
Salud. Julián
NOTAS
(1) https://www.reddit.com/podemos/comments/6p9wyt/carta_abierta_a_un_militar_golpista/
(2) http://www.abc.es/espana/abci-julio-rodriguez-critica-ejercito-definir-18-julio-igual-cuando-jemad-201707230309_noticia.html
(3) https://www.infolibre.es/noticias/politica/2017/08/30/cospedal_justifica_que_glorifique_julio_los_cuarteles_porque_tambien_hacia_cuando_gobernaba_psoe_69035_1012.html
(4) http://www.eldiario.es/politica/Ejercito-castigan-Podemos-concedan-destino_0_623288217.html
(5) https://www.reddit.com/podemos/comments/63r1go/la_casta_por_antonomasia_y_unidos_podemos/
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2017.07.24 19:29 JulianAG Carta abierta a un militar golpista

Entendí que debía dirigir esta carta al Coronel-Jefe de la unidad militar Agrupación Logística Nº 61 responsable de la ORDEN del pasado día 18 de este mes de julio, pero mi solicitud escrita al Ministerio de Defensa para conocer su identidad ha recibido la callada por respuesta, motivo por el cual recurro a publicarla como carta abierta.
Sr. Coronel-Jefe de la citada unidad militar: En el apartado “EFEMÉRIDES” de aquella ORDEN suya, correspondiente al octogésimo primer aniversario del día 18 de julio de 1936, usted afirma que entonces “oficialmente, se inicia en toda España un alzamiento cívico-militar, en el que participa la mayoría del Ejército. Es un día importante en la historia de nuestro pueblo que merece ser recordado, para que las generaciones futuras eviten el que se produzcan las condiciones que propiciaron el enfrentamiento bélico. Los pueblos que olvidan su historia están irremisiblemente condenados a repetirla."
Puesto que usted recurre a enfatizar una cita atribuida a Cicerón como corolario de su comentario sobre tal “efeméride”, permítame que recurra al refrán popular al pan, pan y al vino, vino de la lengua oficial de España para decir, llanamente y sin rodeos, que lo que usted denomina “alzamiento” fue el golpe de Estado perpetrado por “la mayoría del Ejército” para derrocar violentamente, mediante el uso de las armas, al Gobierno de la II República que democráticamente había sido elegido por la mayoría del pueblo español.
Es obvio, pues, que usted es ideológicamente afín a aquella “mayoría del Ejército” golpista que cita, como lo son, salvo excepciones, sus compañeros de armas. Pero lo políticamente correcto es, desde hace casi cuarenta años, que ustedes aparenten no serlo. Hasta tal punto es así, que el Ejército de Tierra no ha conmemorado dicho día, al menos “oficialmente” como usted ha hecho, y en un tweet, tras reconocer la publicación de dicha “efeméride”, afirma que había sido un “error” y que, “por supuesto”, pedía disculpas. No obstante, habrá que esperar a conocer las explicaciones que la Ministra de Defensa dé acerca del “error” de publicar esa “efeméride”, cuando sea interpelada en sede parlamentaria.
En cualquier caso, otras afirmaciones vertidas en su “efeméride” de aquel golpe de Estado deben ser puntualizadas. Afirma que hubo un “enfrentamiento bélico”, que se prolongó desde el día de julio de 1936 que usted conmemora hasta mediados de abril de 1939, en el que “la mayoría del Ejército participó”, dando así a entender que combatió contra la minoría del mismo ejército.
Pero, dado el tamaño tan dispar de los bandos combatientes del mismo ejército, ¿qué explica que su “enfrentamiento bélico” se prolongara durante más de dos años? La respuesta la da la Historia: Que aquella “mayoría del Ejército” combatió no solo a la minoría del mismo, que había permanecido siendo leal a su propio juramento y, en consecuencia, al gobierno republicano elegido democráticamente por la mayoría del pueblo, sino también a esta mayoría popular, que se defendió, con las armas a su alcance, de la agresión perpetrada por la “mayoría” castrense golpista.
Su consideración “cívico-militar” de aquel “alzamiento”, en el que “la mayoría del Ejército” participó, es desmentida por la Historia. En efecto, aquel golpe de Estado fue perpetrado por la “mayoría del Ejército”, en el que participaron también civiles, pero estos pertenecían, mayoritariamente, a las castas política, religiosa, mediática, policial, judicial, etc., que habían fracasado en su intento de abortar un Gobierno que cuestionara el insaciable enriquecimiento de sus dueños, es decir, de quienes entonces ostentaban el poder del dinero. Y entonces, estos azuzaron a su casta militar, a la que usted denomina “la mayoría del Ejército”, para que perpetrara aquel golpe de Estado contra el gobierno republicano, al que la mayoría del pueblo español había votado para que defendiera sus intereses, que eran contrarios a los de los dueños de dichas castas.
Ignoro no solo qué razones le han inducido a patentizar con tal “efeméride” su obvia filia golpista, es decir, su condición de integrante de la casta militar, sino también si tal condición es herencia familiar, un hecho que muchos militares golpistas denominan “vocación”. En cualquier caso, su conmemoración rezuma añoranza por aquel “protagonismo” del Ejército que, hoy por hoy, quienes ostentan el poder del dinero, es decir, sus dueños, no les van a volver a conceder. Y la razón para no atenderlo la enseña la Historia: Quienes entonces ostentaban el poder del dinero, recordémoslo, recurrieron a su casta militar para que perpetrara aquel golpe de Estado cuando sus restantes castas habían sido incapaces de impedir que hubiera un gobierno que no se prestara a satisfacer su insaciable enriquecimiento. Pero una vez perpetrada la aniquilación no solo del gobierno republicano, sino también de una gran parte del pueblo que lo votó, aquellos poderosos trataron de que la casta militar retornara a los cuarteles para que aparentar la vuelta de la democracia fuera creíble, en la que las restantes castas, encabezadas por la política, les asegurarían, nuevamente, su insaciable enriquecimiento.
Pero el cabecilla de aquella casta militar, el general del Ejército Francisco Franco Bahamonde, a quien no sé si usted gusta llamar Caudillo o Generalísimo, no se avino a tal permuta y se afanó en preservar su dictadura militar hasta que murió, casi cuarenta años después de que encabezara aquel golpe de Estado. Para comprender tal hecho histórico, debe conocerse la razón por la que los poderosos de entonces trataron de permutar la casta militar por la política: Económica, porque cuando la casta política atiende sus intereses “en democracia”, sus ganancias son mayores que cuando lo son por su casta militar. En efecto, aunque la casta militar veneraba a “la propiedad privada”, hasta tal extremo de perpetrar todo tipo crímenes para asegurar el insaciable enriquecimiento de quienes la ostentaban, los militares que la integraban sentían como sus dueños, es decir, que eran lo que tenían, de ahí que no solo se apropiaran de parte del botín que con sus fechorías procuraban a sus dueños, sino que sus compinches crearon empresas con las que saquearon bienes públicos, cuyo análisis hasta la actualidad concluiría citando el refrán de aquellos polvos vienen estos lodos.
Y cuando aquel cabecilla de la casta militar murió, quienes ostentaban el poder del dinero pergeñaron la farsa de democracia conocida como Régimen del 78, en la que no solo volvieron a confiar su insaciable enriquecimiento a la casta política, sino que también devolvieron a la casta militar a los cuarteles. Desde entonces, durante casi cuarenta años, aquella casta política, articulada en un bipartito izquierda/derecha representado, respectivamente, por el PSOE y por el PP en los últimos tiempos, impuso el turnismo para proporcionar pingües beneficios a sus dueños; y a pesar de que en los últimos años se ha evidenciado que tales beneficios han sido logrados a expensas del empobrecimiento de la mayoría social, la que de ésta acude a votar, lo hace mayoritariamente a dicha casta.
En el contexto actual, pues, ¿qué servicio presta la casta militar a sus dueños? La respuesta es amedrentar a las “generaciones futuras” para que voten a la casta política porque, tal y como se deduce de su “efeméride” de aquel golpe de Estado, lo que dichas generaciones deben evitar para que el Ejército perpetre otro es votar para que haya un Gobierno que cuestione la avaricia de sus dueños. Tal amedrentamiento se sumaría a la ejecución por la casta política, constituida por el tripartito PP&C’s&PSOE y otros afines de ámbito regional, junto con las castas mediática, policial, judicial, religiosa, etc., de una campaña de infundios y calumnias contra la dirigencia de Unidos Podemos y sus Confluencias, a la que las nuevas generaciones votan mayoritariamente.
Si tan infame campaña no menoscabara el apoyo electoral de las nuevas generaciones a dicha dirigencia y ésta lograra formar un gobierno nacional y patriótico que cuestionara la avaricia de quienes ostenten el poder del dinero, entonces estos azuzarían a su casta militar a que perpetrara un golpe de Estado para derrocar a dicho gobierno. La dirigencia que lograra formar aquel gobierno patriótico tendría previsto sufrir un golpe de Estado, pero hay que ser escéptico con respecto a que pudiera abortarlo, dadas la irreversibles consecuencias del que usted conmemora. Entre éstas, la más significativa es que el Ejército español sea monolíticamente golpista, habiendo asumido aquel golpe de Estado sin siquiera excusar la ALTA TRAICIÓN que perpetrarlo supuso ni pedir perdón por los centenares de miles de asesinatos que ocasionó.
Salud. Julián
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2016.06.10 13:41 EDUARDOMOLINA Vicenç Navarro Vicenç Navarro. Las mentiras y falsedades del establishment político-mediático español sobre Unidos. Todos los medios escritos mienten a sabiendas, liderados por El País, sin el más mínimo reparo en su comportamiento con Podemos.

http://www.nuevatribuna.es/opinion/vicenc-navarro/mentiras-y-falsedades-establishment-politico-mediatico-espanol-unidos-podemos/20160609163832129171.html
"He escrito extensamente que la transición de la dictadura a la democracia en España no fue nada modélica, pues el equilibrio de fuerzas entre las derechas (que controlaban los aparatos del Estado y los grandes medios de información) y las izquierdas (que habían liderado a las fuerzas democráticas), que acababan de salir de la clandestinidad, era tan desigual que era prácticamente imposible que el producto de tal proceso fuera equilibrado y modélico. De ahí que las instituciones democráticas continuaron estando altamente influenciadas por las fuerzas conservadoras, próximas a los intereses financieros y económicos que dominaban la vida económica, política y mediática del país (ver mi libro Bienestar insuficiente, democracia incompleta. Sobre lo que no se habla en nuestro país. Anagrama, 2002).
Como consecuencia de ello, la democracia española se ha caracterizado por su escasa calidad, y como indicador de ello, la diversidad ideológica de los mayores medios de información ha sido siempre muy limitada en España. Todavía hoy, no hay un mayor medio de información que pudiera considerarse de izquierdas. Lo más próximo que hubo tiempo atrás fueron los rotativos de centro, como El País, que cuando estuvo dirigido por Joaquín Estefanía estuvo abierto a colaboradores de izquierdas. Pero tal abertura desapareció, transformándose en un rotativo de derechas bajo la dirección del actual director Antonio Caño, profundamente conservador. Su reportaje sobre Podemos carece de cualquier sentido de balance o equilibrio, destacando por su hostilidad y agresividad. Un tanto igual ocurre con la Radio Televisión Española (RTVE), que se ha ido derechizando más y más. Hay una diferencia notable entre la RTVE en la época de Iñaki Gabilondo, y la de ahora de Alfonso Nasarre, director de Radio Nacional de España (RNE). La discusión sobre Podemos en la tertulia de RNE de hoy, 8 de junio, era mucho peor que la discusión que había tenido lugar en la cadena de ultraderecha estadounidense Fox el día anterior sobre Bernie Sanders, el candidato socialista en las primarias del Partido Demócrata de aquel país.
Todos ellos mienten a sabiendas, sin el más mínimo reparo en su comportamiento
Veamos los datos. Todos los medios, liderados por El País, han reproducido extensamente las declaraciones del vice coordinador del Comité Electoral del PSOE, Óscar López, en las que acusaba a Unidos Podemos de querer nacionalizar toda la banca, señalando esta medida como ejemplo del extremismo de tal partido, algo impropio de la socialdemocracia, acusación que se ha repetido muchísimas veces en artículos y tertulias a lo largo del territorio español, sin nunca dar la oportunidad de ser respondida, mostrando la falsedad de tal acusación y tal presunción.
Miremos en primer lugar lo que dice el programa de Unidos Podemos sobre la banca. En la sección sobre la banca se dice lo siguiente: "En esta nueva política industrial cobran un mayor peso los instrumentos financieros públicos para crear sinergias entre las capacidades innovadoras y financieras del sector privado y del sector público. Con el fin de que España cuente también con una importante red de banca pública para llevar a cabo estas políticas, el Gobierno renegociará los términos del Memorando de entendimiento firmado con la UE para poner en marcha una potente y eficaz banca pública a partir de las entidades ya nacionalizadas Bankia y Banco Mare Nostrum, que no serán reprivatizadas, y del ICO".
Puede verse que lo que Unidos Podemos está proponiendo es que los bancos que se han rescatado con dinero público (bancos que habían colapsado por la incompetencia, cuando no corrupción, de su gestión privada) se mantengan en el sector público para desarrollar una función pública proveyendo crédito a las familias y a las empresas (sobre todo pequeñas y medianas empresas) que lo necesiten. Esta propuesta es opuesta a la del PSOE, que pretende privatizar de nuevo tales bancos, poniéndolos otra vez en manos de banqueros y accionistas que consideraran su objetivo principal el optimizar sus intereses, es decir, sus beneficios, a costa de los intereses de la ciudadanía, medida que va precisamente en contra del principio socialista de anteponer el bien común sobre el beneficio privado. Es un indicador más del abandono del proyecto socialista por parte del PSOE que critique ahora a Unidos Podemos por hacer lo que la socialdemocracia hizo siempre. Es un indicador más de la renuncia del PSOE al ideario socialista.
Las propuestas que hace Unidos Podemos, que ahora ridiculiza el PSOE, las llevaron a cabo partidos socialistas cuando gobernaron
Otra propuesta que hace Unidos Podemos es utilizar el ICO, el Instituto de Crédito Oficial, como institución bancaria pública que expandiría sus responsabilidades crediticias, propuesta muy necesaria que ya hicimos el Profesor Juan Torres y yo cuando apuntamos las líneas generales de un programa económico progresista, que Podemos hizo suyo. De nuevo, es importante señalar que cuando hicimos tal propuesta, el economista del PSOE y también gurú mediático de El País (y de La Sexta), el Sr. José Carlos Díez, la ridiculizó, ignorando que lo que estábamos proponiendo era una práctica común en muchos países de Europa, incluidos países de tradición socialdemócrata, como son Noruega, Suecia y Dinamarca. En realidad, España es uno de los países con uno de los sectores bancarios público más pequeños, siendo ello causa de que exista en España una hipertrofia del sector bancario privado (tres veces mayor que en EEUU, en términos proporcionales).
Este intento de ridiculizar una medida tradicionalmente socialdemócrata es un indicador más de la renuncia del PSOE a sus principios socialdemócratas, renuncia que es constante en su discurso y práctica política. Léanse los textos del director del equipo económico del Sr. Pedro Sánchez, el Sr. Jordi Sevilla. En su libro De nuevo socialismo, Jordi Sevilla, que se define explícitamente y sin tapujos como liberal, utiliza frases como “¿Quién a estas alturas quiere aumentar el gasto público?” y “¿Alguien puede defender a estas alturas del siglo que un programa socialdemócrata debe estar a favor de más impuestos y más gasto público e introducir rigideces normativas en la economía?”, dicho y escrito en el país que tiene uno de los gastos públicos (incluyendo el gasto público social, que financia los servicios públicos del Estado del Bienestar como sanidad, educación, escuelas de infancia, servicios domiciliarios, servicios sociales, vivienda social, entre otros) más bajos de la UE-15 (el grupo de países de semejante nivel de desarrollo al de España). Siguiendo esta mentalidad, Jordi Sevilla fue el inspirador del famoso dicho del presidente Zapatero de que "bajar impuestos es de izquierdas", creando un agujero en el presupuesto del Estado de nada menos que de 27.000 millones de euros. Los recortes de gasto público que inició el presidente Zapatero fueron precisamente para reducir el déficit público que tal recorte de impuestos había generado en las cuentas públicas. Ni que decir tiene que estos recortes debilitaron enormemente al ya insuficientemente financiado Estado del Bienestar español. A la luz de estos datos, hay que añadir a las preguntas que se hacía el Sr. Sevilla la más importante, que no cita: "¿Quién a estas alturas estaba renunciando al proyecto socialista en democracia, es decir, al proyecto socialdemócrata?". Pero crean que la dirección del PSOE nunca se hará esta pregunta. La falta de autocrítica de la dirección de este partido y la continuación de sus políticas neoliberales tiene poco que ver con tal proyecto político.
El miedo al comunismo: otra movilización en contra de Unidos Podemos
Donde las tertulias y artículos alcanzan un nivel casi histérico es al anunciar la implantación de “la dictadura del proletariado” que tendría lugar en el caso de que gane Unidos Podemos. En este punto, me temo que más que ante una mentira, estamos ante una enorme ignorancia debido al enorme conservadurismo en la enseñanza, sobre todo privada, gestionada por la Iglesia, donde gran número de tertulianos parecen haberse educado. El desconocimiento en España de los escritos de Marx, con la constante confusión entre lo que es marxismo, lo que es socialismo y lo que es comunismo, es enorme, incluso, por cierto, en los centros universitarios.
Como indiqué en otro artículo reciente (“Contestación a Susana Díaz: ¿qué es la socialdemocracia?”, Público, 08.06.15), el PSOE tiene en sus escritos oficiales el reconocimiento de la utilidad del marxismo como instrumento intelectual, crítico con el capitalismo. Y como subrayé en aquel artículo, las dos tradiciones basadas en el marxismo, tanto la socialdemocracia como el comunismo, tenían históricamente el mismo objetivo: alcanzar la sociedad socialista. Eran los medios para alcanzar tal objetivo lo que diferenciaban las dos sensibilidades. En los países capitalistas desarrollados, la vía revolucionaria no ha sido considerada posible, siendo la vía democrática la seguida no solo por los partidos socialdemócratas sino también por los partidos comunistas. Y cuando los partidos comunistas han gobernado, y lo han hecho, por lo general, en coalición con los partidos socialdemócratas, sus políticas han sido típicamente socialdemócratas. En realidad, en Italia, las regiones mejor gobernadas, con mejor desarrollo de las políticas públicas de sensibilidad socialdemócrata, fueron las gobernadas por el Partido Comunista Italiano, el mayor partido de prácticas socialdemócratas en Europa, después del SPD alemán. En realidad, lo mismo está pasando en gran número de países subdesarrollados. En la India, por ejemplo, el Estado que ha alcanzado mayores logros socialistas en democracia ha sido el gobernado por el Partido Comunista. Esta amplia experiencia, bien conocida a nivel internacional (y desconocida, ignorada y ocultada en España), muestra que la diferencia en la aplicación de políticas públicas entre partidos de distintas tradiciones socialistas ha ido desapareciendo.
En Europa, sin embargo, la característica más preocupante ha sido el creciente abandono de la socialdemocracia por parte de los partidos socialdemócratas, al incorporar estos partidos elementos muy importantes del neoliberalismo. La Tercera Vía, liderada por Blair y seguida también por Schröder en Alemania, por Zapatero en España y por Hollande en Francia, ha ido abandonando la socialdemocracia, convirtiendo a sus respectivos partidos en partidos socioliberales en los que dominan las políticas públicas neoliberales (véase mi libro Ataque a la democracia y al bienestar. Crítica al pensamiento económico dominante. Anagrama, 2015). En realidad, algunos de los responsables de imponer tales políticas neoliberales en el establishment europeo han sido y continúan siendo personas pertenecientes a partidos socialdemócratas. Ahí está la causa de su deterioro electoral.
El por qué del abandono de la socialdemocracia por parte de los partidos socialdemócratas
Este abandono está documentado, y algunos personajes del PSOE así lo han reconocido (en privado). Los argumentos que se han dado por parte de intelectuales de tal partido para explicar su descenso electoral no son creíbles. Uno es que la globalización o el establecimiento del euro (o cualquier elemento externo) no permiten llevar a cabo el proyecto socialdemócrata. Pero el hecho de que Zapatero congelara las pensiones para obtener 1.200 millones de euros para cubrir el déficit, en lugar de mantener el impuesto de patrimonio (con lo cual hubiera conseguido más dinero), no puede atribuirse a ningún factor externo. En realidad, todos los recortes podrían haberse reducido y disminuido mediante un gravamen de las rentas del capital al mismo nivel que las rentas del trabajo, propuesta que ha estado en la oferta electoral del PSOE en varias ocasiones, sin que ello se aplicara nunca. Hoy las rentas del capital (como porcentaje de todas las rentas) son las más altas de los últimos treinta años, a costa de que las rentas del trabajo sean las más bajas. Ni que decir tiene que el establecimiento de la Eurozona bajo el dominio del establishment neoliberal que controla la gobernanza del euro dificulta y obstaculiza la aplicación de políticas socialdemócratas de carácter redistributivo y de expansión de la protección social. Pero como ha mostrado la coalición de izquierdas del gobierno portugués, se pueden revertir las políticas de recortes que han causado tanto daño, si hay voluntad política.
Otro argumento utilizado por intelectuales afines al PSOE es que la clase trabajadora, la base electoral de la socialdemocracia, está desapareciendo, y por lo tanto el voto socialdemócrata también está bajando. Pero no hay ninguna evidencia que apoye esta tesis. En realidad, la clase trabajadora existe, y en algunos países vota a la ultraderecha (decepcionada y enfadada con los partidos que renunciaron a la socialdemocracia), y en otros como en España vota a Podemos, y ahora votará a Unidos Podemos. De ahí surge el pánico del establishment político-mediático. El abandono de la socialdemocracia por parte de los partidos socioliberales se debe predominantemente al dominio de los aparatos de tales partidos por parte de profesionales (consecuencia de la profesionalización de la política), la mayoría de clase media de renta alta (la clase profesional) que hacen de la política su profesión y su modus vivendi, desarrollando unos intereses corporativos que dan pie a estas complicidades entre tales aparatos y los grupos financieros y económicos que dominan la vida económica, política y mediática del país. Este maridaje los aleja de la clase trabajadora y otros componentes de las clases populares, que quedan cada vez más distantes, anteponiendo en muchas ocasiones (como en la reforma laboral del presidente Zapatero) los intereses de aquellos grupos sobre los del mundo del trabajo. Esta realidad, fácilmente documentable, se da con particular intensidad en los equipos económicos de tales partidos, tradicionalmente muy próximos al mundo del capital. Y de ahí deriva el problema.
La nueva socialdemocracia
El aspecto más novedoso del surgimiento de nuevas izquierdas a lo largo de todo el territorio español y la radicalización de otras ya existentes (con la excepción del PSOE) es que sus inicios fueron el movimiento 15-M, cuya demanda central no fue la revolución o el socialismo, sino la democracia, señalando como el motivo de su protesta la no existencia de esta democracia en las instituciones representativas. El eslogan del 15-M “No nos representan” resume muy bien dicha denuncia. Y el otro, “No hay pan para tanto chorizo” también definió las raíces del problema de falta de democracia: el maridaje entre los grupos económicos y financieros y el establishment político (incluyendo el PSOE) y mediático (la gran mayoría de los medios).
Pero tal demanda exigiendo democracia entra en conflicto con la enorme concentración de la riqueza en España y en la mayoría de países capitalistas avanzados, puesto que poder económico se traduce en poder político. Y es ahí donde encontramos una clara contradicción entre las exigencias de mayor democracia, por un lado, y la lógica de la acumulación de capital vigente en el capitalismo de hoy por el otro. De ahí que las políticas redistributivas deban ser esenciales en un programa que exige la democratización de este país, puesto que las desigualdades (a cuyo crecimiento han contribuido las políticas del PSOE) han alcanzado unos niveles inaceptables para cualquier persona con sensibilidad democrática. La enorme hostilidad que la coalición Unidos Podemos está recibiendo se basa precisamente en este hecho. Los grandes centros de poder financiero y económico se sienten amenazados por Unidos Podemos y temen perder sus privilegios. De ahí que movilicen sus instrumentos políticos y mediáticos para intentar destruir a dicha coalición. Y esto es lo que está pasando en este país. Así de claro.
Última observación
Agradecería al lector que si ve mérito en lo que estoy diciendo, distribuya este artículo ampliamente, puesto que por desgracia no tengo acceso a los mayores medios de información, en los cuales estoy prácticamente vetado.
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2016.06.09 09:31 bmrdelap Artículo para recomendar y difundir entre los socialdemócratas traicionados por el PSOE

Por Vicenç Navarro Catedrático de Ciencias Políticas y Políticas Públicas. Universidad Pompeu Fabra, y autor del libro ‘Ataque a la democracia y al bienestar. Crítica al pensamiento económico dominante’ (Anagrama, 2015)
He escrito extensamente que la transición de la dictadura a la democracia en España no fue nada modélica, pues el equilibrio de fuerzas entre las derechas (que controlaban los aparatos del Estado y los grandes medios de información) y las izquierdas (que habían liderado a las fuerzas democráticas), que acababan de salir de la clandestinidad, era tan desigual que era prácticamente imposible que el producto de tal proceso fuera equilibrado y modélico. De ahí que las instituciones democráticas continuaron estando altamente influenciadas por las fuerzas conservadoras, próximas a los intereses financieros y económicos que dominaban la vida económica, política y mediática del país (ver mi libro Bienestar insuficiente, democracia incompleta. Sobre lo que no se habla en nuestro país. Anagrama, 2002).
Como consecuencia de ello, la democracia española se ha caracterizado por su escasa calidad, y como indicador de ello, la diversidad ideológica de los mayores medios de información ha sido siempre muy limitada en España. Todavía hoy, no hay un mayor medio de información que pudiera considerarse de izquierdas. Lo más próximo que hubo tiempo atrás fueron los rotativos de centro, como El País, que cuando estuvo dirigido por Joaquín Estefanía estuvo abierto a colaboradores de izquierdas. Pero tal abertura desapareció, transformándose en un rotativo de derechas bajo la dirección del actual director Antonio Caño, profundamente conservador. Su reportaje sobre Podemos carece de cualquier sentido de balance o equilibrio, destacando por su hostilidad y agresividad. Un tanto igual ocurre con la Radio Televisión Española (RTVE), que se ha ido derechizando más y más. Hay una diferencia notable entre la RTVE en la época de Iñaki Gabilondo, y la de ahora de Alfonso Nasarre, director de Radio Nacional de España (RNE). La discusión sobre Podemos en la tertulia de RNE de hoy, 8 de junio, era mucho peor que la discusión que había tenido lugar en la cadena de ultraderecha estadounidense Fox el día anterior sobre Bernie Sanders, el candidato socialista en las primarias del Partido Demócrata de aquel país.
Todos ellos mienten a sabiendas, sin el más mínimo reparo en su comportamiento
Veamos los datos. Todos los medios, liderados por El País, han reproducido extensamente las declaraciones del vice coordinador del Comité Electoral del PSOE, Óscar López, en las que acusaba a Unidos Podemos de querer nacionalizar toda la banca, señalando esta medida como ejemplo del extremismo de tal partido, algo impropio de la socialdemocracia, acusación que se ha repetido muchísimas veces en artículos y tertulias a lo largo del territorio español, sin nunca dar la oportunidad de ser respondida, mostrando la falsedad de tal acusación y tal presunción.
Miremos en primer lugar lo que dice el programa de Unidos Podemos sobre la banca. En la sección sobre la banca se dice lo siguiente: “En esta nueva política industrial cobran un mayor peso los instrumentos financieros públicos para crear sinergias entre las capacidades innovadoras y financieras del sector privado y del sector público. Con el fin de que España cuente también con una importante red de banca pública para llevar a cabo estas políticas, el Gobierno renegociará los términos del Memorando de entendimiento firmado con la UE para poner en marcha una potente y eficaz banca pública a partir de las entidades ya nacionalizadas Bankia y Banco Mare Nostrum, que no serán reprivatizadas, y del ICO“.
Puede verse que lo que Unidos Podemos está proponiendo es que los bancos que se han rescatado con dinero público (bancos que habían colapsado por la incompetencia, cuando no corrupción, de su gestión privada) se mantengan en el sector público para desarrollar una función pública proveyendo crédito a las familias y a las empresas (sobre todo pequeñas y medianas empresas) que lo necesiten. Esta propuesta es opuesta a la del PSOE, que pretende privatizar de nuevo tales bancos, poniéndolos otra vez en manos de banqueros y accionistas que consideraran su objetivo principal el optimizar sus intereses, es decir, sus beneficios, a costa de los intereses de la ciudadanía, medida que va precisamente en contra del principio socialista de anteponer el bien común sobre el beneficio privado. Es un indicador más del abandono del proyecto socialista por parte del PSOE que critique ahora a Unidos Podemos por hacer lo que la socialdemocracia hizo siempre. Es un indicador más de la renuncia del PSOE al ideario socialista.
Otra propuesta que hace Unidos Podemos es utilizar el ICO, el Instituto de Crédito Oficial, como institución bancaria pública que expandiría sus responsabilidades crediticias, propuesta muy necesaria que ya hicimos el Profesor Juan Torres y yo cuando apuntamos las líneas generales de un programa económico progresista, que Podemos hizo suyo. De nuevo, es importante señalar que cuando hicimos tal propuesta, el economista del PSOE y también gurú mediático de El País (y de La Sexta), el Sr. José Carlos Díez, la ridiculizó, ignorando que lo que estábamos proponiendo era una práctica común en muchos países de Europa, incluidos países de tradición socialdemócrata, como son Noruega, Suecia y Dinamarca. En realidad, España es uno de los países con uno de los sectores bancarios público más pequeños, siendo ello causa de que exista en España una hipertrofia del sector bancario privado (tres veces mayor que en EEUU, en términos proporcionales).
Este intento de ridiculizar una medida tradicionalmente socialdemócrata es un indicador más de la renuncia del PSOE a sus principios socialdemócratas, renuncia que es constante en su discurso y práctica política. Léanse los textos del director del equipo económico del Sr. Pedro Sánchez, el Sr. Jordi Sevilla. En su libro De nuevo socialismo, Jordi Sevilla, que se define explícitamente y sin tapujos como liberal, utiliza frases como “¿Quién a estas alturas quiere aumentar el gasto público?” y “¿Alguien puede defender a estas alturas del siglo que un programa socialdemócrata debe estar a favor de más impuestos y más gasto público e introducir rigideces normativas en la economía?”, dicho y escrito en el país que tiene uno de los gastos públicos (incluyendo el gasto público social, que financia los servicios públicos del Estado del Bienestar como sanidad, educación, escuelas de infancia, servicios domiciliarios, servicios sociales, vivienda social, entre otros) más bajos de la UE-15 (el grupo de países de semejante nivel de desarrollo al de España). Siguiendo esta mentalidad, Jordi Sevilla fue el inspirador del famoso dicho del presidente Zapatero de que “bajar impuestos es de izquierdas”, creando un agujero en el presupuesto del Estado de nada menos que de 27.000 millones de euros. Los recortes de gasto público que inició el presidente Zapatero fueron precisamente para reducir el déficit público que tal recorte de impuestos había generado en las cuentas públicas. Ni que decir tiene que estos recortes debilitaron enormemente al ya insuficientemente financiado Estado del Bienestar español. A la luz de estos datos, hay que añadir a las preguntas que se hacía el Sr. Sevilla la más importante, que no cita: “¿Quién a estas alturas estaba renunciando al proyecto socialista en democracia, es decir, al proyecto socialdemócrata?”. Pero crean que la dirección del PSOE nunca se hará esta pregunta. La falta de autocrítica de la dirección de este partido y la continuación de sus políticas neoliberales tiene poco que ver con tal proyecto político.
El miedo al comunismo: otra movilización en contra de Unidos Podemos
Donde las tertulias y artículos alcanzan un nivel casi histérico es al anunciar la implantación de “la dictadura del proletariado” que tendría lugar en el caso de que gane Unidos Podemos. En este punto, me temo que más que ante una mentira, estamos ante una enorme ignorancia debido al enorme conservadurismo en la enseñanza, sobre todo privada, gestionada por la Iglesia, donde gran número de tertulianos parecen haberse educado. El desconocimiento en España de los escritos de Marx, con la constante confusión entre lo que es marxismo, lo que es socialismo y lo que es comunismo, es enorme, incluso, por cierto, en los centros universitarios.
Como indiqué en otro artículo reciente (“Contestación a Susana Díaz: ¿qué es la socialdemocracia?”, Público, 08.06.15), el PSOE tiene en sus escritos oficiales el reconocimiento de la utilidad del marxismo como instrumento intelectual, crítico con el capitalismo. Y como subrayé en aquel artículo, las dos tradiciones basadas en el marxismo, tanto la socialdemocracia como el comunismo, tenían históricamente el mismo objetivo: alcanzar la sociedad socialista. Eran los medios para alcanzar tal objetivo lo que diferenciaban las dos sensibilidades. En los países capitalistas desarrollados, la vía revolucionaria no ha sido considerada posible, siendo la vía democrática la seguida no solo por los partidos socialdemócratas sino también por los partidos comunistas. Y cuando los partidos comunistas han gobernado, y lo han hecho, por lo general, en coalición con los partidos socialdemócratas, sus políticas han sido típicamente socialdemócratas. En realidad, en Italia, las regiones mejor gobernadas, con mejor desarrollo de las políticas públicas de sensibilidad socialdemócrata, fueron las gobernadas por el Partido Comunista Italiano, el mayor partido de prácticas socialdemócratas en Europa, después del SPD alemán. En realidad, lo mismo está pasando en gran número de países subdesarrollados. En la India, por ejemplo, el Estado que ha alcanzado mayores logros socialistas en democracia ha sido el gobernado por el Partido Comunista. Esta amplia experiencia, bien conocida a nivel internacional (y desconocida, ignorada y ocultada en España), muestra que la diferencia en la aplicación de políticas públicas entre partidos de distintas tradiciones ha ido desapareciendo.
En Europa, sin embargo, la característica más preocupante ha sido el creciente abandono de la socialdemocracia por parte de los partidos socialdemócratas, al incorporar estos partidos elementos muy importantes del neoliberalismo. La Tercera Vía, liderada por Blair y seguida también por Schröder en Alemania, por Zapatero en España y por Hollande en Francia, ha ido abandonando la socialdemocracia, convirtiendo a sus respectivos partidos en partidos socioliberales en los que dominan las políticas públicas neoliberales (véase mi libro Ataque a la democracia y al bienestar. Crítica al pensamiento económico dominante. Anagrama, 2015). En realidad, algunos de los responsables de imponer tales políticas neoliberales en el establishment europeo han sido y continúan siendo personas pertenecientes a partidos socialdemócratas. Ahí está la causa de su deterioro electoral.
El por qué del abandono de la socialdemocracia por parte de los partidos socialdemócratas
Este abandono está documentado, y algunos personajes del PSOE así lo han reconocido (en privado). Los argumentos que se han dado por parte de intelectuales de tal partido para explicar su descenso electoral no son creíbles. Uno es que la globalización o el establecimiento del euro (o cualquier elemento externo) no permiten llevar a cabo el proyecto socialdemócrata. Pero el hecho de que Zapatero congelara las pensiones para obtener 1.200 millones de euros para cubrir el déficit, en lugar de mantener el impuesto de patrimonio (con lo cual hubiera conseguido más dinero), no puede atribuirse a ningún factor externo. En realidad, todos los recortes podrían haberse reducido y disminuido mediante un gravamen de las rentas del capital al mismo nivel que las rentas del trabajo, propuesta que ha estado en la oferta electoral del PSOE en varias ocasiones, sin que ello se aplicara nunca. Hoy las rentas del capital (como porcentaje de todas las rentas) son las más altas de los últimos treinta años, a costa de que las rentas del trabajo sean las más bajas. Ni que decir tiene que el establecimiento de la Eurozona bajo el dominio del establishment neoliberal que controla la gobernanza del euro dificulta y obstaculiza la aplicación de políticas socialdemócratas de carácter redistributivo y de expansión de la protección social. Pero como ha mostrado la coalición de izquierdas del gobierno portugués, se pueden revertir las políticas de recortes que han causado tanto daño, si hay voluntad política.
Otro argumento utilizado por intelectuales afines al PSOE es que la clase trabajadora, la base electoral de la socialdemocracia, está desapareciendo, y por lo tanto el voto socialdemócrata también está bajando. Pero no hay ninguna evidencia que apoye esta tesis. En realidad, la clase trabajadora existe, y en algunos países vota a la ultraderecha (decepcionada y enfadada con los partidos que renunciaron a la socialdemocracia), y en otros como en España vota a Podemos, y ahora votará a Unidos Podemos. De ahí surge el pánico del establishment político-mediático. El abandono de la socialdemocracia por parte de los partidos socioliberales se debe predominantemente al dominio de los aparatos de tales partidos por parte de profesionales (consecuencia de la profesionalización de la política), la mayoría de clase media de renta alta (la clase profesional) que hacen de la política su profesión y su modus vivendi, desarrollando unos intereses corporativos que dan pie a estas complicidades entre tales aparatos y los grupos financieros y económicos que dominan la vida económica, política y mediática del país. Este maridaje los aleja de la clase trabajadora y otros componentes de las clases populares, que quedan cada vez más distantes, anteponiendo en muchas ocasiones (como en la reforma laboral del presidente Zapatero) los intereses de aquellos grupos sobre los del mundo del trabajo. Esta realidad, fácilmente documentable, se da con particular intensidad en los equipos económicos de tales partidos, tradicionalmente muy próximos al mundo del capital. Y de ahí deriva el problema.
La nueva socialdemocracia
El aspecto más novedoso del surgimiento de nuevas izquierdas a lo largo de todo el territorio español y la radicalización de otras ya existentes (con la excepción del PSOE) es que sus inicios fueron el movimiento 15-M, cuya demanda central no fue la revolución o el socialismo, sino la democracia, señalando como el motivo de su protesta la no existencia de esta democracia en las instituciones representativas. El eslogan del 15-M “No nos representan” resume muy bien dicha denuncia. Y el otro, “No hay pan para tanto chorizo” también definió las raíces del problema de falta de democracia: el maridaje entre los grupos económicos y financieros y el establishment político (incluyendo el PSOE) y mediático (la gran mayoría de los medios).
Pero tal demanda entra en conflicto con la enorme concentración de la riqueza en España y en la mayoría de países capitalistas avanzados, puesto que poder económico se traduce en poder político. Y es ahí donde encontramos una clara contradicción entre las exigencias de mayor democracia, por un lado, y la lógica de la acumulación de capital vigente en el capitalismo de hoy por el otro. De ahí que las políticas redistributivas deban ser esenciales en un programa que exige la democratización de este país, puesto que las desigualdades (a cuyo crecimiento han contribuido las políticas del PSOE) han alcanzado unos niveles inaceptables para cualquier persona con sensibilidad democrática. La enorme hostilidad que la coalición Unidos Podemos está recibiendo se basa precisamente en este hecho. Los grandes centros de poder financiero y económico se sienten amenazados por Unidos Podemos y temen perder sus privilegios. De ahí que movilicen sus instrumentos políticos y mediáticos para destruir a dicha coalición. Y esto es lo que está pasando en este país. Agradecería al lector que si ve mérito en lo que estoy diciendo, distribuya este artículo ampliamente, puesto que por desgracia no tengo acceso a los mayores medios de información, en los cuales estoy prácticamente vetado.
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