Que idade caras se namoradas

Eu sempre fui muito certinho

2020.10.27 01:03 jogarfora1991 Eu sempre fui muito certinho

Eu (H 29) sempre fui um cara muito certinho. Não flertava com as mulheres porque era muito tímido. Comecei a namorar tarde, com 23 anos, e dei meu primeiro beijo nessa idade. Com a minha namorada eu sempre tive muito medo de ter filhos e sempre fomos precavidos com relação a isso. Sempre tive o ideal de ter melhores condições financeiras antes de ter um filho. Hoje eu estou chegando perto dos 30 anos, e continuo sem filhos, e nunca estive com outra mulher além da minha primeira e única namorada. Eu começo a pensar sobre estar ficando velho. Hoje muitas mulheres flertam comigo e eu não vou adiante por estar comprometido. Eu gosto da minha namorada, e acho que ficaria absolutamente só se nós terminarmos o relacionamento, pois não tenho muitos amigos e sei que, embora muitas mulheres flertem comigo, na maioria das vezes eu não iria desenvolver uma relação mais profunda com elas mesmo se eu estivesse disponível. Eu sinto que não vivi o que a maioria dos homens viveram, eu sinto falta do jogo de sedução, mas eu gosto da minha namorada e não sei se conseguiria continuar sem ela. Eu sinto que essa vida de solteiro pegador é absolutamente vazia, mas eu também me sinto vazio por não ter tido estas experiências. Complicado, né? Eu inverti a lógica das coisas, pois deveria ter tido essas experiências até encontrar alguém que combinasse comigo, e então ir para o felizes para sempre, depois de passar por muitas decepções. Eu pulei para o final e agora fico eternamente pensando: e se?
Além disso hoje eu começo a repensar todo o meu planejamento com relação a filhos. Ainda acho que não tenho condições de tê-los, embora já seja formado e pós graduado, tenha minhas economias e meus planos traçados. Mas fico pensando se eu não seria mais feliz se tivesse deixado tanto planejamento de lado e engravidado a minha namorada lá atrás, sem profissão e sem dinheiro mesmo. Eu ia passar um sufoco danado, mas hoje eu teria um moleque ou uma garotinha com uns 6 anos de idade para me chamar de pai e a quem eu poderia dar muito amor e carinho (eu até chorei escrevendo isso).
É estranho, mas eu olho para os caras que tiveram filhos não planejados, fora de um casamento, e dão um duro danado para compensar esta "irresponsabilidade" e eu penso que talvez eu seria mais feliz se eu fosse um desses caras.
Talvez a vida devesse ser menos certinha, menos planejada, e mais vivida.
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2020.10.20 02:19 chemi_nx assediada a tempos, mas ainda com trauma

marquei assim por poder conter gatilho, e peço perdão pelo texto grande
é uma merda, simplesmente uma bela merda, lembrar do momento em que foi assediada por um parente em que confiava, e ainda ter que o ver quando há festas de família
isso aconteceu a certo tempo, mas céus, eu ainda me lembro de praticamente todos os detalhes. o pior é que ele tem sindrome de Dawn, então quando eu costumo olhar para pessoas com o mesmo problema, eu me sinto insegura - só quero me esconder. não é culpa deles, e eu fico muito feliz quando essas pessoas conquistam algo, mas eu me lembro dele, e eu odeio lembrar dele
um dia tava olhando pelo tik tok e vi um cara com a síndrome. vídeo educativo, até curti, mas quase chorei por conta do bendito trauma que me aterroriza até hoje
bom, eu acho que devo contar como foi, né? bem, estava lá eu e meu pai na casa da mãe do meu assediador, junto com tios, tias, primos e avós. minha mãe não estava, tinha ficado em casa
meu pai foi dormir porque tava cansado e eu fiquei brincando com a galera lá. ele veio e me chamou pra um quarto separado e, como confiava nele, fui. ele me deitou na cama de casal de barriga pra cima e ficou acariciando meu lábio inferior. eu conseguia sentir a respiração dele no meu pescoço, estava tensa. minha tia avó até entrou no quarto, e ele pulou pra enrolar ela e tirar ela do quarto. eu não consegui falar nada, apenas fiquei parada, tentando segurar a mão dela. quando ela foi embora, ele me levou pra cama de novo e continuou o que tava fazendo
depois, o maldito me pediu um abraço. como tava com medo o dei, e eu senti algo.... duro, no short dele. afastei meus quadris pra longe dele no mesmo instante, mas continuei no abraço. depois ele só me deixou ir - eu estava fraca e acuada. devia ter em torno de 8 ou 9.
indo para casa, meu pai perguntou se ele tinha feito algo comigo. disse que sim, e expliquei a situação. ele disse que ia conversar com ele, e que veria o que poderia fazer. ainda assim, não sei se ele sofreu alguma penalização dos pais ou um puxão de orelha, mas sei que não foi preso
anos se passaram e eu não consigo mais abraçar quase ninguém direito. só abraço de lado e, quando abraço de frente, apenas meu braços ficam na pessoa, o resto do meu corpo fica longe. não gosto de abraços longos por conta disso, apenas os dou em minha mãe, mas até com ela tenho meu limite
eu tive que ir nessas estúpidas reuniões de família quase toda semana por 3 anos. tive que agir como se nada tivesse acontecido perto dele (ainda tenho), o abraçando e sorrindo. mais anos se passam e eu contei o ocorrido pra mãe dele um dia. não sei o que ela fez com ele, SE ela fez algo, mas, de novo, não foi preso
a idade dele era próxima da do meu irmão, que devia ter 27. ou seja, o cara já era um adulto COM NAMORADA para realizar ato sexuais com, mas resolveu pegar a priminha dele, inocente, que confiava nele, e destruir a vida dela
ele também é padrinho de uma prima minha mais nova, e eu só tenho nojo dele. ah, se eu pudesse me afastar dele, eu iria. nos meus quinze anos, eu NÃO vou dançar com ele, nem a pau, nem que a família me odeie. eu não vou me submeter a isso. também adoraria não ter que o convidar, mas acho impossivel, então vou só o rejeitar na hora da dança
eu me odeio por isso, pra ser sincera. tenho total noção de que não tenho culpa, mas eu queria ter pedido pra minha tia avó pra ter ficado, queria ter indo embora quando tive a chance, mas não, fui fraca e fiquei calada. vi minha oportunidade escorrer como água pelos meus dedos. gostaria muito de me socar e socar ele
enfim, fiz esse post aqui pra não pertubar minhas amigas com esse tópico. ninguém precisa ler ou responder, mas se acontecer, agradeço pela atenção. bebam água, comam bem e se cuidem. vlw, flw
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2020.10.17 23:47 EFBusb6WFfCQH5nH Insólito - Aplicação STAYAWAY COVID e um médico apagado para o mundo.

Hoje fui a uma clínica cá da terrinha, queria pedir para me passarem uma receita para poder fazer um teste ao COVID-19, pois a minha namorada esteve em contacto com um rapaz que vive com a irmã que deu positivo ao COVID-19. O resultado do teste dele ainda não chegou.
Entrei no consultório com a minha namorada e deparo-me com um médico gordo de meia idade, vestido com roupa que eu classifico como "de andar em casa". Ele tinha o telemóvel em cima da secretária já com a aplicação STAYAWAY COVID aberta. Sentamo-nos e ele pega no telemóvel e vira o ecrã para nós, um de cada vez, em direção à nossa cara. Ficamos a olhar um para o outro, a não perceber muito bem o que se estava a passar, eu até pensei que aquilo era no gozo, uma piada qualquer. Após uns segundos ele vira o telemóvel para ele e diz "está verde, vocês estão bons, não estiveram em contacto com ninguém com o vírus". De notar que isto aconteceu antes sequer de lhe explicarmos o motivo pelo qual estávamos ali.
Nós com alta cara de WTF mas a minha namorada procede a descrever a nossa situação, aquela que eu escrevi aqui no primeiro parágrafo. Ele ouve, e diz, "mas na aplicação diz que não estiveram em contacto com alguém positivo, mas podem tomar-", eu interrompo, a perguntar que raio se passa. Ele já ia passar uma receita sabe-se lá para quê, mas eu comecei a questionar sobre o método dele, testar o contacto com outras pessoas através da aplicação no telemóvel dele. Ele volta a pegar no telemóvel, aponta para a minha namorada e pede para ela se aproximar, até que o telemóvel ficou a alguns centímetros da cara dela.
Eu já estava vermelho a tremer por todo lado a ver tal ignorância e incompetência à minha frente. Eu tentei explicar que não é assim que a aplicação funciona, que a outra pessoa precisa de ter o telemóvel consigo, de ter a aplicação instalada e a funcionar, e mesmo assim não ia funcionar da forma que ele pensa.
Perguntei se ele sequer era médico, ele disse que sim e já trabalhava há 36 anos, e disse uma lista de hospitais.
Acabamos por levantar e sair porque não dava para lidar com tal absurdo. Na receção disse que não ia pagar e fomos embora.
Quero dar ênfase que isto é numa terrinha de gente simples, e esta clínica está sempre com uma fila cá fora, pois o centro de saúde não dá para nada nesta altura. Aquele médico anda para aí a enganar o povo com a sua ignorância. Dá-me uma tremenda raiva saber que alguém assim anda a tratar de pessoas doentes.
Para acabar, não nos passou a receita para o teste, disse que não tínhamos justificação válida.
TL;DR Calhou-me um médico que pensa que a aplicação STAYAWAY COVID funciona como um sensor que se aponta para a cara duma pessoa e lhe diz se ela esteve em contacto com alguém positivo.
EDIT Mudaram o flair para humor. Tinha colocado coronavirus. Eu sei que é difícil de acreditar, mas o relato é 100% verídico.
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2020.10.17 11:45 tataweevee [Sério] Dois anos e meio de relação para ser traído no fim...

Sinto-me perdido, tenho um nó enorme na garganta. Tento respirar e não consigo, é difícil. Estou a escrever isto com as mãos a tremer. Não sei se é da fome ou do medo e insegurança. A minha namorada traiu-me com outro homem. Um homem que vi quando fui ao aniversário da sua mulher. Vi-lhe os olhos famintos a olhar para a minha namorada da minha idade, muito mais jovem que ele. Senti um medo e insegurança no momento e fiquei com medo porque eles trabalham no mesmo local, na mesma empresa, todos os dias, enquanto eu vejo-a apenas ao fim da tarde e nem todos os dias. As coisas estavam a correr bem entre nós. Não duvidei dela. Até que 4 meses depois descubro que andei a ser traído... Não consegui acreditar, parecia uma ilusão. Algo que não poderia acontecer, algo que não poderia ocorrer na minha vida. Não sabia o que sentir, não sabia o que dizer nem fazer. Amo-a mas como pode ela fazer isto se diz que me ama. Como pode olhar-me nos olhos e mentir... partilhar a mesma cama que eu, comer na mesma mesa que eu e os meus pais.... as ferias em família para o algarve em que ela pedia para tirar fotos sozinha e afinal eram para o outro homem... Como pode ela trabalhar e ser colega de trabalho da esposa grávida desse homem... como pode ela almoçar com a sua mulher gravida enquanto faz essas coisas com ele nas costas. Como consegue? Como a olha nos olhos sabendo o que faz... Quem sou... quem fui eu nesta relação. Fui enganado os dois anos e meio que namorei? Andei a imaginar coisas que não devia, coisas que só um parvo que acredita em unicórnios e mundo cor de rosa acreditaria. Tenho 24 anos, não aprendi tudo sobre a vida, mas aprendi a distinguir o certo do errado. Mas agora já não sei. Passaram dois meses desde a separação e o que mais quero na vida é voltar. Voltar a ser feliz, voltar a ser o parvo que acredita no mundo feliz. Este pensamento destrói-me. Destrói-me saber que sou capaz de optar por me humilhar para estar com a pessoa com quem era feliz mas enganou-me durante tanto tempo. É humilhante, tenho vergonha. Vergonha de mim mesmo.... como cheguei a ser triste a esse ponto. Imaginem quão lixo de ser humano tens que ser para te deixares humilhar só para teres a dose de felicidade. Tenho muita vergonha do que sinto. Tenho imensa pena de ser traído, sinto que perdi a minha masculinidade. Sinto que me deram uma chapada na cara e não posso responder, apenas aceitar e ignorar. E agora ainda sou capaz de pedir por outra chapada só para poder voltar a estar com a pessoa. Eu sou triste, sinto-me tão mal :( Não aguentei, liguei-lhe ontem à noite. Liguei-lhe e descobri que continua a ter relações com o mesmo homem e que agora vai entrar também o ex dela (antes de mim). Sinto-me ainda mais estúpido por ter ligado. Pedi-lhe que saísse do meu ginásio, porque é o único sítio que ainda temos em comum. Respondeu-me que sim e agora espero que isso aconteça. Tenho a tese para fazer até ao fim do próximo mês e ainda não comecei. Não consigo pegar. Tenho a cabeça num vácuo perdido de sentimentos que me deixam com um forte nó na garganta. É me difícil olhar a minha mãe nos olhos e dizer que estou bem, tem os stresses dela, não quero pôr os meus problemas em cima. Custa-me respirar, custa-me viver. Não sei o que fazer. Sei que tenho de fazer a tese e seguir em frente com a vida, mas é tão difícil. Sinto-me incapacitado de ser feliz, incapacitado de fazer o que quer que seja e entendo que é apenas um bloqueio mental meu... mas não o consigo remover. Pessoal estou destruído e choro por me ver assim :(
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2020.10.17 02:28 TheBrazilianPacoca 27 anos, nunca namorei, sou BV, virgem e isso não me entristece

Vejo muita gente aqui no sub dizendo que já tem tal idade e não consegue arrumar um parceiro e tals. No meu caso tenho 27 anos e nunca tive uma namorada. Dizem por aí que mulheres preferem caras confiantes, engraçados, extrovertidos ou até mesmo difíceis em alguns casos. Eu não sou nada disso. Costumo ser muito emocionado, desleixado, e até tímido às vezes. Meu ponto é que eu simplesmente gosto de ser assim e não estou disposto a mudar minha personalidade ou fazer qualquer coisa só pra virar um padrão. É como se o fato de eu gostar da minha personalidade anulasse as rejeições que eu passei e daí não consigo me sentir triste ou magoado. Não é todo mundo que consegue ser assim, mas deixo aqui meu relato, de repente alguém se inspira ou sei lá. Segue a vida.
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2020.10.06 15:24 Creids258 Não sei tomar um rumo na minha vida

Bom dia! Acompanho este subreddit há um tempo e hoje resolvi postar algo pela primeira vez, vamos lá. Durante muito tempo na minha vida desde a infância sempre fui fechado e tímido, sofri bullying por andar torto, ando assim até hoje, fiz fisioterapia e pilates desde criança e aos 7 anos fiz uma cirurgia porque eu tinha um encurtamento no fêmur , fiquei com depressão no ensino médio, nunca tive muitos amigos, e quase nunca saia de casa para fazer as coisas por ser um medroso e meio paranoico, sempre quando tinha algo na minha escola, uma social da sala eu ia, mas depois de um tempo comecei a perceber que eu não fazia diferença pra eles e que isso não agregava em nada para mim porque eu não sei puxar assunto com uma pessoa direito e ficava excluído isolado em um canto e isso me trouxe alguns problemas como não saber me relacionar direito com as pessoas, tenho uma ansiedade grande e isso acaba me prejudicando e me sinto um covarde por não saber fazer as coisas que pessoas da minha idade já sabem, tenho 20 anos e faço faculdade de direito aqui na minha cidade, sendo que nem sei andar nela, muito menos pegar um ônibus. Hoje em dia eu tenho algumas amizades com o pessoal da faculdade e converso com eles, mas não quero ser uma pessoa carente e ficar enchendo o saco deles o tempo todo, eles até me chamam para sair com eles( isso anos antes da quarentena), mas eu saí poucas vezes com eles para churrasco na casa de um deles, mas eu tenho uma autoestima baixa e sempre acabo pensando que nunca vou conseguir nada, não vou acalmar minha ansiedade, muito menos arranjar uma namorada(sou bv até hoje). Esse ano eu até queria começar a malhar na academia, conversando com meu psiquiatra ele falou que isso ajuda a melhorar a autoestima(sou um cara magrelo, praticamente pele e osso kk), mas meus pais estão passando por dificuldades financeiras e não tem condições de pagar. Eu olho as fotos dos meus colegas com os amigos deles e as vezes penso será que eu nunca vou ter isso direito? Sempre será uma coisa fútil? É isso me desculpe que ficou muito grande, ainda há certas coisas que eu gostaria de postar para ver se podem me ajudar, dar dicas, mas esse é o primeiro.
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2020.09.30 13:42 DarkDollynho Finalmente Criei coragem de postar... Senta que lá vem história.

Eu tenho acompanhado a comunidade faz algum tempo, e antes de escrever o que preciso quero agradecer por vcs existirem e estarem dispostos a compartilhar e receber historias de todos os tipos e cantos.
Vamos lá!
Sou o clássico guri dos anos 90 que vibrou com o penta, jogou super Nintendo e agora ta beirando os 30 anos.
Sofro com depressão e ansiedade desde que me entendo por gente, sinceramente não sei se vem da situação familiar ou se é algo crônico.
A real é que meus pais (como boa parte das famílias dos anos 70,80 e 90) não se amam e nunca se amaram (muita gente se juntava por necessidade mesmo) e acho que isso pode ter influenciado um pouco na forma como vejo o mundo.
Meu pai tinha um casamento, do qual ficou viúvo e desse casamento 4 filhos (3 usam drogas e 1 desapareceu).
Ele então se casou com minha mãe e eu nasci (em seguida outros 2 irmãos), convivi com 1 dos meus irmãos por parte de pai que sempre deu problemas, desde uso de drogas, porte de arma, roubos, etc.
Bom exemplo foi algo complicado durante a infância, pois minha mãe vivia tretando com meu pai por conta desse meu irmão, que não é filho dela, até entendo.
Meu pai sempre desconfiou que minha mãe havia/estava traindo ele, e desde os meus 8 anos meu pai me usava como psicólogo dele, desabafando e jogando todo tipo de pensamento na minha cabeça.
Eu era bem religioso (não sei se era uma fuga) e cresci com isso, entre caraminholas da cabeça do meu pai e tentar ser uma criança.
Eu tbm fui abusado por um cara conhecido da família. Não quero entrar nesse mérito.
Sempre apanhei muito pra aprender matemática (nunca aprendi de fato) enquanto convivia com meus irmãos e tal.
Quando cheguei nos 16 anos mais ou menos a aposentadoria do meu pai foi cortada, ele já com idade avançada e minha mãe tbm, meti a cara trabalhar.
Pagava meus próprios cursos e comia 1 pacote batata palha no almoço pra economizar dinheiro.
Passei por empregos porcarias, que nem vou adicionar a historia, mas que tenha certeza que contribuíram negativamente na minha vida.
Conheci minha ex namorada na igreja, ficamos juntos por muito tempo.
Eu sempre quis ser o namorado perfeito, daquele que dizia: "se minha namorada não pode ir comigo, aquele lugar não eh pra mim." (talvez um erro sobre individualidade)
Foram 8 anos bacanas, entre altos e baixos na minha família sempre coloquei minha ex em primeiro lugar.
Trabalhava pra ela poder estudar e fazer faculdade(eu tbm estudava), levava ela pra todo canto quando precisava, ajudava com trabalhos, treinava ela pra entrevistas, pagava cursos...
Até que conseguimos entrar na empresa dos sonhos (ela primeiro, eu dps) de qualquer pessoa da área de TI (ambos na msm empresa)... Volto nesse ponto dps, muito importante.
Nesse meio tempo uma das minhas irmãs drogadas por parte de pai apareceu, com 1 filha recém nascida... Ela estava presa e perdeu a guarda da criança.
Então lá vai eu ajudar meu pai a conseguir a guarda, entre visitas a outro estado pra ver a neta e dinheiro para advogado. (o advogado morreu durante o processo mano)
Conseguimos a guarda, minha irmã saiu da cadeia e fez da nossa vida um inferno (ainda faz, ainda estamos criando uma criança que não tem pai e tem uma mãe drogada).
O relacionamento dos meus pais que já era ruim, piorou, eu no meio dessa merda toda já tinha tentado o suicídio 2x...
Nessa época comecei a perceber que minha ex não se preocupava comigo como eu me preocupava com ela, ela não se importava com minha saúde mental, não se importava com a minha pessoa, a sensação era que ela tinha se acostumado seja com a boa vida, seja com a constância que a vida tinha tomado.
Eu tinha juntado dinheiro para irmos pra outro país fazer intercambio, pensava em pedir ela em casamento la, 9 anos de namoro já era bastante... Ela não se empenhou em absolutamente nada, parou no tempo. quando ela não conseguiu o visto simplesmente não se importou.
Ela tinha arrumado um amigo na empresa, e foi aqui que a merda bateu de vez no ventilador.
Ideias de balada gay entre ela e o amigo apenas (ele assumidamente gay), viagens entre apenas os dois. Eu concordava, mesmo me remoendo de ciúmes por dentro. Sempre prezei pelo "Eu confio, eu a conheço". (meus amigos diziam que eu era otário por tratar ela tão bem, fazer de tudo)
Nesse tempo eu já fazia acompanhamento psicológico e psiquiátrico (minha psiquiatra era mais amor que minha psicóloga).
aguentei quase 1 ano disso, desistimos da viagem, comprei 1 casa ao invés de viajar (ela nunca quis sequer visitar o imóvel), após uma transa ela simplesmente começou a chorar e disse: Quero terminar.
Foi bizarro. Absurdamente bizarro.
Eu estava no extremo na minha vida pessoal com minha família, e meu porto seguro era o relacionamento (não dos melhores, mas estava ali há bastante tempo), neguei propostas de emprego fabulosas pra ficar com ela e isso agora?
Decidi seguir em frente, tendo crises de pânico e ansiedades como nunca antes, com a família SEMPRE dizendo, isso é falta de Deus, isso é frescura, esses remédios estão te matando, isso é falta de vergonha na cara, conheço pessoas que se mataram e quem se mata não avisa....
Nesse meio tempo minha psiquiatra (que era melhor que minha psicóloga) morre em um acidente de carro, ainda não superei.
3 semanas depois minha ex assume o namoro com o "amigo", moramos a 1km do outro, trabalhamos em uma empresa em outra cidade e temos que pegar ônibus juntos e trabalhamos no mesmo prédio com diferença de 1 corredor.... Se ela me traiu ou não tem a ver com a índole dela e não com a minha. Eu segui em frente, não sinto nada por ela, mas a depressão e a tristeza parecem não ter fim. Já era grande durante o relacionamento. Sozinho, sem ter com quem contar (é difícil conversar sobre isso com as pessoas) tem piorado muito.
hoje me encontro aqui, sem forças pra conhecer pessoas novas, sem forças pra por fim ao meu sofrimento, sem forças pra acreditar no setembro amarelo de pessoas falsas, sem forças pra ser eu.
Desculpem o texto grande, muita coisa ficou de fora pois acho que o texto já está cansativo, mas o problema é que eu estou cansado tbm. De remédio, de lagrimas, de tristeza...
E me sinto pior por ter superado o mundo, alcançado o sonho de muita gente com emprego bom, falar outra língua, ter casa própria, moto...
Me sinto mesquinho por não dar valor a nada disso depois de tudo que passei...
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2020.09.07 08:06 arrux1 Eu estou exagerando ou sendo c*zona? Pessoa morando com a família sem consentimento de todos

A minha vida quase toda morei com meus irmãos e minha mãe na casa dela (onde estou atualmente). Porém, em 2016 mudei-me para o Rio de Janeiro por conta da faculdade e fiquei voltando a minha cidade natal apenas nas férias. Com a pandemia consegui homeoffice do estágio e EAD e regressei a casa da minha mãe em março pois achei que seria uma boa ideia ficar mais próximo da minha família nesse momento (risos) e estou temporariamente aqui até agora...
Meu irmão mais velho arranjou uma namorada (eles namoram + ou - a 2 anos) que é sócia de trabalho dele. No inicio do relacionamento ela aparecia de vez em quando aqui em casa, e quanto mais a produção do trabalho deles aumentava mais a frequência dela por aqui tb aumentava. Eu nunca tive problemas com a presença dela antes, até pq passava a maior parte do meu tempo no Rio. Porém, no terceiro mês que regressei a casa da minha mãe, em meados de junho, comecei a achar estranho o fato que ela ficava 24/7 aqui em casa, comia, dormia, ia pro trabalho, voltava e ficava direto por aqui.. porém relevei por questão da pandemia... era compreensível. Meu irmão do meio começou a ficar um pouco incomodado com isso tb pq jamais em nossas vidas trouxemos parceiros para passar tanto tempo nessa casa (até pq no passado, nossa mãe nunca permitiu) e segundo ele, essa situação já estava acontecendo bem antes da pandemia (meu irmão do meio também tem namorada atualmente e ela só apareceu por aqui nesse período algumas poucas vezes). Para além dessa situação, eu não me sinto muito confortável quando pessoas que não são do convívio diário passam muito tempo no lugar onde moro interruptamente, sinto que é uma invasão de privacidade (isso acontece também no meu apartamento do Rio com visitas que ficam mt tempo as vezes, mas converso com minha house mates e sempre resolvemos as situações numa boa - moramos a 4 anos juntas).
O tempo foi passando, eles começaram a comprar uma cama nova, microondas... até que minha mãe hoje confessou pra mim que achava que a menina tinha entregado o apartamento dela e estava morando aqui em casa (ela faz univ fora e n tem família aqui). A questão é: quando eu ouvi isso, eu fiquei muito puta!
Cara eu achei um absurdo a situação. Como é que uma pessoa se muda pra casa que eu morei minha vida quase toda e não conversa com ninguém? Tipo, eu entendo que estamos numa pandemia, ok, mas a menina se mudou sem previsão nenhuma de volta e não falou nada sobre isso. Como é que alguém vai comendo pelas beiradas e do nada PUFF se muda pra sua casa? Eu achei bizarro pra crl sendo que nem noivos eles são nem nada, é um namoro de 2 fucking anos.
Eu me senti desrespeitada pois não fui consultada e dividi isso com minha mãe. Falei que não gostei da forma que as coisas foram feitas, como é que se mudam pra uma casa com uma família morando e não consultam os moradores? Ela me respondeu que achava que eles iam casar em breve pq "a menina queria muito" e como mãe, queria dar o apoio nesse momento.
A menina não conversou nada com minha mãe que ia se mudar pra lá e aparentemente ela não ta ligando muito pra isso... Porém minha mãe ficou chateada pq eu fiquei afetada. Mas eu não acho que estou errada... enfim, de qualquer forma já estou vendo passagens para regressar ao Rio no próximo mês pois meu trabalho vai voltar presencial em breve, mas está me preocupando o fato dessa situação se alargar por muito tempo... tenho medo de ter que voltar pra essa casa por questões financeiras no futuro (vou fazer de tudo para que não) e ter que conviver com mais uma pessoa que não escolhi (como se não já bastasse a relação conturbada com meus familiares). Eu jamais me mudaria pra casa dos pais de um namorado sem conversar com a família dele antes nem traria pra morar comigo assim sem mais nem menos. Enfim, vocês acham que eu estou exagerando? É legítima minha indignação?
Nota: Meu irmão mais velho já teve relacionamentos muito mais duradouros no passado de 5, 6 e 8 anos e isso NUNCA rolou antes, nunca tive esse problema com nenhuma delas. Nem com namorados meus ou namoradas do meu irmão do meio.
Nota2: Aparentemente essa menina quer muito casar com ele e eles se dão bem, mas não sei se meu irmão quer...
Nota3: Todos os moradores da casa são adultos maiores de idade.
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2020.09.02 14:36 Baciga36 Não é por ela ser sua que é menos atraente

Não é por ela ser sua que é menos atraente
Não é por ela ser sua que é menos atraente, na rua muitos caras seguem a olhar para ela. Trair? Viver aventuras? Seria tão fácil. Aliás, toda mulher já nasce ótima para mentir, bastaria querer e a chance de você descobrir seria mínima. Mas sabe quando isso passa pela cabeça dela? Nunca.
Porque a entrega de uma mulher é forte, é alma que cola, gruda e luta com toda força que tem. Meia-dúzia de decepções não são suficientes para fazê-la desistir. Algumas noites pensativa não a fazem ter certeza sobre querer ir embora, aliás ir embora é sempre a última opção, porque a mulher que se conhece sabe: A mesmo força que ela tem para ficar é aquela que a faz sair pela porta e não mais voltar.
Você precisa ver nessa garota a sua eterna namorada. Casados e com filhos? Ainda assim sua namorada. Quando a idade pesar? Ainda assim amigos e namorados. Você precisa ter seus olhos treinados, precisa vê-la por dentro, perceber a beleza de quem doou os melhores anos e planos a vocês.
É do homem que busca a paz aprender a perceber a companheira ao seu lado. É da mulher que toca a felicidade se sentir lisonjeada por ter encontrado o homem que, mesmo junto ao tempo, a olha como a garota que por ele se apaixonou e a quem ela tudo entregou.
https://preview.redd.it/9gijlmeibqk51.jpg?width=958&format=pjpg&auto=webp&s=8d1b251fa0371d99951496e6db61cf6267625f23
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2020.08.31 05:20 TELZERAxX Faço poemas desde os 10 anos

Não sei se é o local certo para falar, mas sou um cara ainda bem de idade... Só não tenho um sonho ainda que me faça seguir para lutar por ele. Mas desde os 10 anos eu brincava de fazer rimas e versos para qualquer tipo de temas... Eu não tinha muitos amigos e a minha diversão era brincar de rimar... Faço rimas e poemas até hoje, hoje em dia meus poemas são mais do gênero melancólico... Fui crescendo e comigo veio as decepções e isso aumentou mais ainda o "talento" dentro de mim.. eu sempre posto meus poemas em whats, insta mas para a galera que me segue, poucos reconhecem meu esforço... Alguns elogioam, outros pedem para eu tentar alguma vida que me associe a isso já por eu ser tão bom... Será que é uma boa tentar seguir o caminho usando desse meu talento para algo??? Alguma dica ou sugestão para mim ???
Alguns dos meus poemas que fiz recentemente:
"Eu não tinha o mundo
Mas tinha você
Você era meu mundo
Mas te perdi sem querer
Eu tô sem inspiração
Para poemas
Estou sem auto estima para rimar
Hoje o dia amanheceu em silêncio
Sem a sua presença para alegrar
Sem aquele seu BOM DIA que me esperta
Sem aquele BOM DIA para se levantar"
~
" so quero te dizer,
Como é bom amar você
Nao importa a distância que eu possa ter,
Te amar mais do que tudo
Mesmo que eu me iludo
Dos meus sonhos eu so vejo você
Das minhas tristezas tento fugir
Com minhas graças
tentando fazer vc sorrir.
Meu amor por ti é grande.
Se um dia acabar,
Nao existirá algo mais importante
Dessa vida nao vou levar nada
Mas so queria levar na lembrança
Você como minha eterna namorada"
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2020.08.27 21:34 Ultimecia- Desabafo sobre pensamentos ruins que me atormentam (+18)

Ola pessoal, depois de muito pensar, e me perguntar se deveria fazer esse texto, venho aqui pra desabafar um pouco, pois não tenho um ciclo social muito grande pra o qual eu poderia contar essas coisas, e as poucas pessoas que eu poderia contar, Não seriam diretas e sinceras. Como o texto também é bem constrangedor, acredito que um leve anonimato deve me ajudar a se expressar melhor.
Marquei o texto como +18 porque usarei palavras bem explícitas aqui para melhor entendimento, porém, ciente das diretrizes da comunidade, caso o texto seja ofensivo ou afete alguém menor de idade, gostaria que fosse removido o mais rápido possível, me desculpem se acabar sendo ofensivo ou algo do tipo, espero não ultrapassar nenhum limite aqui. Mas vamos lá.
A 3 anos atrás eu conheci uma garota do meu antigo emprego (tenho 23 anos, isso não fere meu anonimato). Essa garota era perfeita e muito fofinha, tinhamos a mesma idade e nos demos super bem, estávamos solteiros, e depois de 6 meses nos conhecendo começamos a namorar. Namoramos por uns 2 anos, e nesse tempo aproveitamos muito a companhia um do outro, foi tudo perfeito, sem brigas e sem desentendimento, até que começamos a nos conhecer de mais. Sempre fui um cara reservado, antes dela só namorei uma pessoa, por 3 anos, minha única experiência sexual foi com essa pessoa, e após o termino nunca me relacionei como mais ngm, porém, essa garota que conheci no meu trabalho (vou chama-la de Yomawa, nem sei o pq :v) ja havia tido muitos outros caras no passado. Conversando com ela, descobri que fui o primeiro namorado dela, porém, ela ja havia ficado e tido aventuras adultas com mais de 15 caras no total, alguns em festas, faculdade, e todo o resto, com alguns mais de 5 vezes, ja havia feito menage e outros desejos sexuais que realizou por curiosidade. Confesso que me surpreendi, uma garota tão fofinha e delicada ja ter passado por isso me abalou um pouco, e depois que eu fiquei sabendo dessas coisas, nosso namoro desandou. Comecei a criar uma espécie de paranóia na cabeça, de nunca ter dado um prazer tão bom pra ela em nossas relações na cama. Eu tinha alguns fetiches e curiosidades, e ela, ja havia realizado todos com os caras anteriores. Com o tempo essa paranóia de me sentir insuficiente foi tomando conta de mim, até que cometi o erro (ou não) de perguntar se eu ja havia sido o melhor com ela na cama. Ela disse que não, disse que avalia certos pontos nas relações, como preliminar, oral, beijo, penetração, vibe e etcs. E que desses pontos, eu tinha sido o melhor em preliminar e sexo oral, maaaaas, um dos piores em penetração, disse que ja tinha se relacionado com outros caras que proporcionaram um prazer enorme pra ela, e que achava difícil eu superar. Uma coisa que amo nela, é a sua sinceridade, eu odiaria sentir que estou sendo enganado, e a verdade apesar de doer, é o que eu prefiro. Desde então eu tenho me empenhado e dado o melhor de mim, para "ser o melhor" de cama. Eu nunca tive esse orgulho macho (como prefiro chamar) de querer ser o mais fodao em tudo e bla bla bla, mas isso tem me atormentado, e tem me impedido de ser feliz.
No começo ela acreditava que eu poderia ser o melhor na penetração e bla bla bla, mas agora ela pede pra eu não criar esperanças ahebhahehe que do jeito que estou (estou dando o maximo que consigo e fazendo treinos constrangedores de desempenho sexual no meu quarto) posso levar quase 1 ano pra conseguir ser o melhor do melhor. E isso tem me atormentado tanto que estou ficanso triste de vdd, me sinto insuficiente, quando estamos juntos e vejo ela gritar e gemer de prazer na cama, penso logo : - Se ela se contorce desse jeito comigo, imagina com o cara que já comeu ela melhor. Aaaaaaaaahh é horrível, me desculpem pela forma de falar "comeu" mas não consegui pensar em algo menos machista. Imagina você namorar uma garota que diz "meu namorado não foi o cara que me comei mais gostoso, desculpa, estou sendo sincera".
Ela diz que não liga pra isso, que o que sente comigo nunca sentiu com ngm, que nosso amor é pfto, que eu trato ela como uma Deusa e isso motivz muito ela todos os dias, ela chora só de pensar em me perder, e de vdd combinamos em tudo. Gostos, musicas, animes, séries, jogos, ela é perfeita, e eu sou o cara que nem consigo dar um prazer suficiente na cama, me sinto ridículo por isso, mas penso que quando começamos a tranzar, ela tem uma expectativa de ser bom e maravilhoso, e acaba não sendo, ela acaba esperando que seja bom como os outros caras, e acaba não sendo. Ja imaginou ela ter aquele prazer como referência sempre que pensar em sexo ? E não no meu ? Eu não consigo ser eu mesmo desde que isso aconteceu, e me sinto tão mal que penso em terminar. Estou mt agressivo com as palavras e muito decepcionado comigo, esse relacionamento está me deixando mal e me fazendo sentir a cada dia insuficiente, e ela não tem culpa, nunca seria capaz de culpa-la por falar a verdade, é a qualidade que mais amo, mas estou perdido. O relacionamento é mt mais que sexo galera, mas sinto que a cada segundo que passa, os caras anteriores estão ganhando de mim, sei la, é como se eu estivesse perdendo (???) Estou paranóico, queria desabafar, penso em ir em um psicólogo ou sexólogo, mas não sei mais o que fazer, de vdd.
Me desculpem se ficou mt grande este desabafo, ou se acaba ferindo alguma diretriz ou algum menor de idade, pfvr excluam se for o caso :(((
Ass : O cara que não foi o melhor da sua namorada
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2020.08.24 15:02 LeastFudge9 Se querem uma dica, procurem saber o que buscam em relacionamentos antes de sofrerem por não estarem em um (ou de efetivamente entrarem em um)

Vejo muitos posts de "nunca namorei" por aqui, entendo cada um de vocês e digo que me vejo um pouco nesses posts também. Talvez meu post ajude. Isso aqui vai ser longo.
Sou homem, hétero e tenho quase 25 anos. Até os 22, nunca tinha namorado, nem transado, e entre essa idade e meu primeiro beijo (aos 11 anos de idade), eu havia beijado quatro garotas, uma delas talvez eu não devesse contar, pois foi uma amiga de minha mãe bem mais velha que praticamente me forçou a fazer isso quando eu tinha 14 anos. Mas ok, contemos quatro garotas dos 11 aos 22 anos. Isso me deixava triste nos mesmos moldes que vejo aqui em muitos posts.
No dia do meu aniversário de 22 anos, uma conhecida 16 anos mais velha avançou nas investidas por WhatsApp e me enviou nudes. A partir de então, foi tudo muito rápido, tive minha primeira vez com ela e foi fantástico. Ela estava em um processo de divórcio iniciado havia menos de um mês e tinha um filho de oito anos. Daí começa meu inferno.
Ela era uma mulher muito inteligente, bonita e, para me convencer a iniciar um namoro, praticou o famoso "love bomb", eu me sentia o cara mais foda do mundo, ela inflava minha autoestima de uma forma que ninguém jamais havia feito. Iniciamos um relacionamento sério e entrei no fogo cruzado de uma guerra que envolvia minha então namorada, o filho único dela de oito anos de idade e um ex marido extremamente agressivo e descontrolado.
Cheguei a receber ameaça por WhatsApp do tal ex, o filho dela levava recadinhos velados do pai pra mim, me ligava quando estava com os coleguinhas e me xingava das piores coisas e dos piores nomes possíveis (palavras que uma criança da idade dele não devia saber). Tudo isso enquanto frequentemente o garoto chegava da casa do pai quebrando a casa e gritando, eu acho que isso de esperar o inferno toda vez que ele ia pra casa do pai provavelmente foi o que me fez desenvolver um grau de ansiedade. E como já deve ter sido possível perceber, rapidamente eu ficava mais na casa da minha então namorada que na minha própria casa, por livre espontânea pressão.
Como se não bastasse, minha então namorada era extremamente controladora. Com o tempo, eu não podia mais conversar com outras mulheres, ela gritava comigo e quebrava a casa quando estava - nas palavras dela - "surtada". Pra ajudar a ilustrar, lembro-me que uma vez bocejei enquanto estávamos em um restaurante (EU organizei a ida, foi meu presente de dia dos namorados) e ela começou a brigar, perguntando se eu não queria estar ali (e então passei a ter receio de bocejar perto dela - e eu bocejava bastante, porque trabalhava e fazia faculdade).
Houve também uma situação em que recebi uma proposta profissional que significaria passar quatro meses em outro país. Ela surtou, passei uma noite em claro com ela gritando, quebrando a casa, tentando me expulsar de lá (como eu iria embora com a mulher naquela situação?). Enfim, foi um inferno, nem gosto de lembrar. Acabou que eu neguei a proposta profissional, ao mesmo tempo em que ela saiu falando para meus amigos (que viraram amigos dela também) sobre como ela, apesar de triste com a distância, achava uma oportunidade e um projeto muito importantes. E também encontrou meios de me manipular ao ponto de eu ficar na dúvida sobre por que eu tinha negado a proposta. Recentemente, depois de mais de um ano de terminados, ela disse pra uma prima minha sobre essa história e confessou que "fez de tudo que foi possível" para que eu não fosse. Me senti um idiota.
O cúmulo, na verdade, foi quando minha família alugou um sítio para comemorar o aniversário da minha irmã mais nova, a festa consistia em as pessoas mais chegadas ficarem um fim de semana inteiro neste sítio. Nessa época, minha ex já tinha desenvolvido uma posse sobre mim que incluía ter uma espécie de ciúme do tempo que eu dedicava à minha família (que já era quase zero). Justamente por isso, percebi que minha ex estava resistente a ir para este sítio, optei por fingir que não tinha percebido. No dia de ir pro sítio, como eu já suspeitava, ela estava em surto e passou a manhã inteira deitada. O filho dela estava ansioso pra ir, pois tinha piscina e outras crianças, então resolvi que iríamos eu e ele, disse isso pra minha ex e falei pra ela me ligar assim que quisesse ir, que eu a buscaria. O sítio ficava a uma hora de carro.
Vou resumir o que aconteceu, embora para passar o meu terror eu devesse contar detalhadamente. Basicamente, para fazer-me sentir-me culpado por ter ido sem ela, ela resolveu colocar fogo em umas toalhas (muitas!) no chão do banheiro, a ideia - isso tudo eu só concluí passados meses - era criar uma cena de horroincêndio pra quando eu chegasse. O que ela não calculou é que o álcool evapora rápido, então ela queimou o rosto, parte do cabelo, o pescoço, parte dos seios e da barriga. Ela me ligou em pânico e eu corri de carro tarde da noite em uma estrada deserta. Daí em diante nossos dias foram de hospitais (eu fiquei nos hospitais o tempo todo) e cirurgias plásticas. Ela não ficou com nenhuma sequela física. Depois que a ajudei com as queimaduras (em casa, eu fazia os curativos) e cicatrizes temporárias, terminamos (e no dia seguinte ao término ela bateu o carro e, pela forma como foi, parece ter sido proposital). Mas, enfim, consegui sair desse relacionamento abusivo depois de quase dois anos. Esse textão que escrevi é só uma porcentagem do que passei.
Menos de um mês após esse término, retomei contato com uma amiga (e paixonite platônica) de adolescência, acabou que ficamos e veio outro "love bomb". Caí nessa de novo pra depois de dois meses ela me tratar feito lixo, me dar respostas mal educadas, me ignorar e perder a paciência por coisas banais. Essa noite tive um pesadelo com o desdém dessa última ex (faz nove meses que terminamos) e acordei mal, por isso vim aqui desabafar. Felizmente, esse outro relacionamento não durou mais que quatro meses.
Hoje, olhando pra trás, percebo que caí nessas porque tenho uma carência advinda de um abandono afetivo na infância/adolescência, fruto de situações com meus pais. Ou seja, eu estive buscando suprir com relacionamentos uma carência paternal/maternal, então virei alvo fácil para pessoas complicadas ("love bomb" e visões idealizadas e fantasiosas de relacionamentos me fisgaram fácil). Eu estou bem atualmente e bastante feliz com vários projetos pessoais e profissionais, talvez esteja na melhor fase da minha vida nestes termos. No entanto, estou quebrado para relacionamentos e sei que precisarei de terapia para superar a resistência que adquiri com os traumas que relatei. A conclusão é: procure conhecer a si próprio e reflita bastante sobre porque não estar em relacionamentos lhe afeta, pois você pode estar tentando tapar um buraco que na verdade lhe fará ser presa fácil. Esteja em um relacionamento por ter descoberto alguém que te leve para frente, não somente por estar. Inclusive, não faz sentido estar em um relacionamento apenas porque você quer estar em um relacionamento. Não sei se estou sendo claro.
É isso, obrigado.
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2020.08.23 21:53 bell-bing Fui abusada por ter esse fetiche e me sinto culpada

Primeiramente quero avisar que essa foi uma situação pesada que aconteceu comigo e que preciso desabafar, tem gatilhos na história então se você é sensível a assuntos como abuso melhor passar essa.
Eu (F 24) sempre fui adepta do BDSM, meu ex também era então experimentamos várias coisas dentro desse fetiche. Meu atual namorado não curte o que não deixa as coisas ruins mas acabei reprimindo algumas de minhas fantasias por ele não ser aberto a isso. Em 2018 comecei a faculdade e fiquei muito amiga de uma cara da minha sala que tinha mais o menos a minha idade e vários interesses em comum, a gente ficou muito próximos como amigos a ponto de dividir segredos e falar sobre tudo até sobre sexo e fetiches, eu contei sobre não estar satisfeita pelo meu namorado não topar minhas fantasias, contei alguma delas, e até que uma seria que ele aceitasse fazer um CNC, um sexo sem consentimento mas previamente consentido pelos dois com save word e tudo pra deixar claro que não é um estupro de verdade e sim só uma fantasia, essa era uma vontade que nunca tinha nem contado pro meu namorado já que eu sabia que ele não ia topar, bom esse cara da faculdade também me contou alguns fetiches dele, nada demais, e a amizade normal, nunca dei abertura ou tive interesse pra algo a mais até pq ele já namorava e eu também desde que nos conhecemos.
Esse cara me dava carona até em casa depois da aula quando ia pra casa da namorada pq ela morava perto de mim, uma noite nesse trajeto ele me entregou uma garrafa de “suco” dizendo que era uma nova receita pra lanchonete da namorada ou algo assim que não lembro exatamente, só consigo lembrar que eu bebi e continuei conversando normal até que apaguei. Eu só consigo lembrar de estar meio consciente em alguns momentos e sentir alguém me carregando e mexendo no meu corpo, depois de não sei quanto tempo eu acordei e percebi que estava amarrada em uma cama e sem roupa, esse cara estava esperando eu acordar e então abusou de mim pelo o que eu acho ser mais de uma hora, depois me soltou e foi tomar banho, eu fiquei na cama chorando, me vesti e pedi pra ir embora, ele me deixou em casa e lá eu fiquei por dias sozinha sem coragem de ver ninguém, fingindo que estava doente.
Depois disso dei um jeito de mudar de turno pra nunca mais ver ele mas ele veio atrás de mim pra perguntar pq eu sumi e bloqueei ele em tudo, quando eu disse ele respondeu que eu era louca e ele só estava realizando minha fantasia, que ele achou que eu pedir pra parar e chorar fazia parte da fantasia e só faltou ele dizer que fez um favor pra mim fazendo isso. Eu já estava me sentindo culpada e com isso me senti ainda pior e envergonhada, isso aconteceu a 1 ano mais o menos e nunca tive coragem de contar pra ninguém próximo, nem pro meu namorado. Esse ano comecei a fazer terapia o que está me ajudando a aceitar melhor e agora fico me perguntando se eu devia contar isso pro meu namorado, ou até mesmo pra namorada (agora noiva) desse cara que eu não acho que esteja segura com uma pessoa dessas.
Obrigada quem leu o relato e que também possa servir pra lembrar que fantasias não podem ser confundidas, consentimento sempre vem primeiro.
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2020.07.28 05:48 leepz2019 Um "amor" que eu não entendi

Olá me chamo L. (H.28) e venho buscar opiniões pra poder entender oque está acontecendo. Há 4 anos atrás conheci uma moça denominada D. Moça bonita e jovem 15 anos, só queria curtir e zoar a vida, quando eu a conheci foi em casa, naquela época consumimos maconha e vivíamos chapados, ninguém queria nada com nada, eu recém terminado e ela também. Nos envolvemos e aconteceu, a gente ficou e deixamos claro que não queríamos nós apegar tanto, porém não foi isso que aconteceu. Porém eu vinha passando por problemas devido ao meu término recente e vi que estava ali só por estar mesmo. Comecei a pensar e fui me afundando numa depressão profunda e amarga, porém não quis demonstrar isso, eu gostava muito dela e sabia que na idade dela não tinha porque envolver-la em algo desse tipo, afinal queríamos curtir. Passando um tempo minha mãe sabendo da minha situação me chamou pra ir morar com ela no nordeste, sem chão e sem nada resolvi ir sem hesitar. Expliquei para a D. que teria que ir embora pois não tinha mesmo condições de me manter nas condições emocionais que eu estava. Ela entendeu e compreendeu, sempre fomos muito sinceros um com o outro. Fui embora de coração partido por deixar a cidade e pessoas muito importantes pra mim pra trás. Chegando lá não consegui me adaptar e cai em depressão profunda, o único motivo pra eu sair da cama era comer e fumar cannabis. Passado um tempo comecei a me sentir mais disposto, saia pra passear beira mar, dar uns pegas bem assim dizer, uma euforia total. Cheguei a mandar mensagem pra D. Já que tinha me afastado por conta da depressão, porém ela tinha voltado com o ex, segui em frente afinal oque mais me importava era se ela estava feliz ou não. Passado uns 2 meses entrei em uma crise psicótica devido ao uso de cannabis. Passei por avaliação psicológica e fui encaminhado pra uma clínica. Foram os piores dias da minha vida, porém aprendi muita coisa ali. Eu já não queria mais morar lá no nordeste então saindo da internação resolvi fazer uso de drogas denovo sabendo que assim minha mãe me mandaria de volta pra minha cidade aqui no sudeste. Voltei e continuei a usar contrariando todo o tratamento da doença (esquizofrenia) uma simples tendência nada que me tornasse incapacitado de lidar com a sociedade. Certas vezes cheguei a sair e esbarrar com ela pelas ruas, cruzamos olhares mais ela ainda estava com ele e eu pensava que ela estava feliz e não queria estragar isso. Passado um tempo me atacou outra crise e resumindo segui pra uma internação mais severa agora aqui no sudeste e parei com o uso de drogas pra não atacar crise de novo. Fiquei um ano focado em trabalhar e cuidar de mim se manter relação amorosa com ninguém, isso foi ano passado. Um amigo em comum que namora uma amiga dela me disse que esses dias elas estavam conversando sobre mim, que ela aparentemente estava tendo um mal relacionamento com o namorado dela e disse que ela nunca me esqueceu e que gostava de mim depois de todo aquele tempo. O amigo me disse pra mandar mensagem pra ela, passado alguns dias eu criei coragem e mandei um oi pra ela no wpp. Sem resposta eu pensei, ela deve estar se acertando com ele, melhor eu deixar quieto. Passado mais alguns dias respondi um storie do instagram, não passou muito ela me respondeu com um emoji, logo voltamos a nos falar cada vez mais e mais. Perguntei se ela tinha terminado e ela disse que sim, antes de agente voltar a se falar ainda. Numa sexta feira tomando uma cerveja ela me disse que ia dar com o irmão, eu sem muito o que fazer chamei ela pra tomar uma em casa onde nos conhecemos, e ela aceitou e veio pra minha casa, já com a intenção de ficarmos, pois havíamos conversado por mensagem. O reencontro foi algo muito especial pra mim, algo que eu não consigo explicar. Ela passava quase a semana em casa, e quando ia pra casa dela trocava-mos mensagem do amanhecer ao anoitecer, eu achava me sentia muito pressionado mas sentia que ela precisava disso pois ela havia mencionado que também tinha parado de usar drogas que ocasionaram em crises de Pânico ou ansiedade não sabemos ao certo pois ela não quis ir ao médico saber sobre. Ela vinha tendo crises com certa frequência e eu sempre ajudei como pude, quando estava longe eu tentava distrair-la, quando perto abraçava, conversava, contava algo engraçado até passar tudo. Com um mês pedi ela em namoro durante uma festa que fazíamos em casa, ela aceitou, ficou emocionada ao meu ver, pois havia relatado que ninguém nunca tinha feito aquilo com ela, pusemos as alianças e comemoramos aquele dia. Ela passava muito tempo em casa e eu e meu irmão estávamos desempregados no momento, logo conversamos que ela vinha um dia da semana pra casa e nos fins de semana pra não pesar pra ninguém como havia combinado com meu irmão, conversei com ela e foi sem problema mas sempre ela inventava algo como está tarde ou vai chover ou que se sentia bem em casa comigo, pois o pessoal de casa sempre gostou dela e tratou ela super bem, entao eu ficava sem jeito de pedir pra ela ir pra casa dela. Mas sempre expliquei pra ela que quando eu pudesse eu traria ela pra morar comigo aqui, ela sempre ajudou como podia, não tinha dinheiro pois não trabalhava e eu ainda estava sem serviço pois nosso negócio estava parado por conta da troca de estação. Passando algum tempo realizamos a venda de um imóvel rural, recebi um bom valor da minha parte e sempre combinamos que quando o negócio voltasse a rodar iríamos trabalhar pra fazer esse dinheiro render então decidi pegar o resto das coisas dela , até isso acontecer aproveitamos muito, bebemos muito e curtimos muito, sempre comprei coisas pra comer sem necessidade, porém comprei muita coisa necessária também como roupas pra nós dois, comprei maquiagem pra ela, escova progressiva pro cabelo, trocamos de celular, comemoramos aniversário fomos em festas antes dessa pandemia é claro, aos pouco vi ela ficar cada vez mais linda de que quando a conheci. No caminho dessa curtição sempre reparei nas atitudes dela comigo, principalmente quando bebia ela me desagradava com certas atitudes, eu ficava extremamente magoado com aquilo e sempre me abri com ela e expliquei que aquilo me magoava muito. Coisas como, você tá parecendo meu ex, amigos que dava em cima dela eram melhores que eu, ou em certa conversa expliquei pra ela que ela me devia respeito, pois sempre respeitei ela e fiz o que ela queria, ela nunca teve quem fizesse essas coisas por ela, então eu fiz tudo na melhor intenção e felicidade por fazer ela feliz, ela me disse que não tinha por que me respeitar. Nós não éramos mais namorado, ela já estava morando comigo há mais de 4 meses, éramos praticamente marido e mulher, claro que tinha que ter respeito um pelo outro poxa. Sempre tivemos biometria do celular um do outro como sinal de confiança mas nunca olhei seu celular, uma vez ou outra só quando queria saber oque tanto fazia ali, e ela fazia também quando eu dormia eu acho, pois não via ela mexendo, até aí normal, apesar dos apesares sempre nos demos muito bem e eu achava que éramos felizes. Mas de nesses últimos 2 meses, reparei que ela já não se divertia muito diretamente comigo, só quando não tinha mais ninguém mesmo, se tivesse algum parente dela ou meu bebendo com a gente ela era totalmente radiante e feliz. Se eu for parar pra contar tudo que eu reparei com certeza vai ficar muito maior esse texto.. Continuando, mais precisamente a umas 3 semanas fomos a um aniversário do cunhado dela que eu sempre vou considerar como se fosse da minha família, inclusive sou muito grato a ela por ter conhecido ele e também a minha cunhada que é namorada dele e irmã da D. Enfim fomos a festa e chegando lá estava a família do aniversariante a mãe e os irmãos que eu conhecia aliás, tem um deles especificamente denominado J. Que ela sempre me falou mal, dizia que quando ele estava com a namorada ele era c..são e dava ânsia cada vez que ouvia o nome dele, porem recentemente a parceira dele largou dele e foi embora do estado. Até aí tudo bem, ele foi super simpático comigo, porém notei ela muito simpática com ele. Naquela noite fiquei assando carne na garagem em baixo onde se encontrava a maioria do pessoal, e ela distante de mim, direto lá em cima conversando com os irmãos do cunhado e nada de me dar atenção, percebi mas nem falei nada pra não ficar um clima chato na festa e nem começar uma briga com ela. Festa acabando chamei ela pra ir embora que a irmã dela ia levar a gente, ela estava jogando futebol no game com os irmãos do cunhado dela, e não me deu ouvidos direito, disse que estava vendo alguém jogar, eu falei vamo que o carro tá ligado já, ela disse que já ia, desci e falei pra irmã dela chamar que ela não queria vir, a irmã subiu, logo ela desceu, ao sair do portão torceu o pé, estava bem embriagada, todos estávamos, durante o caminho veio dormindo e chegou em casa subiu as escada deitou na nossa cama e logo adormeceu. No domingo ela acordou com o pé super inchado me chamou e eu perguntei se ela queria ir ao hospital ela disse que não, depois disso no meio do dia meu sogro liga pra ela perguntando se não queria ir na casa dele, disse que era melhor não ir por casa do pé, ela não gostou então fomos mesmo assim, bebemos rimos muito aquele dia, tudo normal, chegando em casa cuidei dela devido a pé e ficamos de boa, estava tudo normal aparentemente, na segunda ela ficou o dia inteiro no quarto devido ao pé inchado, na terça disse que iria na irmã dela e que a mãe ia lá e queria passar o dia lá, normal pra mim, antes de sair meu irmão havia pedido pra ela separar algumas peças que foram vendidas, ela disse que faria assim que chegasse. Na sexta feira antes disso meu avô havia sofrido uma queda e bateu a cabeça forte, no sábado do aniversário ele havia passado mal da pressão e ido ao hospital, desde então eu já estava aflito com essa situação e ela nem pra perceber, foi mesmo assim pra casa da irmã, no meio do dia me manda uma mensagem dizendo que o pé inchou, perguntei pra onde tinha andado ela disse que tinha ido ao mercado de apé, já fiquei meio irritado, pois há algum tempo ela já não ajudava nas tarefas de casa direito, coisa que sempre fiz independente de estar trabalhando ou não, paras as obrigações fazia corpo mole, pra se divertir era a primeira a agitar, blz. Me mandou uma foto do pé inchado, logo em seguida falei "quero ver essa disposição aqui em casa" e mandei uma palminha sobre a foto. Meu avô havia ido ao médico e eu estava extremamente preocupado. Não conversamos o resto do dia, mais ao anoitecer ela chega em casa me dizendo que tinha que voltar lá na irmã pra cortar a franja, só olhei e não respondi, por tamanha indignação com as preocupações minhas comparadas com as dela, que já não se importava muito com o que eu sentia e afins. Depois daquele dia ela se fechou e não saia do quarto nem pra comer, e direto eu vinha ver como ela estava, quando ela não estava vendo algo no celular estava jogando com o J. quem ela sempre falou mal, e estava rindo com o cara, toda hora conversando, e comigo nada de conversa, ia dormir tarde conversando no wpp e jogando, rindo com os outros e eu nada, fui ficando extremamente magoado e nervoso com isso tudo, cheguei a ter batedeira e tremedeira de nervoso, sensação de desmaio, fraqueza, decidi então ocupar a cabeça com serviço, enquanto ela ficava no quarto isolada falando só com quem ela queria eu me distraia com outras coisas. Na sexta feira resolvi puxar assunto com ela no wpp, já que ela não saia de lá, logo ela me respondeu e conversamos, disse a ela que não dava pra continuar desse jeito e ela concordou, eu também disse que desconfiava que havia algo errado ( mais uma coisa de intuição ou pressentimento não sei explicar) , ela me disse que eu tava viajando já, um pouco também é pelo fato de ela colocar o celular debaixo do travesseiro antes de dormir, coisa que nunca aconteceu e eu achei estranho mas nem falei sobre isso, durante a conversa me disse que tinha uma bagunça dentro dela que a vida dela era um caos e não queria me envolver nisso tudo, que cansou de fingir que tava bem e precisava pensar na vida, que tinha que ficar um tempo sozinha pra ver oque ela tava fazendo da vida dela????? Como assim? Depois de tudo que passamos que "conquistamos" , tudo que curtiu , dizia que me amava e eu também dizia, aliás ainda amo, cadê aquele amor todo que tinha me dito que tinha? Que nunca me esqueceu? Que eu era a melhor coisa que tinha acontecido na vida dela? Que eu era o homem que ela pediu pra Deus? Que eu ninguém tratou ela como eu tratei? Passou mais um dia, enfim logo ela mudou de assunto e desceu ajudar minha cunhada com umas coisas de casa, foi até mim, disse que me amava, me deu um beijo, e disse que havia melhorado um pouco, mais a tarde eu ainda trabalhando perguntei a ela, e aí tá de boa? Ela me respondeu.. Sinceramente não tô não.. Disse a ela que a hora que eu subisse conversaria Ela perguntou se podia chorar, pois estava com uma vontade gritante fazia tempo Disse que sim, que as vezes tudo que precisa é desabafar e fazer isso mesmo Eu subi, cheguei no quarto e liguei a TV e coloquei algo pra tocar num volume mais ou menos, abracei ela bem forte deitado na cama, e senti ela chorando bem baixinho pra não perceber, ali eu me senti muito mal mas muito mesmo, porém a gente havia conversado e ela me disse que não foi nada que eu tivesse feito ou falado pra ela, do contrário, era coisa dela e ela não queria me envolver, enfim ela terminou de chorar veio até mim e nos beijamos intensamente, sentou no meu colo e continuou me beijando, cheguei a pensar que transariamos. Ela saiu de cima e estávamos conversando sobre nada específico que envolvesse nossos sentimentos, ela me perguntou se eu tinha entrado no jogo que sempre jogamos juntos pra coletar recompensas eu disse que não e pedi pra ela pegar meu celular pra eu poder fazer isso, entrei lá e logo o J. estava online e me chamou pra jogar, joguei com ele na boa pq já tinha combinado, e perguntei a ela se ela queria jogar, sem hesitar ela entrou com a gente, jogamos até altas horas e foi bem divertido. No dia seguinte estávamos conversando normal e tudo até que um amigo em comum avisou que teria um churrasco de aniversário na casa dele a noite e teria chamado também a irmã dela e o cunhado, logo encaminhei pra ela e ela disse que tinha combinado almoço na casa da mãe do cunhado dela onde reside o J., falei mais eu nem sabia que se tinha combinado isso, e outra dava pra ficar pra outro dia, já percebi que ela não gostou e parou de falar comigo, subi no quarto pra trazer comida pra ela pois ela não havia saído do quarto, cheguei ainda amoroso e disse comprei algo pra você comer, ela disse que não tava com fome e não olhou na minha cara, pensei poxa denovo isso..algum tempo depois entrei no quarto ela rindo e jogando denovo com o mesmo cara, enquanto eu resolvia as coisas pro aniversário e trabalhava. Pouco antes de me arrumar entrei no quarto a mesma situação, não me senti mal exatamente por ela estar jogando e rindo com ele, fiquei meio chateado por que ela me ignorava. Enfim varou a tarde jogando e tive que pedir pra ela se arrumar se não nós atrasariamos, fez cara e se arrumou, e seguiu seca e meio calada igual a semana inteira, fomos para a festa.. Chegando lá se divertiu e tirou foto com todo mundo menos comigo..depois de um tempo ela me disse que estava passando mal e queria ir embora, trouxe ela em casa que é perto e pedi pra ela comer algo quando chegasse pra não acordar passando mal com dor de cabeça Ali eu tomei a decisão de fazer como se fosse um dia em que eu pudesse extravasar, Bebi como se não houvesse o amanhã, fui até 10 horas da manhã bebendo.. chorei muito desabafei muito com a minha cunhada que sempre foi parceira e amiga em tudo, inclusive da D. Subi e descansei, não vi ela acordar e quando acordei ela estava no banheiro, desci e continuei bebendo e pensando em tudo. Fiquei o dia sem inteiro sem entrar no quarto..quando entro me deparo com ela mais uma vez jogando e rindo com o cara, depois disso comecei a tremer e sentir batedeira denovo. Conversei com alguém e fui tomar um banho pra acalmar. Funcionou, entrei no quarto e acho quel ela percebeu que eu saí nervoso logo ela saiu do jogo. Na segunda feira ela ia repetir o mesmo esquema da semana passada e ia me ignorar..passei o dia inteiro pensado sobre o que fazer e como fazer e decidi subir pra conversar. Cheguei no quarto ela estava com a toalha ao lado..perguntei se ela iria se banhar ela seca me disse "vou"... Disse que a hora que ela voltasse precisaríamos conversar.. Ela voltou do banho e sentou na cama e disse.. Vai solta a letra.. Já rebati..é assim mesmo que você fala? Tem certeza que quer começar uma conversa assim? Ela disse não,, foi mal diz aí oque se quer Perguntei eai? As coisas vai ficar assim mesmo? Se não quer falar comigo, só ri e conversa normal com os outros? Ela disse eu não tô falando com ninguém 🙄 Já parei a conversa e falei ... Ó assim não dá nao...faz um favor e só arruma outro lugar pra você ficar e pode ir embora.. Sem hesitar ela disse hoje mesmo eu faço isso! Me doeu muito ter que dizer aquilo.. Mas para ela foi como se já tivesse esperando.. Então me dirigi a porta e disse, me faz um último favor? Ela disse hum? Falei.. Isso que você fez comigo, não faz com o próximo não.. é feio e é muito errado... Ela balançou a cabeça e disse... Tá bom Desci e fiquei inquieto lá em baixo, minha vontade era subir e falar tudo que estava e estou sentindo agora.. Ela me pediu pra ajudar a encontrar as chaves da sua casa, subi e quando abri a porta ela estava sentada chorando muito...aquilo me partiu o coração, mesmo assim encontrei as chaves e entreguei a ela.. Sentei ao lado dela quieto e esperei pela carona dela.. Pouco antes de ir me pediu um abraço. Nós abraçamos e nos beijamos uma última vez e enfim ela foi embora.. No dia seguinte atualizou seu status pra solteira nas redes sociais e posta indiretas como coisas do tipo a dar entender que já está em outra e isso tem me magoado profundamente.. Eu tenho tanto ainda pra falar..mas estou digitando faz horas.. Fica aqui um desabafo +
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2020.07.10 20:54 DiabelAtreyu Vou me formar e sou um fodido

Tópico. Estou a um semestre de terminar a faculdade, cheio de dívidas e nunca tive um emprego de verdade na vida.
Tive um estágio na educação quando comecei o curso, que durou até o início da pandemia, mas, com o fechamento das escolas, acabou tudo. Eu ganhava 600 reais. Pouco, sim, mas o suficiente para pagar uma conta em casa, comprar ração boa para meus cães e gata e fazer a manutenção de mim mesmo, tipo me permitir ao luxo de comprar uma camiseta ou alguma coisa pra minha namorada, levar minha mãe pra comer fora, coisas assim.
Fiquei 3 meses afastado do estágio, sem receber. Nesse meio tempo, meu Han Solo ficou doente e gastei cerca de 3500 reais com veterinário, exames, remédios e vacinas. Não podia deixar o cachorro morrer, ele é parte da família. Meu pai ajudou muito, pagou a maior parte, mas ainda virou uma bola de neve. Por mais que ele ajudasse, os cães ainda comem todo mês e eu tive que aumentar a qualidade da ração porque a antiga estava prejudicando o tratamento. Como estava parado, isso acumulou no cartão e ainda não consegui quitar.
Agora, mesmo recebendo o auxílio, a dívida ficou maior ainda. Essa grana só da pra debitar do cartão e, como nunca consigo pagar a antiga, vai gerando juros. Estou a ponto de surtar com isso.
Já tenho 24 anos, sou autista, tenho um medo absurdo de trânsito então não consegui tirar carta de motorista, não tenho experiência em nenhuma área porque nunca tive uma oportunidade de emprego, não posso ser jovem aprendiz por conta da idade... me sinto um tumor que as pessoas que amo não conseguem se livrar, porque to sempre ali só sugando, sem nada a oferecer. Um fracasso total. Desde os meus 17 anos, entrego cerca de 15 currículos todos os dias, em diferentes locais, atualizo e entrego novamente, nunca consegui sequer uma entrevista. Cara, não sei qual é o meu problema.
Vivo pensando que se mudar de cidade, de estado até, tudo vai melhorar porque haverão mais oportunidades para mim mas como que eu vou fazer uma mudança de 2k de km, se não tenho um centavo pra levar minha muamba e comprar um barraco? Como que um fodido, que nem eu, consegue dar a volta por cima e não desistir de tudo?
Só queria uma oportunidade, só isso. Eu to cansado de ser recusado na cara porque não tenho experiência nem transporte próprio, cansado de virar as costas e meus currículos serem jogados direto no lixo, cansado de não ter “a característica da empresa” ou de não ser deficiente o suficiente, cansado de não poder mostrar que eu sou útil e sei fazer as coisas. Quero dizer, tenho minhas dificuldades, todo mundo tem, mas era pra ser algo tão difícil assim?
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2020.07.09 00:18 MellowKween As pessoas mudam, mas fica quem quer. A história de uma amizade entre um homem e uma mulher.

Esse será um desabafo longo...
Conheci meu melhor amigo 'Tom' com 15 anos de idade. Morávamos no subúrbio e éramos apenas colegas de classe na época. Um certo dia nós dois estávamos num role dos amigos e eu e Tom começamos a conversar. Nós éramos muito parecidos e entramos numa sintonia absurda. Tom sempre foi um cara super extrovertido, engraçado e inteligente. Sabe aquela pessoa que conquista qualquer um? Esse era Tom. Naquela época, ambos eram apaixonadinhos por outras pessoas da sala, nossa amizade era pura e platônica. Tom era louco por Clara e eu pegava um outro carinha. Clara era da nossa turma, mas também era a mina mais gata do colégio. Esse era o tipo de garota que o Tom curtia: aquelas que todos cobiçam. Clara curtia ele, mas sempre brincou com seus sentimentos.
Tom e eu seguimos fortalecendo nossa amizade. Meu pai havia falecido e eu passei por uma depressão forte. Tom chegou a salvar minha vida algumas vezes... devo muito a ele. Eu morei fora um tempo e falava com ele pelo menos uma vez por semana. Ele sempre esteve lá pra mim e eu para ele, ouvindo as cagadas da Clara... Quando voltei para o Brasil, minha família havia mudado para SP, onde comecei a faculdade. Tom, assim como nossos amigos de colégio, ainda morava no subúrbio, mas ele vivia no meu apê. Esse era nosso nível de amizade, ele dormia na minha casa quando estava em SP e eu dormia na casa dele quando estava no nosso antigo bairro. Eu fiz muitas amizades na facul, e naturalmente, todos ficaram muito próximos de Tom também. Amizades que hoje são tão importantes pra ele quanto pra mim.
Passamos pelo primeiro perrengue de amizade nessa fase... eu fui crescendo e me encaixando no meu corpo... estava no meu melhor durante a facul. Me tornei uma mulher, já estagiava e vivia minha própria vida. Tom, por outro lado, estagnou... Tom nunca precisou se provar pra nada, ele sempre foi inteligente e carismático, acho que isso o deixou cair no conforto. Sua família é incrível e ele nunca precisou de nada. Ele tinha um problema nas costas que dificultava fazer esportes e ele se deixou crescer. Eu nunca me importei com a aparência de Tom pq sua personalidade sempre foi muito mais interessante. Eu poderia ficar conversando com ele por séculos, rindo e aprendendo... Já pensei muitas vezes em ter um relacionamento com Tom, mas infelizmente, ele demorou muito para amadurecer. Eu me tornei uma mulher quase independente e não conseguia me ver com um homem que se comportava como adolescente. Se há algo que eu nunca quis ser é mãe/babá de macho. Nunca consegui sentir atração por Tom por conta desse atraso emocional. Mas nada pôde impedi-lo de se apaixonar por mim naquela época. Ah mas era fácil de mais pra ele... Vocês entendem como pra mim isso é ofensivo? Eu nunca fui a Clara. Nem mesmo no meu melhor, nunca fui a mina mais linda do role. Ele só foi me curtir quando eu estava bem e ele mal... enfim, nós nunca nos separamos ou nos afastamos, ele nunca se declarou, só vinha com aquele papo 'se os dois estiverem solteiros em 30 anos a gente casa' mas falava pra nossas amigas em comum. Eu sempre frequentei a casa de Tom, sou muito próxima da família dele e sei que eles também torciam que um dia a gente ficasse juntos, mas sempre fomos incompatíveis romanticamente...
Nesse meio tempo, a família do Tom também veio para SP. Estávamos com 24 anos. Nós vivíamos juntos, eu já trabalhava e morava sozinha e ele vivia no meu apê. Tom estava procurando emprego e ainda morava com os pais. No meu trampo conheci "Jack", um homão da porra. Por um milagre, Clara apareceu de novo também e, obviamente, Tom nem pensou duas vezes antes de correr atrás dela. Nossa amizade era pura novamente. Eu e Jack viramos um casal, mas Tom e Clara não foram pra frente. Com 26 anos, nossas vidas mudavam... nossos amigos de infância casavam e tinham filhos e eu estava morando com Jack. Tom estava sempre na nossa casa. Ele ficou muito amigo do Jack, inclusive. Éramos tão próximos, nós três, que Tom dormia no nosso apê depois de noites de papo e jogos. Passamos reveillons e carnavais juntos, as vezes com a galera toda, as vezes só nós três. Eu queria muito que Tom arranjasse uma namorada, queria ver ele amadurecer, crescer e fazer vários roles de casal juntos.. era meu sonho.
Tom mudou de curso na facul depois de 2 anos pra fazer o mesmo que eu, mas em outra instituição. Tentei arranjar vários trampos pra ele na área, mas depois de se formar ele logo mudou de foco e quis entrar em outro mercado. Eu sempre fiz de tudo pra ajuda-lo a crescer e consegui arranjar um trampo pra ele na área que ele queria. Foi nesse trampo que ele conheceu "Paula". Paula é muito diferente dos nossos amigos, mas é uma mulher forte e inteligente, gostei dela de primeira. Mas Paula era um pouco mais velha e tinha outras prioridades... logo que eles começaram a namorar, Tom sumiu. Não nos chamava mais pra nada e quase sempre rejeitava nossos convites... aquele sonho que eu tinha de fazer roles de casal foi indo por água abaixo. Paula não curte quase nada do que a gente (nosso grupo de amigos próximos) curte, acho que Tom foi se afastando pq sabia que Paula não se sentia confortável no nosso role - não por conta do tratamento com ela, que sempre foi inclusivo, afinal todos amam muito Tom e queriam conhecer e agregar Paula, mas por motivos de hábitos mesmo. Nossos amigos (inclusive Tom) fumam (cigarros e outras coisas..) e Paula é alérgica a fumaça. Paula nunca tentou se aproximar da gente, não de verdade. No começo ela se fazia de próxima, mas era mais pra ganhar nossa aprovação do que pra realmente nos conhecer. Eles namoraram por 1 ano - tempo que mal vimos Tom - até que um dia anunciaram um noivado. Esse foi o relacionamento mais sério que Tom teve na vida. Eles ainda moravam com os pais. Eu achei muito estranho. Obviamente quero ver Tom feliz, mas fiquei preocupada, não sabia se ele já estava apto para casar sem pelo menos morar sozinho antes. Ele não sabia fazer tarefas básicas, tá ligado? Enfim, isso é um problema que eu tenho, mas que Paula pode não ter, então quem sou eu pra interferir. Eles se casaram no meio da pandemia. Eu queria estar presente para Tom num dia tão importante e falei com a irmã dele para armar uma surpresa no dia (eles iam no cartório de manhã e teriam um almoço só com a família próxima depois). O plano era juntar os amigos mais próximos do casal (pra vcs terem noção, eu não conheço uma única amiga da Paula, tive que achar as mina no instagram) e fazer um zoom surpresa na hora do almoço, quando eles cortariam o bolo e diriam os votos. Mas Paula teve a mesma ideia e quis chamar amigos pra participarem no dia... nossa surpresa estava em perigo, mas tudo bem. Ela fez um convite "Para os melhores amigos" participarem. Nenhum amigo do Tom foi convidado. Paula nem se importou pelo jeito... Quando eu entendi que eles estavam convidando pessoas e não me chamaram, eu desabei. A irmã do Tom me falou que ele deve ter esquecido e que nós continuaríamos com a surpresa (ela e a família tb não queriam que não houvesse um único amigo dele no dia. Gente, Tom era quase prefeito, cara super popular, não fazia sentido...). No dia anterior do casamento, eu liguei pro Tom pra dar parabéns, pra desejar felicidades, etc. Meio que dando uma última oportunidade pra ele me convidar. Nada, desconversou. Eu e Jack aparecemos no zoom, mas foi por obrigação. Nunca imaginei que seria assim o casamento de Tom. Ele ficou tão emocionado com a surpresa, me agradeceu e tal, mas não fazia mais diferença. Tom virou outra pessoa, não somos mais amigos como fomos por quase 20 anos. Grudados. Fiz tudo que pude por ele, sempre o mantive por perto, nunca imaginei que ele tinha tão pouco apresso pela nossa relação.
Está sendo difícil desapegar de Tom... sua família e os amigos estão um pouco preocupados com a falta de interesse dele em pessoas que sempre foram muito presentes. Já me pediram pra tentar falar com ele e entender o que está acontecendo. Paula sempre muito rígida, não deixa as conversas saírem do seu domínio. Mas sinceramente, não quero intervir. Tom tem as obrigações dele, as responsabilidades dele, não vou mais ser ferramenta de nada pra ele. Paula não controla o que ele fala ou o com quem ele se relaciona, ela não é essa pessoa, ele escolheu se comportar dessa maneira. Ele precisa crescer e casamento não é sinônimo de amadurecimento. Tentando correr atrás de um tempo perdido, Tom se atropelou. Se ele não quer minha ajuda, não vou forçar. Só na frozen, Let it go.
Eu conheci "Sara" quando tínhamos 5 anos. Sara era quase uma irmã pra mim, viva com minha família por anos. Estudamos juntas nossas vidas inteiras, mas nos afastamos bastante por muito tempo. Quase não nos falávamos mais. 3 anos atrás ela casou e me chamou pra ser madrinha. A gente quase não se falava e ela me chamou pra ser parte da cerimônia, convidada de honra. Na mesma semana que Tom não me chamou pro casamento dele, Sara me ligou dizendo que estava grávida e que eu seria 'titia'. Anos separadas não abalou nossa relação. Por isso meus amigos, eu repito, as pessoas mudam, mas quem quer, fica.
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2020.07.08 14:59 thegtasafan Queria ter aproveitado mais

Sempre fui muito de ficar em casa e tal...
Durante minha adolescência toda, sempre fui de não sair, perdi o contato com muita gente por causa disso, tinha muitas amizades na escola, mas elas foram se perdendo, justamente por eu não dar "sequência" - conversava bastante com o pessoal na escola, mas nunca saia com eles, dai não ficava por dentro dos assuntos deles (de festa e tal) e acabei perdendo contato.... Poucas amizades permaneceram "ativas" no meu último ano do colégio...
Sinto que perdi muita coisa, muitos momentos... e até alguns que eu ouvia deles, eu pensava "como eu queria estar lá"... mas eu sempre ficava ansioso pra sair de casa, não conseguia me imaginar saindo e sempre preferia ficar no pc, ps4. Eu tinha um bloqueio pra sair... as vezes até me empolgava e tal, chegava na hora, n saia.
E isso é de tempos já... na 8ª série, eu tinha amigo pra crl, conversava mt na aula (coisa q até me atrapalhou nas notas) mas dai alguém me chamava pra sair, eu n ia, chateava eles e perdia o próximo convite.... e foi assim com muita gente...
No 3ª ano restou uns 3 amigos de vdd, que eu conversava todos os dias, mas tb n saia com eles... apesar disso eles continuavam sendo meus amigos....
a questão é... mesmo q eu comece a sair mais depois q acabar essa porra toda, n vai ser a mesma coisa, eu n vou ter esse cacoete pra festa e tal...
Eu n vou mais conhecer direito esse pessoal q era meu amigo, todos estão namorando, com outra visão de mundo, é como se eu tivesse com a mesma mentalidade de uns 14 anos de idade, enquanto eles uma de 20.
Isso de n sair e criar experiências me atrapalha MUITO hoje. Eu desenvolvi ainda mais a minha timidez, ansiedade, tudo por ter medo de fazer as coisas... se eu tivesse criado essa "casca" la trás, saindo, conhecendo gente, vencendo a ansiedade, eu estaria muito melhor hoje, eu estaria mais maduro e com mais responsabilidade.... e n seria um cara de 20 anos com uma mente de 14.
Que merda... eu queria ter aproveitado mais...
Mas hoje eu tento ignorar tudo isso... tento fazer isso n afetar meu dia-a-dia, e enquanto eu escondo isso na minha mente, n me atrapalha... o problema é quando eu tenho q fazer algo q n estou acostumado, como simplesmente, sair de casa com o carro, ou ir no supermercado... só com isso eu já fico meio ansioso... Ou quando eu penso nas pessoas com amigos pra crl, namorada (principalmente quando eu vejo no instagram alguma foto deles e tal) e eu um bosta sem ngm... até meu melhor amigo do colégio tem muitos outros amigos, então eu sou só mais um pra ele hoje...
Mas como eu disse... eu ignoro isso tudo, pra n me afetar diretamente....
Na faculdade, se eu tiver 1 amigo é muito... n conheço quase ngm e nunca me adaptei com o pessoal... então ignoro todos e só faço assisto as aulas, sem falar com ngm...
E sim, eu sei q eu posso mudar isso mais pra frente, mas como eu disse, n vai ser a mesma coisa e n sei se vai ser legal... além de q o melhor período pra sair é no colégio, todo mundo se conhece, todo mundo é amigo... agora ta todo mundo separado....
Enfim, n sei mt o intuito desse post.... só queria escrever isso msm...
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2020.07.02 22:14 bad_for_your_health Sobre fingir ser alguém que você não é

Olá pessoal, tudo bem?
Venho acompanhando este sub a uns dias e hoje vim fazer meu desabafo.
Durante minha infância fui um garoto "normal" até os 12-13 anos, gostava de jogar bola tinha amigos, etc. Mas de repente a coisa começou a mudar, comecei a sentir um vazio, as coisas já não tinham mais graça, me afastei dos amigos, enfim, entrei em depressão.
O negócio piorou quando mudei de escola no ensino médio, fui para um colégio onde acabei me juntando com uma turma que era realmente legal e se preocupava comigo, mas em um momento pararam de me zuar pela aparência física (era sempre zoado por ser pequeno, magrelo e narigudo) e isso foi uma parada que praticamente me destruiu, pensava "nossa, minha vida é tão miserável a ponto de não me zoarem por pena".
A coisa foi daí pra pior, passei anos literalmente só existindo, não saia de casa, tinha fobia social, entrei na faculdade desse jeito, até que por volta dos 20 anos vários acontecimentos me levaram a mudar.
O problema é que não fiz isso da maneira "correta", não tratei de maneira séria o problema e achei que fosse uma questão só de "virar a chave", passei a usar bastante álcool e drogas pois me permitia "emular" ser uma pessoa diferente, confiante, criei um verdadeiro personagem e de repente podia abandonar as amarras do passado. Consegui vencer alguns medos e colecionar boas experiências, mas me afastei dos amigos e fui super cuzão com todo mundo, além de pegar uma fama bosta de Zé Droguinha sem noção entre as pessoas da minha idade. Acredito que quiz cortar fora qualquer relação que tinha com o antigo eu, inclusive parar de falar com pessoas que me conheciam de verdade e queriam meu bem.
Hoje, com 25 anos, percebi que era tudo uma ilusão. Na prática o que aconteceu foi que virei um babaca narcisista que só pensa em si e sou hoje um cara sem amigos, sem namorada, com familiares que não ligam pra mim e isolado, isso ficou bem claro agora durante a pandemia.
Além do desabafo queria deixar este conselho para quem passar por um processo parecido. Seja sempre verdadeiro e não esqueça de onde você veio, a princípio pode parecer mais difícil mas a recompensa será mais plena do que simplesmente virar a chave e fingir ser uma pessoa que não é.
Obrigado.
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2020.06.28 23:21 MAD-PT [AMA] Após quatro anos nos arredores de Zurich, acabei de sair da Suíça.

Boas pessoal,
Visto que já fiz vários comentários sobre a minha estadia na Suíça e tive várias pessoas a enviarem-me mensagens com várias perguntas, decidi criar um AMA (Ask Me Anything) / Pergunte-me Qualquer Coisa.
Muito do que vou escrever já escrevi noutros posts/mensagens e é com base na minha ou na experiência de pessoas conhecidas/amigas. Acredito que nem toda a gente tenha passado pelo mesmo que eu passei por isso convido a todos os que vivem / já viveram na Suíça a partilharem a vossa experiência e darem os vossos conselhos.
Espero que isto ajude a todos os que estejam a ponderar mudar-se para a Suíça e aos que chegaram há pouco tempo. Estejam à vontade para perguntar o que quiserem.
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Pequena intro:

Despesas:

Troques e dicas:

Como é viver na Suíça:

Coisas que me aconteceram (e a conhecidos meus):
TL;DR;
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2020.06.26 22:49 JuliodoCocorico Eu sei que minha mãe traí meu pai e não sei o que fazer

Desde certa idade, eu lembro da minha mãe fingindo que alguém do trabalho estava ligando e ela deveria sair, mas eu notava uma aproximação estranha com um amigo de trabalho dela, tempos depois eu descobri o que já suspeitava, guardei aquilo por algum tempo, até que com uns 15 anos, confrontei-a, ela não falou, tempo depois descobri que estava na mesma, meu pai provavelmente traí minha mãe também, mas eu nunca vi nada, há três dias atrás, vi o cara ligando para minha mãe, isso me destruiu, acho que ela está saindo para se encontrar com ele, eu já tive sérios planos de matar ele, não pelo meu pai, que é um merda, mas por mim, eu sofri e carrego consequências disso, não consigo ter um relacionamento com ninguém, tenho muito medo de ser traído, me lembro desde novo pesando nisso, com muito medo de ter uma namorada, e pensando o que eu deveria fazer para isso não acontecer. Eu culpo muito os dois por isso, 9 relacionamento dos meus pais é uma merda, não sei por wue estão juntos, acho que eles acreditam nessa de que um homem que cresce sem pai cresce sem base sla, mas oq eles conseguiram? Eu não gosto do meu pai, e não quero minha mãe muito por perto, eu amo os dois incondicionalmente, mas quando eu olho para eles, eu vejo dor e tristeza, meu grande primeiro sonho é poder sair da minha casa, eles tentaram manter algo que não existia mais e conseguiram a minha antipatia, é aquela frase né "É melhor queimar de uma vez a se apagar aos poucos), eu lutei minha pré adolescência e até uns 18 anos, para que meus pais se separassem, mas agora não me importa mais, estou fazendo oq posso para sair de casa, dai para frente, eles fazem oq quiserem
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2020.06.26 03:30 curiosity_br Mudar/Garotas/Enem/Estresse

Queria muito mudar de cidade, sei q não vai ser um mar de rosas, e que no geral agora o pessoal tá mudando pras cidades menores. Mas sinceramente já tô de saco cheio desse lugar, sinto q não tem nada pra mim aqui, tô estudando pro ENEM pra tentar passar e tô meio estressado e meu pai nossa cara, é muito enjoado imagina uma pessoa q fica o tempo todo fazendo barulhos irritantes,odeio isso, odeio barulho, fico mais irritado ainda. Queria passar numa faculdade, arrumar um emprego e sair fora desse lugar... Antes queria aprender a andar de moto, cheguei a conclusão q isso é inútil,nessa cidade não tem nada pra se fazer, nada mesmo, aqui só tem buteco... Tava mais no hype de aprender na época por causa dos meus amigos do ano passado, e pq tava afim de uma mina, mas como sempre não consegui nada, esse é outro ponto q acho foda de cidade assim, tem muita pouca opção de garotas, tenho 18 e meu último ano na escola, a maioria das meninas da minha idade Ou estão casadas Ou vai casar Ou tem filhos Ou tem namorados Mas é muito raros a achar alguma q me chame a atenção parecem todas iguais... E já tô velho já nunca tive uma namorada nem nada sabe, queria mudar daqui, conseguir ter minha independência, fazer minhas coisas e ter meu canto. Sinto q não vou conseguir nada aqui, e sinceramente já tô de saco cheio daqui, mesmo que more afastado da cidade, sempre que vou lá tomo com alguém q não gosto pelo menos umas 5 vezes.
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2020.06.10 05:39 allydunno Completamente perdida no vazio.

Aviso: desabafo muito grande e desorganizado cronologicamente e até ortograficamente. Sei que já exclui esse post várias vezes e coloquei novamente, peço perdão.
Não tenho tanto a reclamar da minha vida apesar de não querer ela, ela nunca foi extremamente ruim, tive os brinquedos que queria e de início uma família reunida. A memória mais vivida que tenho é do bullying. Entrei em uma escola aos 11 anos e foi lá que tudo começou a desandar. Fiz um grupo de amigas inicialmente que no fim eram tudo menos minhas amigas de verdade. A minha "melhor amiga" nesse grupo sempre teve problemas psicológicos (tinha problemas com a aparência dela) e sempre tentei ajudar apesar de ser bem ingênua na época mas, acho que não fiz o suficiente ou talvez não tenha sido uma amiga boa o suficiente. Ela dizia na minha cara que me odiava, me fez sentir mal muitas vezes mas ainda sim eu sentia compaixão e empatia por ela, não por pena mas sim porque eu a considerava minha amiga de verdade. Ela chegou a quase me enforcar um dia na escola, e depois passei a entender que talvez ela me odiasse de verdade. Um dia disse que se ela morresse a culpa seria minha e até hoje eu simplesmente não consigo esquecer isso. Não quero pintar ela como a vilã pois sei que ela estava lidando com conflitos internos mas ainda sim, a forma como fui quebrada e estraçalhada nessa amizade é irreversível. Sofri bullying por outras garotas na escola, minhas outras duas amigas desse grupo me humilharam algumas vezes e foi nessa escola que fui literalmente um objeto para satisfação alheia, não importa o quanto aquelas pessoas me machucassem eu ainda estaria ali por elas firme e forte. Eu passei a me arrastar para ir a essa escola, tomava remédios de ansiedade porque toda vez que eu via aquelas pessoas eu ficava extremamente ansiosa (tive problemas físicos com isso), nunca contei nada a minha mãe e para minha vó porque nunca achei que fosse importante. Inclusive gostei de um garoto (perto do meu último ano nessa escola, passei 4 anos lá) mas hoje em dia me pergunto se gostei dele de verdade ou se senti isso porque todos falavam que a gente dava certo junto, e bem, eu queria agradar todo mundo né?...
Aos 15 anos fui para outra escola começar o ensino médio, de início foi incrível uma das melhores coisas, perdi grande parte da minha timidez e parei de tomar remédios para ansiedade. Comecei a gostar de outro menino e com ele tive meu primeiro namoro e meu primeiro beijo, no começo foi mágico mas depois tudo começou a desandar. Ele queria me forçar a fazer sexo/a ter desejos sexuais, me criticava por não conseguir demonstrar meus sentimentos e afirmava que eu não o amava por causa disso tudo. Me destruiu psicologicamente pois me fez perceber o quão fraca e covarde eu sou. Foi nesse mesmo ano que me machuquei pela primeira vez. Novamente, achei que não era importante então não contei a ninguém.
No mesmo ano comecei a gostar de um garoto, um garoto que me amava de verdade, um garoto que teve uma decepção amorosa anterior e que se tornou meu melhor amigo. Em pouco tempo a gente se aproximou, demais. Beijei ele mas decidi acabar tudo antes de começar porque tive medo, medo de machucar ele assim como eu me machuco, medo de não demonstrar sentimentos e ele se decepcionar, medo de perder tudo. Ele se afastou e parou de falar comigo para sempre, até mudou de escola, me senti a pior pessoa do mundo e me sinto até hoje. Novamente não achei importante, fiquei calada
No ano seguinte, no meu segundo ano do ensino médio, comecei a namorar um garoto que todos falaram que não valia nada mas eu precisava desesperadamente de alguém para me ouvir, me abraçar e ele pelo menos disse que faria isso, mas nunca o fez. Lembro até hoje do dia que tive uma crise na escola (por causa de uma briga familiar) e ele ficou do meu lado olhando o celular o tempo inteiro, me senti uma ridícula por estar chorando e sendo uma namorada ridícula e fraca. Ele também insista na questão do sexo e até chegamos a fazer certas coisas nada muito além mas fiz apenas para agradar, não me sinto bem até hoje com isso. Novamente, fiquei calada.
No final do mesmo ano, tive outro relacionamento, fomos amigos de início mas logo começamos a namorar, de início foi bom -como sempre- mas conforme o tempo foi passando tudo piorou. Ele também insistiu na questão do sexo e bem, foi nesse relacionamento que sofri com estupro e diversos outros toques que me incomodaram. Certos toques eu simplesmente deixei porque ele gostava então achei melhor, melhor para ele mesmo eu não me sentindo nada confortável. No estupro, não tinha muita força para entender e minha mente se tornou um clarão mas impedi ele de ir bem além porque sei que ele iria. Estou com esse menino até hoje porque não consigo terminar, tenho medo, medo de machucar ele parece ridículo mas é verdade, me tornei dependente emocionalmente e mesmo querendo muito terminar não consigo fazer isso, agora irá demorar mais ainda com a quarentena. Enfim, não achei nada disso importante suficiente para falar então fiquei quieta.
Houveram outras coisas no meio desses anos, no meu último ano do fundamental meu pai se separou da minha mãe e nunca mais apareceu, não fala comigo, tentou tirar a casa que eu, minha mãe e meu irmão moramos, passou a viver com a nova família dele, não teve coragem de falar comigo nem para dizer que minha avó paterna havia falecido (isso aconteceu no finalzinho do ano passado).
Meu irmão (quando ainda eramos pequenos provavelmente uns 10 anos e ele uns 15) parou de falar comigo, talvez por raiva, tristeza, não tenho a mínima ideia hoje em dia só trocamos diálogos simples porque moramos na mesma casa, ele e minha mãe brigam várias vezes e parecem dois estranhos entre si ao invés de mãe e filho. Sinto falta dele e das conversas que tínhamos, do abraço dele, das risadas, dos momentos que tivemos mas hoje em dia ele está bem diferente, se tornou muito ganancioso e egoísta. Acho que não tive muita sorte com homens na minha vida sinceramente kkkk
Minha mãe e minha avó são os únicos motivos para eu continuar vivendo aqui, sei que as duas não suportariam viver sem mim então continuo aqui. Minha vó sempre se apoiou em mim e minha mãe também então não seria justo simplesmente fazer elas sofrerem por minha causa.
Me tornei um mar de angústia e desespero, me perdi de mim mesma, olho para o espelho e não sei quem está la mas sei que não tenho orgulho dessa pessoa. Sinto saudades da minha infância quando tudo era diferente, hoje em dia, me tornei destruída, sinto um grande vazio no meu peito. Já senti tristeza por mim, vazio, angústia, até mesmo ódio hoje em dia não sinto nada, sinto um grande vazio num imenso mar de solidão, angústia e silêncio. Não acho meus problemas importantes suficientes por isso nunca falo, acho que outras pessoas sofrem bem mais então não devo ficar falando sobre coisas fúteis como as minhas, falei aqui porque não conheço ninguém, ninguém me conhece e vocês serão como as pessoas que vejo na rua, prestarei atenção mas não nos veremos novamente por isso é mais fácil falar. Sinto essas coisas a muito tempo, desde pequena nunca contei nada para ninguém, talvez tenha sido influência do meu pai porque ele sempre foi uma pessoa fria então talvez me tornei assim também. Me acho um monstro por não conseguir sentir as coisas, faço praticamente tudo porque os outros querem me ver fazer ou gostam, usei diversas vezes roupas para agradar os outros, penteados para agradar os outros, enfim... Me perdi de verdade, não consigo mais organizar meus pensamentos porque tudo está se tornando um borrão. Sou extremamente racional então não irei tentar nada sério, apesar de pensar, me seguro aos meus pensamentos sãos. Talvez futuramente eu procure um psicólogo quando for maior de idade, assim não tenho que dar justificativas para minha mãe não estou preparada para contar tudo isso agora. Aos 17 anos me sinto extremamente perdida, não sei se irei conseguir amar alguém de verdade, não sei quem sou mais tenho apenas leves resquícios meus nesse borrão que eu vejo no espelho, não consigo falar o que sinto, sinto compaixão por todos menos por mim mesma, perdi minha humanidade comigo e não consigo mais encontrar, me sinto um objeto para satisfação alheia. Enfim, essa é só uma parte dos meus pensamentos desorganizados, nunca fui boa para escrever sobre isso mesmo, esse é meu desabafo sobre quase tudo.
Obrigada por ler, se estiver sentindo algo parecido comigo, pare um momento e olhe para o céu: olhar para as estrelas e sentir o vento gelado me ajuda às vezes, espero que te ajude também. ❤️
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